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Resenha: Para Sempre Alice

Título Original: Still Alice
Autora: Lisa Genova
Ano: 2015
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 278
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No ano de 2015, durante a nossa Semana Especial do Oscar, trouxe para vocês minhas opiniões sobre o filme que garantiu o Oscar de Melhor Atriz para Julianne Moore (resenha). A atriz, que a muito me encanta, trouxe uma atuação real e sensível, extremamente emocionante em toda a sua sutileza e cuidado para com a representação da personagem. 

Porém, após me emocionar, identificar com certas passagens do filme e apaixonar pela mensagem passada ao espectador, confesso que senti a necessidade de ter acesso a obra que gerou aquela adaptação cinematográfica. Um ano depois, finalmente conheci mais detalhes da história, e hoje venho compartilhar com vocês a mensagem por trás de Para Sempre Alice.

A obra, escrita por Lisa Genova, Ph.D. em neurociência pela Universidade de Harvard, apresenta uma história fictícia totalmente fundamentada na realidade. Apesar de nos cativar através de uma história comovente, o livro é a união perfeita entre realidade e ficção, pesquisa e sentimento, informação e uma mensagem capaz de conectar o leitor à história. Neste livro, iremos acompanhar a trajetória de uma renomada professora de Harvard que descobre ter desenvolvido a doença de Alzheimer.

“Já naquela época, mais de um ano antes, havia na cabeça dela, não muito longe das orelhas, neurônios que vinham sendo estrangulados até a morte, em demasiado silêncio para que ela os ouvisse. ”

Resenha: Histórias Extraordinárias

Título Original: Tales of the Grotesque and Arabesque
Autor: Edgar Allan Poe
Ano: 2011
Editora: Saraiva/Nova Fronteira
Páginas: 144
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Outubro sempre desperta o melhor (ou será pior?) em mim! Depois da época do Natal, Outubro sempre foi, na minha humilde opinião, a melhor época do ano. Vamos combinar, com o Halloween apagando todas as luzes, soltando fantasmas e histórias sombrias lá no último dia do mês, essa, não poderia ser outra coisa se não a melhor época do ano para os apaixonados por uma boa história de arrepiar a espinha, deixar o estomago embrulhado e ainda por cima, felizes por saber que é tudo ficção (será mesmo?).

Pensando em todas as cenas lindamente terríveis que somente as melhores histórias de terror são capazes de materializar, me dei conta de que havia algo errado com minha crescente empolgação. Quando dei por mim, uma névoa já cercava meu campo de visão. O sol não brilhava no céu e corvos começaram a cantar um nome esquecido por muitos, porém de grande destaque entre vivos e mortos. Edgar Allan Poe, diziam eles. 

E repetiam dia após dia. Através de sussurros o nome de um dos autores mais conhecidos e consagrados do gênero surgiu em meus ouvidos. O nome do autor me perseguiu até o momento em que notei o fato de que sua voz estava encarcerada nas prateleiras de minha estante. Lá ele gritava por ar, por uma chance, pela oportunidade de estar presente mais uma vez no terror do Halloween e ver suas histórias se espalhando como o sangue quente e vermelho de um corpo recentemente fatiado em pedaços.

“Daí ao espírito de perversidade foi um pequeno passo. Esse espírito de perversidade veio a causar a minha ruína total. ”

Resenha: Morte Súbita

Título Original: The Casual Vacancy
Autor: J.K. Rowling
Ano: 2012
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 501
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Tenho que confessar que demorei muito, mas muito tempo para conseguir me convencer à ler Morte Súbita, da minha rainha J.K. Rowling. Quando a notícia de que o livro havia sido lançado surgiu, eu admito que fiquei no mínimo intrigada, mas logo em seguida fiquei com medo de iniciar a leitura e não gostar do que me esperava naquelas páginas. Morria de medo de que o feitiço se quebrasse e toda a magia da escrita da autora fosse embora por causa de um livro que não foi tão bom quanto poderia ser. Porém, devido a mudança de cidade, e ao fato de que todos os meus livros ainda estão encaixotados (não vejo a hora de tirar todos eles das caixas), consegui a chance e o empurrãozinho que precisava para iniciar a leitura. E hoje, após ter finalizado mais essa leitura, preciso admitir que minha rainha não me decepcionou nem um pouco.

“A notícia da morte súbita de Barry Fairbrother jazia no seu colo como um recém-nascido rechonchudo a ser exibido para todos os seus conhecidos. E ela seria a fonte, por ter sido a primeira, ou quase, a ficar sabendo. ”

É verdade que premissa de Morte Súbita poderia ser extremamente simples e sem cor, mas com a ajuda da mente sábia de J.K. Rowling, uma história até certo ponto, comum, se transformou em algo genial, repleto de críticas à sociedade, reflexões sobre o comportamento humano, discussões sobre a adolescência além de abordar o fato de que, muitas vezes os pais não são capazes de perceber problemas que estão estampados bem debaixo de seus narizes.

Essa história começa de maneira trágica e direta. Durante um final de semana, Barry Fairbrother, que vivia trabalhando em prol dos menos favorecidos e injustiçados, se encontrava (como tantas outras vezes) em seu escritório, trabalhando em uma matéria que deveria auxiliar na compreensão de como realmente funcionava o bairro de Fields. Este bairro abrigava todo o tipo de pessoas à margem da sociedade, e havia sido construído próximo aos limites do distrito de Pagford, além de em seguida ser incorporado ao distrito sem qualquer contato com a população ou aviso prévio. Como era dia de seu aniversário de casamento, Barry faz uma pausa forçada no trabalho para jantar com sua esposa. Mal sabia ele que ao colocar os pés no estacionamento do restaurante, seria abatido por uma forte e terrível dor de cabeça, dor esta que seria a causa de sua morte.