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Resenha: A Bela e A Fera

Título Original: La Belle et la Bête
Autoras: Madame de Villeneuve e Madame de Beaumont
Editora: Zahar
Páginas: 238

Era uma vez...

Talvez essa seja a expressão mais marcante na vida de muitas pessoas. Quem não se lembra de, diversas vezes, cair nos braços de Morfeu, ao ouvir tais palavras prosseguidas por grandes histórias com magias, reinos distantes, fadas, bruxas, anões e dragões?

É fato que muitos que aqui leem, já dormiram embalados por uma voz aconchegante, a quem vos contava sobre mundos cheios de mistérios e encantos, que conhecemos docemente como Contos de Fadas. Contudo, acredito que não há conto de fadas mais bonito e extraordinário que a história de A Bela e A Fera.

Para aqueles que, infelizmente, ainda não conhecem a história em questão, no conto, conhecemos a jornada da jovem Bela. A moça pertencia a uma família de comerciante, que costumava ser conhecida por possuírem uma nobreza, não apenas financeira, mas também espiritual. Entretanto, de revés, vemos essa família sofrer os diversos tipos de desventuras. Em meio ao apego à última esperança que lhe resta, o pai de Bela se vê em apuros, quando, por obra do destino, se torna refém de uma Fera. Para se salvar, entretanto, uma de suas filhas deve dar a vida pela do pai, voluntariamente. Será um pai capaz de permitir tal feitio? E o amor de uma filha é incondicional ao ponto de dar a vida por um pai?

São questões complicadas de se pensar, contudo, apesar de tamanho sofrimento, Bela troca sua vida pela do pai sem pestanejar. A filha do comerciante possuía uma bondade e virtuosidade suprema, fato responsável pelo apelido que recebera. Mas o que Bela não esperava, era que tal sacrifício iria transformar sua vida.

"Embora todas as suas filhas fossem bonitas, a caçula era a mais admirada, sendo chamada por todos, desde bebê, de Bela."

Resenha: Frankenstein

Título Original: Frankenstein: or the Modern Prometheus
Autora: Mary Shelley
Ano: 2017
Editora: Zahar
Páginas: 250
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As vezes nós relutamos tanto em conhecer clássicos da literatura, que, quando finalmente nos permitimos, a surpresa acaba nos proporcionando os mais variados significados, tantas facetas diferentes e a revelação de todas as outras histórias que um clássico já inspirou. Frankenstein é assim e não foi à toa que virou uma das minhas melhores leituras do ano passado.

Por muito tempo eu achei que já conhecia o suficiente desta história, do homem que criou um monstro e que acaba se rebelando contra seu criador, mas nunca questionei o porquê. Quando que, como leitora, eu imaginaria que o verdadeiro monstro nunca foi a criatura, mas sim aquele que o abandonou, num mundo completamente desconhecido?

A história inicia no navio do Capitão Robert Walton, que através de cartas para a irmã, relata um episódio curioso que se desenrolou próximo a uma passagem no Polo Norte. Neste local, preso as geleiras, Robert e seus homens avistam uma estranha criatura puxada por cães. Não demora muito para que mais a frente a tripulação encontre e resgate Victor Frankenstein, que passa a contar a sua história e o que o levou até ali.

Victor, filho de aristocratas e estudante de medicina, tem uma ambição, colocar em pratica o projeto que durante anos almeja, os mistérios da criação, o poder de trazer vida a um corpo inanimado. Já formado e doutor, ele coloca em pratica todos seus anos de estudo e dedicação, e em uma noite fria de tempestade, dá a vida a uma criatura, formado de membros e pedaços de variadas pessoas, um monstro. Perturbado e completamente anojado, Victor abandona a criatura e foge para longe, assinando eternamente a sua ruína.

Um Clássico Para Chamar de Meu: Zahar

Em 2017 me permiti tantas coisas como leitora que lista-las aqui tornaria esta postagem longa e sem um objetivo claro. Isso é tema para outras postagens e até para novos vídeos lá no canal. Sendo assim, desta vez, vou me ater a uma das experiências mais satisfatória que tive. 

Eu li clássicos. Clássicos que antes, há alguns meses, eu pensava que jamais colocaria as mãos. Os motivos para a tal decisão eram vários, sejam pelas histórias que eu "achava" já conhecer devido as tantas e tantas adaptações e releituras ou pelas narrativas que eu sempre achei, que, como praxe, deveriam ser rebuscadas por regra. A questão é que eu iniciei a minha experiência de forma tímida. Percorrendo os gêneros e desbravando sem medo. Nisso fui de Edgar Allan Poe a Jane Austen, até, enfim, conhecer finalmente os grandes clássicos do terror.

Drácula, Frankenstein, O Médico e O Monstro, entre outros, sempre estiveram muito presentes na nossa cultura, já repararam? Porém, quem realmente já leu estes livros, quem realmente entendeu o significado da importância de cada uma dessas obras nas épocas em que foram lançadas? Uma vez que passei por esta experiência e percebi o quanto aqueles livros de cinquenta, cem, quase duzentos, anos eram grandiosos, resolvi ir à caça de novos clássicos para ler. Do terror ao conto de fadas, valia tudo. E foi aí que me deparei com os Clássicos da Zahar e me vi inteiramente encantada por cada um.

Vou deixar a baixo algumas dicas de leituras que pretendo fazer em 2018 e também dicas de leituras que já fiz, mas que possuem edições lindas e de luxo feitos pela editora.