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Resenha: O Príncipe Corvo

Título Original: The Raven Prince
Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Páginas: 350
Amazon - Saraiva

Quando eu penso que já li de tudo dentro do gênero, um novo livro é lançado e sou imediatamente surpreendida. Eis aqui um romance de época diferente, um pouco mais ousado, porém sem pecar pelo excesso. O Príncipe Corvo é um achado, já se tornou a porta de entrada para uma das minhas séries preferidas dentro dos romances.

Viúva há cinco anos e administrando o pouco dinheiro que seu marido lhe deixou, Anna Wren se vira como pode para sustentar a ela e sua sogra. As coisas não vão bem e logo ela precisará encontrar um emprego que lhes sustente. A oportunidade de trabalhar na propriedade do mal-humorado Conde de Swartingham parece perfeita, mas com um único, porém, foram poucos os homens que conseguiram trabalhar com o rude homem. Tal empecilho não atrapalharia a obstinada senhora e a urgência de preencher a vaga, e a ousadia e personalidade de Anna acabam contribuindo para que Edward de Raaf cedesse o emprego a ela.

A proximidade diária e a conversa desprendida, acaba atiçando as primeiras fagulhas entre o casal, mas Edward não entende, como uma simples mulher pode mexer tanto com seus desejos e Anna, há muito tempo sem a companhia de um homem, acaba sentindo o mesmo pelo solitário conde. Numa busca inocente em seu escritório, Anna acaba descobrindo que Edward é um cliente assíduo de um famoso bordel em Londres e que logo pretende visitar o local para saciar suas necessidades masculinas, que parecem bastante afloradas ultimamente. Anna acha a ideia bastante tentadora e ciente dos planos do conde, decide que também pode saciar suas vontades e se possível, com o próprio conde, mas sem que ele saiba sua real identidade.

"Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casa de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo."