Autor: Harlan Coben
Ano: 2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
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“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” Isaac Newton
Começo essa resenha mencionando a célebre frase do grande físico, Isaac Newton, uma vez que ela se encaixa tão perfeitamente a essa obra, que é como se a resumisse. Assim como a ciência, cada ser humano carrega uma história cheia de mistérios, enigmas, peculiaridades, característicos de si, únicas. Cada ser humano é um oceano, que dele só conhecemos até onde podemos ver.
Harley McWaid é uma jovem exemplar, é a filha mais velha do casal McWaid, uma aluna muito responsável, atleta destaque de lacrosse e, aparentemente, uma pessoa super organizada. Como toda adolescente, esconde uma mentirinha aqui, outra ali, mas nada demais. Quase acreditamos que Harley é aquela menina perfeita, com uma vida que todos queriam ter. Apesar de toda perfeição, vidas assim são muito similares a camadas superficiais de gelo, que dão a impressão de a qualquer momento podem se desfazer. E foi numa manhã de sábado que a superfície da família McWaid se rompeu. Harley havia desaparecido.
Dan Mercer é um homem solitário, órfão de pai e mãe, que após muitas lutas e esforços, conseguiu se formar na Universidade de Princeton e que procura mudar a vida de jovens, que, assim como ele, não possuem nada além de vontade. Acostumado à aquela vida comum e pacata, Dan vê tudo mudar de repente e assustadoramente, quando Wendy Tynes, repórter do NTC News, arma uma cilada para desmascarar o pedófilo, que a jornalista acreditava que ele fosse. Dan Mercer é inocentado por falta de provas, mas é morto logo em seguida.
“Eu sabia. Todos nós escondemos, não é? Ninguém conhece tudo sobre outra pessoa. Sei que é um grande clichê, mas a verdade é que nunca conhecemos o outro de verdade”

