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Resenha: As Brigadas Fantasma

Título Original: The Ghost Brigades - Old Man's War #2
Autor: John Scalzi
Ano: 2017
Editora: Aleph
Páginas: 376
Amazon - Saraiva

Ano passado, exatamente nesta mesma época do ano, eu apresentava a vocês uma das minhas melhores leituras de 2016. Por ser de um gênero que costuma ficar de fora da minha zona de conforto, a surpresa de ter curtido tanto esta leitura veio acompanhada por um desejo de continuar conhecendo novas histórias dentro da ficção cientifica, histórias que me fizessem viajar por outras realidades e também quem sabe, conhecer um futuro distante. 

Guerra do Velho foi uma leitura viciante, onde as páginas viravam sem eu perceber. É uma trama onde questionamentos cotidianos são levantados, que traz novas e velhas perspectivas sobre a questões humanas. Tudo isso feito de uma forma muito bem elaborada pelo autor John Scalzi, que criou um enredo onde questões de idade, sanidade e consciência trabalham juntas num enredo instigante e cheio de ação.

As Brigadas Fantasma é o segundo volume desta série e que não serve necessariamente como uma continuação do primeiro livro. Aqui acompanharemos novos personagens e teremos uma nova visão deste universo, porém, é importante dizer que se você já leu Guerra do Velho, você terá um entendimento melhor, mais rápido e mais amplo dos acontecimentos do livro. Como já li o primeiro, vai ser impossível eu não fazer um certo comparativo com as duas obras, mas prometo que tudo fara sentido.

Existe uma força especial dentro das Forças de Defesas Coloniais (FDC), uma tropa de elite criada a partir do DNA de humanos alistados que já morreram. Os super soldados são jovens, mais rápidos, mais fortes e também muito mais inteligentes. Eles são criados unicamente para defender a raça humana e são chamados de Brigadas Fantasmas. A tenente Jane Sagan nasceu com este objetivo e durante uma investigação, ela descobriu que a humanidade está correndo perigo, um plano ardiloso é montado para acabar com uma espécie inteira e três raças estão cooperando para isso, que não estão sozinhos, existe também um humano traidor.

"Eles chamam vocês de Brigadas Fantasma, mas você é o único com um fantasma de verdade na cabeça."

Resenha: Guerra do Velho

Título Original: Old Man's War - Old Man's War #1
Autor: John Scalzi
Ano: 2016
Editora: Aleph
Páginas: 368
Amazon - Saraiva

Sair da zona de conforto e ser surpreendida sempre me deixa entusiasmada. Guerra do Velho foi uma leitura tão interessante e agradável que abriu, definitivamente, uma porta pouco explorada por mim. A ficção científica é um gênero que só me fascinava nos livros da série Star Wars e mesmo assim, muito que esporadicamente. Eis que me deparo com um livro que com apenas um detalhe já havia me fisgado. Nunca um blurb de quarta capa foi tão arrebatador quanto o texto que encontramos em Guerra do Velho. É com a primeira frase do livro que olhamos para esta história de forma diferente, desta forma que ele começa, incrível.

No futuro, descobriremos uma humanidade mais desenvolvida, porém, detalhes sobre estas tecnologias e as reais atividades fora da Terra são mantidas entrelinhas e assim, é evitado que os terráqueos saibam demais sobre a situação fora dali. Sabemos que existem poucos planetas habitáveis disponíveis e não apenas os humanos vêm lutando por eles. Raças alienígenas, das mais variadas espécies e origens vêm entrando em guerra com os humanos há anos. Mas quem são estes exércitos que desbravam outros mundos e protegem a Terra silenciosamente?

Uma tecnologia inovadora é capaz de transformar pessoas em supersoldados, com habilidades inimagináveis, força sobre humana e dispostos a tudo pelo seu propósito.  Para se alistas nas Forças Coloniais de Defesa, uma empresa privada de desenvolvimento e exploração, é necessário que homens e mulheres tenham mais de 75 anos de idade. É a partir daqui que conheceremos o nosso protagonista, John Perry. Após anos na Terra, Perry aceita o desafio que já era um plano dele e de sua esposa, porém, a morte a levou e agora, finalmente, Perry ganha um novo significado para sua vida.

"No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: Visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército."