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Espere Agora pelo Ano Passado | Philip K. Dick

Título Original: Now Wait for Last Year
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 293
Amazon

No contexto fictício de um futuro distante a humanidade descobriu-se descendente de uma raça alienígena que muitos anos no passado precisou pousar e, devido à imprevistos e possíveis falhas mecânicas, deixar para trás algumas de suas naves neste fabuloso e constantemente ignorado planeta. 

Os espécimes abandonados pouco a pouco se modificaram, transformando-se neste animal bípede, razoavelmente racional e nem sempre fofinho conhecido por ser humano. Nossos problemas – que já não eram poucos – elevam seu nível de grandeza quando, ao estabelecer contato com uma quantidade considerável de raças alienígenas, a humanidade alia-se ao lado errado em uma guerra que só lhe causa dores de cabeça e prejuízos.

É neste contexto que encontramos Eric Sweetscent, um médico capaz de retirar, em questão de minutos, órgãos humanos que não funcionam mais e em seu lugar implantar órgãos artificiais capazes de ampliar drasticamente a expectativa de vida de seus pacientes. Eric trabalha como médico particular de um dos mais importantes nomes da indústria terráquea, contudo, ele frequentemente se questiona se seu planeta escolheu o lado correto na guerra intergaláctica que enfrentam desde que sua aliança foi firmada; encontra-se em um casamento conturbado em que a bela esposa também se classifica como inegável viciada em drogas e, quando sua vida parecia não esconder nada mais de novo sob o sol, lhe será oferecida uma proposta irrecusável.

“Os seres humanos sempre se esforçaram para reter o passado, para conservá-lo de forma convincente; não há nada de errado nisso. Sem isso, não temos nenhum senso de continuidade, temos apenas o momento”

Os Seis Finalistas | Alexandra Monir

Título Original: The Final Six
Autora: Alexandra Monir
Tradução: Jacqueline Damásio Valpassos
Ano: 2018
Editora: Jangada
Páginas: 328
Amazon

Em Os Seis Finalistas temos a história de Naomi e Leo, dois jovens de países distantes, mas com o mesmo mundo em conflito. A Terra chegou a um ponto em que as mudanças climáticas são severas, imprevisíveis e devastadoras. Ninguém está a salvo dos terremotos e tsunamis. Muitas cidades estão devastadas e muitas pessoas já morreram.

Não há como voltar atrás e consertar, por isso cientistas acreditam que a única saída é colonizar um local no espaço que seja parecido com a Terra: Europa, uma das luas de Júpiter. Porém, não há como levar todos da Terra para lá, então vinte e quatro jovens no mundo inteiro com habilidades ideais são selecionados, porém apenas seis deles irão continuar e ter a responsabilidade de levar a raça humana para outro lugar.

Naomi e Leo são dois dos selecionados pelo Centro de Treinamento Espacial Internacional e pela NASA. Naomi é uma americana-iraniana de 16 anos de idade e um gênio da ciência. Desde criança ela se destaca com suas descobertas científicas, mas seu único objetivo é curar seu irmão Sam, que tem um sério problema cardíaco. Tudo em que ela trabalhou foi por ele, e agora terá que deixá-lo. Mas ela é esperta o bastante para saber que essa missão de colonizar Europa não é algo totalmente seguro como tantos pensam, então ela precisa descobrir o que estão escondendo para poder divulgar ao público e permanecer em casa com seus pais.

“Esse é o problema de ser uma nerd da ciência – eu não posso compartilhar da esperança do público quanto a essa missão. Eu sei demais. Eu sei inúmeras coisas que podem – e vão, inevitavelmente – dar errado.”

O Tempo Desconjuntado | Philip K. Dick

Título Original: Time Out of Joint
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 267

Ragle Gumm levanta da cama todos os dias, desce os degraus da escada e direciona-se para a cozinha com o intuito de fazer um forte café preto. Em seguida, volta-se para a entrada da adorável residência que divide com a irmã, o cunhado e o filho do casal, localizada no subúrbio de uma pacata cidadezinha de um Estados Unidos de 1959. Após respirar o ar fresco da manhã ele pega o jornal do dia em suas mãos e volta para dentro, iniciando assim mais um dia de reflexões, análise de padrões, recolhimento de dados e preenchimento dos formulários correspondentes às respostas para o concurso do jornal, o qual é vencedor consecutivo desde que consegue se lembrar.

A rotina diária de Ragle Gumm poderia manter-se para sempre livre de grandes oscilações ou alterações, não fosse por uma sensação incômoda de que algo está acontecendo diante de seus olhos, porém, estes permanecem obscurecidos por uma fina camada de desconhecimento. Quando objetos reais insistem em desmaterializar-se, deixando para trás pequenos pedaços de papel com nada além de seu nome; no momento em que a opressão causada pelo sentimento de que, caso deixe de responder ao concurso do jornal, algo terrível irá acontecer; quando revistas são encontradas e ninguém parece conhecer os nomes dos filmes e atores famosos, este curioso personagem iniciará um processo sem volta de questionamento da própria realidade.

“As pistas que estamos obtendo não nos dão uma solução, mas nos mostram o alcance dessa impressão de coisa errada”

Uma vez que a pacata cidade demonstra não possuir qualquer resposta para a infinidade de perguntas que se formam em sua mente, configurando-se em nada mais do que um beco sem saída, um caminho circular que o leva sempre para o mesmo lugar, Ragle une-se ao cunhado em uma aventura para além dos limites da cidade. Juntos, dirigindo pelas imensas e sempre retas rodovias em um caminhão roubado, os dois irão descobrir uma realidade muito mais sombria, confusa e complexa do que suas mentes alienadas jamais poderiam imaginar.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica | Hank Green

Título Original: An Absolutely Remarkable Thing 
Autor: Hank Green 
Tradução: Lígia Azevedo 
Ano: 2018 
Editora: Seguinte 
Páginas: 343

April May é uma designer de 23 anos, moradora da cidade de Nova York, que trabalha para uma startup e divide um apartamento com Maya, sua namorada. Um dia, ao sair de madrugada do trabalho, April se depara com o que parece uma enorme escultura de um robô. Fascinada com aquilo que assemelha-se a uma obra de arte, a garota liga para seu melhor amigo, Andy, e juntos eles gravam um vídeo do robô, que ela vai carinhosamente apelidar de Carl

O que April não esperava é que seu vídeo iria viralizar e da noite para o dia, ela se tornaria famosa. Porém, mais do que isso, April não sabia que Carl não é único e que iguais a ele, existem 64 espalhados por todo mundo. Ninguém sabe como eles foram parar ali e suas propriedades físicas e químicas chocam a vários estudiosos. Com isso, teorias de que estes robôs são uma espécie extraterrestre, começam a se espalhar e provavelmente, April foi a primeira humana a fazer contato com eles. Em meio a uma confusão de sentimentos com relação ao que Carl é de verdade e o que isso significa, a jovem se vê ainda, tentando lidar e fracassando com relação a fama e as consequências decorrentes disso. 

“Em geral, o poder significa uma vida mais fácil. Isso está tão entranhado na gente que a maioria nem percebe quanto poder tem.” 

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o livro de estreia do autor Hank Green, irmão do nosso querido John Green. Hank é YouTuber e dono dos famosos canais Vlogbrothers, Crash Course e SciShow. Se arriscando no mercado editorial, Hank fugiu das temáticas de seu irmão e apostou na ficção científica. O livro foi lançado aqui no Brasil em setembro de 2018, pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras.

A Máquina do Tempo | H. G. Wells

Título Original: The Time Machine
Autor: H. G. Wells
Tradução: 
Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168

Imagine que um pesquisador do século XIX se lançasse em meio a uma empreitada para desvendar os mistérios relacionados à dimensão temporal. Imagine também que a ânsia deste pesquisador possibilite a reunião dos conhecimentos necessários para construir uma máquina do tempo que, verdadeiramente, permita a translocação de uma pessoa para os pontos mais longínquos do passado ou futuro da humanidade. O que este bravo explorador poderia encontrar ao longo de suas viagens? Seria o futuro da humanidade algo tão magnífico e promissor quanto muitos de nós dispõem-se a acreditar?

O viajante do tempo retorna de sua fascinante jornada com nada mais do que um olhar desolado, aspecto debilitado, roupas rasgadas e sujas, pequenas e belas flores guardadas em seus bolsos e uma história que muitos ousariam afirmar ser nada mais do que alucinações de um cientista louco! No futuro, segundo seu relato, encontraremos os graciosos e pacíficos Eloi, ruínas de uma civilização próspera, descanso e apreciação da natureza, mas também os misteriosos e sombrios Morlocks, que guardam os segredos de um futuro que pode não ser tão magnífico, promissor e agradável quanto suas aparências nos fazem acreditar.

“Fiquei abatido ao pensar em como o sonho do intelecto humano havia sido breve. Tinha cometido suicídio”

LoveStar | Andri Snaer Magnason

Título Original: LoveStar
Autor: Andri Snaer Magnason
Tradução: Fábio Fernandes
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 336
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O fascínio humano pelas possibilidades e promessas contidas no universo científico e tecnológico não pode, e nem deve ser categorizado como mero desafio ou maldição atual. Necessita ser percebido pelo caminho tortuoso e repleto de reviravoltas, percorrido desde os últimos suspiros do período que hoje conhecemos por Idade Média, quando homens ousaram voltar os olhos para todos e cada um dos elementos que compõem o mundo, buscando respostas para segredos que iam desde os mistérios da existência de minúsculos organismos até o movimento das estrelas.

Desde então consolidamos uma forma única e, por tantas e tantas vezes excludente, de pensar. Percebemos e desvendamos o mundo de forma lógica, racional e absurdamente cunhada no conhecimento matemático, físico, químico e biológico. A expansão dos limites do conhecido possibilitou descobertas incríveis que permitiram a cura e erradicação de doenças além do estabelecimento das leis que, acreditamos, regem uma parte do universo. Mas tudo isso também admitiu a maior exploração do universo natural, resultando no crescimento do poder destrutivo da humanidade.

"Você orienta seus cérebros a produzir superfície e embalagem e, se eles não tomarem conta, seu mundo interior acaba se tornando a mesma coisa que o exterior. A superfície se torna o fundo [...] A embalagem se torna o conteúdo. O vazio se torna o recheio."

Interferências | Connie Willis

Título original: Crosstalk
Autora: Connie Willis
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 463

Imagine-se em um futuro não tão distante, um ponto específico no espaço-tempo, na trajetória vacilante da humanidade, onde o estágio atual da tecnologia encontra terreno fértil para progredir, avançar, desenvolver-se em aparatos, máquinas e conceitos que, hoje, ousam avançar em breves e pequenos passos. 

Imagine uma sociedade absurdamente conectada, onde o acesso ao meio virtual é regra e o mercado cria, a todo o momento, novas necessidades tecnológicas, novos aparatos cujas funções facilitaram sua vida, permitindo maior conexão com o ambiente virtual, maiores possibilidades de contato. Agora, imagine que, na busca por estabelecer conexões e necessidades, o mercado lhe ofereça um dispositivo capaz de elevar a empatia entre casais, permitir que você, ser apaixonado, sinta as emoções de seu parceiro, elevando, portanto, a conexão entre si.

É em meio a esse contexto de absurda conexão, comunicação constante proporcionada pelo milagre da internet, que conhecemos Briddey, funcionária de destaque em uma empresa de dispositivos móveis, smartphones, aparelhos eletrônicos que, provavelmente, você não precisa em sua vida. A bela, ruiva, cem por cento irlandesa e nada esperta Briddey, é convidada por Trent, seu namorado e chefe, para instalar um EED, aquele dispositivo bacana que eleva a empatia entre casais, permitindo o estabelecimento de uma conexão ainda maior entre os apaixonados de plantão.

A cirurgia é realizada, Briddey aguarda na sala de recuperação – mas estamos falando de uma obra cujo pano de fundo interliga-se aos domínios da ficção científica, portanto, não demora muito para que a adorável e estritamente confiável tecnologia apresente seu princípio de imprevisibilidade, resultando em uma Briddey assustada, confusa, andando pelos corredores do hospital e, como se não bastasse, ouvindo a voz de um colega de trabalho em sua mente.

Resenha: A Floresta Sombria

Título original: The Dark Forest
Autor: Cixin Liu
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 470

A Floresta Sombria, segundo volume da trilogia de Cixin Liu, para além de mera continuação, trata-se de uma verdadeira expansão da narrativa apresentada ao longo de O Problema dos Três Corpos.

Apesar de cada ação possuir relevância, das histórias e desafios de personagens terem peso para a compreensão do leitor, relacionando assim à tudo aquilo que vimos no primeiro livro, o segundo capítulo desta narrativa se desprende das amarras daquele que lhe deu origem, nos apresentando novos personagens, novos desafios e o rumo da humanidade, ao mesmo tempo em que se aproveita de todo o contexto do primeiro livro para elevar o nível da obra que nos é apresentada.

Com toda a frota de Trissolaris seguindo em sua direção, além da terrível presença dos sófons, pequenas partículas lançadas pelo inimigo, capazes de transmitir informações atualizadas para os líderes trissolarianos, da mesma forma com que limita o desenvolvimento do conhecimento humano, a Terra percebe-se em estado de guerra com uma nação que nunca antes viu, cuja história sabe pouquíssimo e, cuja tecnologia é muito mais avançada do que qualquer humano poderia, um dia, vir a imaginar.

Em um contexto onde o inimigo recebe todas as informações em tempo real, sendo capaz de ouvir cada conversa, ler cada documento e observar cada nova tecnologia desenvolvida, grandes organizações mundiais se unem para lançar o Projeto Barreira, uma das poucas esperanças para o futuro da humanidade.

"A infinitude do espaço acolheu a nova humanidade sombria em seus braços sombrios."

Resenha: As Crônicas de Marte

Título Original: Old Mars
Organizadores: George R.R. Martin e Gardner Dozois
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 495

A produção literária do século XIX foi a precursora do gênero que hoje reconhecemos por ficção científica. Os romances científicos produzidos por nomes como Mary Shelley, Jules Verne – ainda que este apresente características próprias de um romance geográfico - Robert Louis Stevenson e, principalmente, H.G. Wells, formaram no imaginário popular um universo único e nunca antes explorado. 

Suas histórias destacavam as maravilhas produzidas pela ciência e tecnologia, mas também ressaltavam as consequências negativas, os caminhos sombrios, além dos mistérios contidos na escuridão do espaço.

Obras de ficção, anteriores ao período de descoberta dos segredos do espaço, imaginaram cenários possíveis para aquilo que poderia esconder-se no lado escuro da lua; desvendaram os mistérios de viagens espaciais; criaram seres, sociedades e culturas para os planetas Vênus e Marte. Marte era nada mais do que um paraíso de aventuras, um mundo inóspito repleto de segredos, um planeta vermelho onde comunidades e seres peculiares ganhavam vida graças às mentes criativas de escritores e escritoras que ousaram fantasiar sobre os segredos escondidos em seu deserto sem fim.

Porém, conforme a humanidade encantava-se com toda a evolução do conhecimento científico e astronômico, possibilitado por naves, telescópios e satélites espaciais, o bom e velho Marte perdia a cor, observava os seres incríveis e únicos desaparecendo da mente e coração dos leitores na medida em que a ficção científica preocupava-se muito mais com o conhecimento científico do que com a fantasia que, por muito tempo, permeou seus domínios. Apesar das mudanças transcorridas no processo de criação das narrativas, Marte sempre conquistou o imaginário popular, o que acaba por nos trazer a este livro que, através de 15 contos selecionados, transportam o leitor para toda a magia e mistério de nosso bom e velho planeta vermelho.

Resenha: Uma Dobra no Tempo

Título original: A Wrinkle in Time - Time Quintet #1
Autora: Madeleine L’Engle
Ano: 2017
Editora: Harper Collins
Páginas: 240

Margaret Murry é uma garota comum de doze anos – bem, na verdade, a pobrezinha sempre acreditou ser nada mais do que uma garota comum de doze anos. 

Ao contrário de seus dois irmãos gêmeos, que sabem evitar valentões e conseguem manter as notas na escola, Meg entra em confusão a todo momento e não entende porque não pode realizar os exercícios de física e matemática à sua própria maneira - muito mais rápida e eficiente, por sinal. Ela também não possui a habilidade de ler e compreender a mente das pessoas, coisa que seu irmãozinho Charles realiza com tamanha facilidade. Porém, nossa querida personagem principal possui algo em comum a todos os membros da família Murry, ela sente uma falta tremenda do pai que, durante experimentos misteriosos em seu laboratório, desapareceu sem deixar rastros.

Durante uma noite assustadora de tempestade, Meg, Charles e a mãe das crianças, se encontram na cozinha enquanto esperam o caos do lado de fora passar, não demora muito para que uma convidada peculiar apareça para lhes fazer companhia e, com sua conversa absurda e atitudes imprevisíveis, deixar no ar a promessa de uma grande aventura.

No dia seguinte à tempestade, Charles e Meg saem para passear com o grande e adorável cão da família, tendo seu caminho direcionado para a atual residência das Senhoras Quequeé, Quem e Qual. O encontro entre os personagens, muito mais do que destinado a apresentações, possui um grande propósito, resgatar o pai de Meg e trazê-lo para casa em segurança. Agora os irmãos seguirão para a aventura de suas vidas, descobrirão novos mundos e dimensões nunca antes vistas e, com o auxílio de seres de grande conhecimento e bondade, enfrentarão uma grande jornada para salvar seu querido pai.

Resenha: Guerra do Velho

Título Original: Old Man's War - Old Man's War #1
Autor: John Scalzi
Ano: 2016
Editora: Aleph
Páginas: 368
Amazon - Saraiva

Sair da zona de conforto e ser surpreendida sempre me deixa entusiasmada. Guerra do Velho foi uma leitura tão interessante e agradável que abriu, definitivamente, uma porta pouco explorada por mim. A ficção científica é um gênero que só me fascinava nos livros da série Star Wars e mesmo assim, muito que esporadicamente. Eis que me deparo com um livro que com apenas um detalhe já havia me fisgado. Nunca um blurb de quarta capa foi tão arrebatador quanto o texto que encontramos em Guerra do Velho. É com a primeira frase do livro que olhamos para esta história de forma diferente, desta forma que ele começa, incrível.

No futuro, descobriremos uma humanidade mais desenvolvida, porém, detalhes sobre estas tecnologias e as reais atividades fora da Terra são mantidas entrelinhas e assim, é evitado que os terráqueos saibam demais sobre a situação fora dali. Sabemos que existem poucos planetas habitáveis disponíveis e não apenas os humanos vêm lutando por eles. Raças alienígenas, das mais variadas espécies e origens vêm entrando em guerra com os humanos há anos. Mas quem são estes exércitos que desbravam outros mundos e protegem a Terra silenciosamente?

Uma tecnologia inovadora é capaz de transformar pessoas em supersoldados, com habilidades inimagináveis, força sobre humana e dispostos a tudo pelo seu propósito.  Para se alistas nas Forças Coloniais de Defesa, uma empresa privada de desenvolvimento e exploração, é necessário que homens e mulheres tenham mais de 75 anos de idade. É a partir daqui que conheceremos o nosso protagonista, John Perry. Após anos na Terra, Perry aceita o desafio que já era um plano dele e de sua esposa, porém, a morte a levou e agora, finalmente, Perry ganha um novo significado para sua vida.

"No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: Visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército."