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A Cidade de Bronze | S. A. Chakraborty

Título Original: City of Brass
Autora: Shannon Chakraborty
Tradução: Mariana Kohnert
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 608
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A Cidade de Bronze é o primeiro livro lançado aqui no Brasil da autora S. A. Chakraborty, primeiro da Trilogia Daevabad publicada pela Editora Morro Branco.

Nahri faz de tudo para sobreviver e é por causa disso que acabou virando uma habilidosa golpista que atua nas ruas do Cairo. Para enganar os nobres da região, ela utiliza-se das mais variadas "truques", como a leitura de mãos, alguns roubos e até alguns falsos rituais e pequenas curas. Falando nisso, Nahri nunca acreditou em magia de fato, mas nunca entendeu direito sua aptidão para a própria cura.

Em uma de suas encenações em uma cerimônia de exorcismo, Nahri acaba convocando um ser místico chamado Dara, um poderoso guerreiro djinn. É a partir desse acontecimento que a vida de Nahri muda drasticamente, ela acaba arrastada para um mundo em que ela acreditava existir apenas nas histórias que contava. Agora ela precisa fugir de um perigo que pareceu despertar junto ao inocente ritual que fizera, e para isso, Nahri e Dara terão que atravessar rios e desertos até chegar a magnifica e misteriosa Cidade de Bronze, que é não só um refúgio, mas também um lugar fortemente ligado a verdadeira origem de Nahri e sua família.

O universo desse A Cidade de Bronze é tão rico em detalhes e tão grandioso que chega a ser difícil escrever sobre esta leitura. É difícil colocar em dois parágrafos o enredo inicial deste livro, quando há muito mais atrelado por suas páginas, tanto mais dessa mitologia, desses seres, desses personagens e de todas as tribos que formam uma civilização que agora, se sente ameaça pela chegada inesperada de Nahri.

"Está brincando com coisas que não entende, Nahri. Não são suas tradições. Vai acabar com a alma partida por um demônio se não tomar mais cuidado."

A Última Travessia | Mats Strandberg

Título Original: Die Überfahrt (Klappenbroschur)
Autor: Mats Strandberg
Tradução: Fernanda Sarmatz Åkesson
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 512

Meu ano começou com uma leitura magnífica e por incrível que pareça, foi um dos livros que mais enrolei para ler em 2018. Mas confesso que muito por justamente achar que ele seria ótimo e querer deixá-lo sempre para ler em um momento especial. Esse momento foi para dar-lhe a honra de ser minha primeira leitura de 2019, e que leitura!

A Última Travessia conta a história de um cruzeiro pelo mar Báltico, saindo da Suécia e indo até a Finlândia, a bordo do navio Baltic Charisma. Nele, diversos tipos de pessoas irão se encontrar e viver o pior terror de suas vidas naquela noite. 

O livro é narrado em terceira pessoa, contando a história de dez personagens ao mesmo tempo, cada capítulo se referindo a algum deles. Primeiro descrevendo cada um, mostrando o porquê de eles estarem no navio. Temos o caso de uma das mulheres que resolveu pegá-lo apenas para passar uma noite e fazia isso pelo menos três vezes no mês, já que era tão solitária e no navio acabava conhecendo pessoas diferentes. E também conhecemos Tomas, pai de Albin e marido de Cilla, alcoólatra incontrolável que faz a família passar vergonha o tempo todo. 

A construção de cada um dos personagens é maravilhosa, é feita com uma maestria incrível, você consegue sentir como se realmente estivesse conhecendo aquelas pessoas. Você, involuntariamente, começa a torcer por algumas delas antes mesmo de saber qual o perigo que eles irão correr ou quem será o bonzinho e quem fará parte do lado negro da viagem. 

Mats Strandberg é muito detalhista na ambientação, descrevendo bem o navio, as cabines e as partes de convívio comum em cada um dos andares. No começo do livro inclusive há uma fotografia do “corpo” do navio, indicando onde fica cada uma das ocupações do cruzeiro, o que, realmente, é bem comum de se encontrar dentro desse tipo de transporte.

Você conhece a série A Biblioteca Invisível?

Olá pessoas! Hoje liberei uma postagem lá no Instagram do Estante Diagonal e ficou tão legal que resolvi trazer pra cá. Eu dei cinco motivos para vocês conhecerem a série A Biblioteca Invisível da Morro Branco, o primeiro livro lançado por eles em 2016, o xodozinho da editora. Mas se vocês já leram, vão aí cinco motivos para vocês continuarem amando tanto essa série!



1. Primeiro de tudo, é uma série escrita por uma mulher e protagonizado por uma mulher! Girl Power total! Genevieve Cogman começou logo cedo a se aventurar pelos universos de Tolkien e Sherlock Holmes e nunca mais parou. Antes de A Biblioteca Invisível a autora trabalhou como escritora freelance de RPG. Além do mais, ela é superacessível nas redes sociais e já mandou diversos põsters autografados para a editora sortear para os leitores brasileiros.

A Balada de Black Tom | Victor Lavalle

Título Original: The Ballad of Black Tom
Autor: Victor Lavalle
Tradução: Petê Rissati
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 195
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A Balada de Black Tom é uma releitura, do autor Victor Lavalle, do conto controverso do autor H. P. Lovecraft, O Horror em Red Hook. O conto original é um dos mais xenofóbicos e racista do autor. Como uma de suas principais influências, ao lado de nomes como os de Stephen King e Shirley Jackson, e como autor negro, Victor decidiu lidar com seus sentimentos conflitantes e criar um reconto que se caracteriza, ao mesmo tempo como homenagem, mas também como crítica a Lovecraft.

Esta é a uma das responsabilidades do leitor, interpretar textos, clássicos ou não, sob um olhar crítico, questionando e não procurando justificativas para tais ideias, mesmo em uma época em que tais eram toleradas. É fato que o legado de H. P. Lovecraft nunca foi abalado por tal posicionamento (e aqui poderíamos levantar diversas discussões), mas o leitor reconhecer isso e compreender como a crítica à sua obra é importantíssima para que questionemos, é o primeiro passo que podemos dar em prol da reconstrução do respeito em nossa sociedade. Com vocês, A Balada de Black Tom.

"Não poderá escolher a cegueira quando quiser. Não mais."

Charles Thomas Tester vive numa constante luta. Todos os dias se submete a pequenos trabalhos para juntar o sustento para ele e seu pai. Como morador negro de Nova York, ele sabe a atenção que recebe dos moradores brancos e seus policiais, mas imagina que ao se vestir com um terno puído e carregar um velho estojo de guitarra possa passar despercebido. Conhecemos Thomas quando ele está executando, aparentemente, um simples favor, a entrega de um livro oculto a uma bruxa reclusa. Mas Tom não imagina que ele estará abrindo a porta para uma magia desconhecida e que poderá despertar o sono de seres que deveriam permanecer assim.

LoveStar | Andri Snaer Magnason

Título Original: LoveStar
Autor: Andri Snaer Magnason
Tradução: Fábio Fernandes
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 336
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O fascínio humano pelas possibilidades e promessas contidas no universo científico e tecnológico não pode, e nem deve ser categorizado como mero desafio ou maldição atual. Necessita ser percebido pelo caminho tortuoso e repleto de reviravoltas, percorrido desde os últimos suspiros do período que hoje conhecemos por Idade Média, quando homens ousaram voltar os olhos para todos e cada um dos elementos que compõem o mundo, buscando respostas para segredos que iam desde os mistérios da existência de minúsculos organismos até o movimento das estrelas.

Desde então consolidamos uma forma única e, por tantas e tantas vezes excludente, de pensar. Percebemos e desvendamos o mundo de forma lógica, racional e absurdamente cunhada no conhecimento matemático, físico, químico e biológico. A expansão dos limites do conhecido possibilitou descobertas incríveis que permitiram a cura e erradicação de doenças além do estabelecimento das leis que, acreditamos, regem uma parte do universo. Mas tudo isso também admitiu a maior exploração do universo natural, resultando no crescimento do poder destrutivo da humanidade.

"Você orienta seus cérebros a produzir superfície e embalagem e, se eles não tomarem conta, seu mundo interior acaba se tornando a mesma coisa que o exterior. A superfície se torna o fundo [...] A embalagem se torna o conteúdo. O vazio se torna o recheio."

Resenha: De Volta Para Casa

Título Original: Every Heart a Doorway - Wayward Children #1
Autora: Seanan McGuire
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 184

Desde que o mundo é mundo, crianças desaparecem, mas e se nossas crianças estivessem apenas fazendo uma viagem ao mundo ideal, um mundo de fantasia onde são realmente felizes?

Neste universo, criado pela autora Seanan McGuire, as crianças escorregam para lugares fantásticos do qual realmente pertencem e por algum motivo, depois retornam para casa. Após esta viagem estas crianças não são mais as mesmas, elas amadurecem, viram e viveram coisas incríveis e o fato de não se adequarem novamente a velha rotina as levam para o Lar de Eleanor, um local para crianças desajustadas serem compreendidas e também um lugar para encontrarem, quem sabe, a porta de volta para casa.

Nancy acabou de retornar de um desses lugares. Vinda dos Salões dos Mortos, agora ela tenta se adequar a rotina agitada que é a realidade, as cores que já não faziam mais parte de seus dias e se acostumar com a presença das outras crianças sob os cuidados de Eleanor West. Os ensinamentos neste lugar são duros e diretos, a verdade é que são poucos que encontram novamente o caminho de volta para a casa, outros até já perderam sua oportunidade, mas Nancy confia que um dia será bem-vinda pelo seu mundo mágico.

A chegada de Nancy no internato também marca uma grande mudança neste lar. As crianças não estão mais em segurança e o perigo pode estar em qualquer canto escuro. A menina vinda do submundo e seus novos amigos farão de tudo para desvendar este terrível mistério.

"Você não é o arco-íris de ninguém. Você não é a princesa de ninguém. Você não é o portal de ninguém além de si mesma, e a única pessoa que pode lhe dizer como sua história termina é você."