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A Pequena Caixa de Gwendy | Stephen King e Richard Chizmar

Título Original: Gwendy's Button Box
Autores: Stephen King e Richard Chizmar
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168
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Gwendy Peterson é uma pequena garota de 12 anos, moradora de Castle Rock, ela vive lá com a família e apesar da vida feliz ao lado deles e de sua melhor amiga, as coisas nem sempre são fáceis no seu colégio. Como uma pré-adolescente, existem coisas que lhe incomodam e entristecem.

Em uma bela noite, enquanto estava indo para Castle View, subindo as conhecidas Escadas Suicidas, Gwendy escuta um homem lhe chamando, em um canto escuro do parque pelo qual ela caminhava, ora não seria muito inteligente uma garota de 12 anos, sozinha, à noite, no escuro, atender o chamado de um homem que ela nunca havia visto na sua vida. Mas o Sr. Ferris, o homem misterioso, apenas desejava lhe presentear com uma caixa, ainda mais misteriosa que ele. Ela possuía sete botões, seis deles ligados a continentes, todos com cores diferentes, e o último, o sétimo, preto, e que, segundo Ferris, nunca deveria ser apertado. Além dos botões a caixa tinha alavancas que davam moedas antigas ou doces de chocolates com formato de animais.

Que criança não ficaria tentada em pegar aquela caixa? Obviamente a menina aceita o presente e o esconde em sua casa, começa a se divertir puxando suas alavancas e as coisas na sua vida, com a sua família, amigos e até mesmo no mundo em geral começam a ficar desastrosas. Os desastres acontecem justamente nos mesmos dias em que ela tem vontade de interagir com algo proibido da caixa, seria ela a culpada por tudo de ruim que está acontecendo? Teria a caixa, algo haver com todos esses problemas ou seria apenas uma terrível coincidência?

Celular | Stephen King

Título Original: Cell
Autor: Stephen King
Tradução: Fabiano Morais
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 384
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Clay Riddell é um adulto de meia idade que tenta emplacar nas bancas sua primeira história em quadrinhos. Bem no dia em que ele sai pelas ruas de Boston, ele começa a ver coisas estranhas acontecerem: o ouvido de uma mulher começa a sangrar enquanto ela falava ao telefone, outra pessoa começa a ter um comportamento estranho e muda sua fisionomia bem na frente dele, ficando com a aparência de um zumbi. 

No começo é difícil de entender o que está acontecendo, mas logo ele descobre a explicação para aquilo: de alguma maneira, os celulares estão fazendo as pessoas enlouquecerem. 

Riddell não sabe o que fazer até que encontra mais dois companheiros de luta, Tom McCourt e a jovem de apenas quinze anos Alice Maxwell. Os três não sabem como estão suas famílias, estão sozinhos e não sabem se existem mais pessoas infectadas fora de Boston. Clay, por exemplo, havia deixado sua família no Maine e não sabe se a epidemia chegou até lá.

Celular é daqueles livros com o terror bem característico de King, cenas fortíssimas, mortes para todo lado, coisas fantasiosas acontecendo, mas devido a construção de seus cenários, com uma enorme dose de realidade.

Sobre a realidade que King consegue passar para o livro, trago a você uma história muito bacana. Em setembro eu fui para Boston, a trabalho e um dos livros que levei para ler durante as viagens de avião foi Celular, sem saber que ele se passava em Boston. E ele foi minha companhia na viagem de o retorno ao Brasil, imaginem só, você saindo de um lugar que gostou muito de conhecer, lendo um livro que se passa, com os mínimos detalhes, nas ruas que você havia acabado de conhecer. Foi uma das melhores sensações, a qualidade da descrição das cenas, com os personagens passando exatamente nas ruas mais importantes da cidade, pelas quais eu também havia passado, a impressão de estar dentro do livro era real e muito especial.

A Última Travessia | Mats Strandberg

Título Original: Die Überfahrt (Klappenbroschur)
Autor: Mats Strandberg
Tradução: Fernanda Sarmatz Åkesson
Ano: 2018
Editora: Morro Branco
Páginas: 512

Meu ano começou com uma leitura magnífica e por incrível que pareça, foi um dos livros que mais enrolei para ler em 2018. Mas confesso que muito por justamente achar que ele seria ótimo e querer deixá-lo sempre para ler em um momento especial. Esse momento foi para dar-lhe a honra de ser minha primeira leitura de 2019, e que leitura!

A Última Travessia conta a história de um cruzeiro pelo mar Báltico, saindo da Suécia e indo até a Finlândia, a bordo do navio Baltic Charisma. Nele, diversos tipos de pessoas irão se encontrar e viver o pior terror de suas vidas naquela noite. 

O livro é narrado em terceira pessoa, contando a história de dez personagens ao mesmo tempo, cada capítulo se referindo a algum deles. Primeiro descrevendo cada um, mostrando o porquê de eles estarem no navio. Temos o caso de uma das mulheres que resolveu pegá-lo apenas para passar uma noite e fazia isso pelo menos três vezes no mês, já que era tão solitária e no navio acabava conhecendo pessoas diferentes. E também conhecemos Tomas, pai de Albin e marido de Cilla, alcoólatra incontrolável que faz a família passar vergonha o tempo todo. 

A construção de cada um dos personagens é maravilhosa, é feita com uma maestria incrível, você consegue sentir como se realmente estivesse conhecendo aquelas pessoas. Você, involuntariamente, começa a torcer por algumas delas antes mesmo de saber qual o perigo que eles irão correr ou quem será o bonzinho e quem fará parte do lado negro da viagem. 

Mats Strandberg é muito detalhista na ambientação, descrevendo bem o navio, as cabines e as partes de convívio comum em cada um dos andares. No começo do livro inclusive há uma fotografia do “corpo” do navio, indicando onde fica cada uma das ocupações do cruzeiro, o que, realmente, é bem comum de se encontrar dentro desse tipo de transporte.

A Incendiária | Stephen King

Título Original: Firestarter
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 448
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Andy McGee era apenas um adolescente em busca de alguns trocados, quando conheceu Vicky e se voluntariou para um experimento científico da organização governamental clandestina, chamada a Oficina. A consequência de terem o Lote Seis aplicado em suas veias foi o surgimento de poderes psíquicos, mas o fato de terem desenvolvido estes "doms" poderia ser ainda piore caso a Oficina descobrisse que Andy e Vicky se apaixonaram e tiveram uma filha.

Charlie foi ensinada, desde muito pequena, que usar o seu poder era errado. Seu poder é massivo e destruidor, ainda mais sob o pouco controle que a pequena menina parece possuir. O poder de Charlie é a pirocinética, ou seja, ela pode criar fogo apenas com sua pequena e infantil mente. Por este motivo, sempre foi ensinada que criar fogo era uma "coisa ruim" e que ela deveria evitar isso o quanto pudesse.

A paz da pacata família é ameaçada quando a pequena Charlie é descoberta e começa a ser perseguida pelo governo para poderem utilizarem o seu poder como uma arma militar. É desta forma que Andy e Charlie passam a percorrer o país em fuga, porém, cada vez mais, os poderes de Charlie parecem ser a única arma que eles próprios possuem para saírem ilesos disso. Ela deve usar a "coisa ruim"?

A narrativa percorre entre o presente e o passado, mostrando a atual situação do pai e filha e o passado quando ainda eram felizes em família. Desta forma, iremos descobrindo como ambos chegaram até ali e que fim levou Vicky. A Incendiária retrata a fuga desesperada de um pai tentando de todas as formas salvar sua pequena filha. Por este motivo que, após a leitura, vejo que a trama se trata muito mais do amor paternal e do desejo de Andy em querer protege-la, do que da própria menina e seu poder de fato.

A Hora do Lobisomem | Stephen King

Título Original: The Cycle of the Werewolf
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 152
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Lançado originalmente em 1983, A Hora do Lobisomem, de Stephen King, ganhou em 2017 uma nova edição pela Editora Suma. O novo livro compõe a coleção Biblioteca Stephen King que vêm relançando clássicos do autor que há muito saíram de circulação.

Dividido em doze capítulos, um para cada mês do ano. Nós acompanharemos a história da pequena cidade de Tarker's Mill. Porém a calmaria da cidade parece comprometida quando terríveis assassinatos começam a acontecer. Um certo padrão é estabelecido e todo mês, em toda lua cheia, alguém é brutalmente assassinado. A primeira vítima fora um sinaleiro de ferrovia, a segundo, uma mulher, que fora atacada em sua própria casa. Quem será o próximo?

Particularmente, se eu tivesse que indicar um livro que servisse de porta de entrada para um leitor, que deseja conhecer Stephen King, eu indicaria A Hora do Lobisomem. De todas as leituras que fiz do autor, esta foi que mais me cativou. Aqui a característica prolixa de King fica de lado, dando espaço para a objetividade da trama, com ritmo e uma fluidez acertada para a leitura. Porém, se você espera uma história extraordinária sobre lobisomens, aqui, talvez você se decepcione. Para mim não foi problema algum, pois vi na simplicidade da história mais uma faceta do autor, o renomado e intitulado como mestre do terro que conseguiu me convencer.

"O Ciclo do Lobisomem começou."

Outsider | Stephen King

Título Original: Outsider
Autor: Stephen King
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 528

Outsider é o mais novo livro do mestre do terror Stephen King. Lançado nos Estados Unidos no final do mês de maio, o livro chegou ao Brasil, pela Suma, menos de um mês depois de o seu lançamento oficial.

Neste novo livro, King sai do seus cenários preferidos no estado do Maine e chega a uma pequena cidade do Texas, perto da fronteira com o México. A cidade pacata vê seus moradores entrarem em desespero quando um cachorro, durante seu passeio matinal,  encontra com seu dono o corpo de um jovem, conhecido da maioria dos moradores por entregar os jornais em suas casas. Aos 11 anos de idade, o menino estava agora entre arbustos, com o corpo com sinais de estupro e com alguns órgãos faltando. Depois de uma rápida investigação forense e de colher depoimentos das principais testemunhas do caso, todos os caminhos levavam ao mesmo suspeito, ao treinador Terry. Diversas testemunhas viram ele com uma van branca em frente ao parque, outras, inclusive, viram ele colocando a bicicleta de Frank, o menino assassinado, dentro da van e indo embora. 

Ele era o treinador do time de baseball do colégio da cidade, era inconfundível, noventa por cento dos morados conheciam ele, sabiam onde trabalhava e quem era sua família. Grande parte desses mesmos moradores tinham seus filhos treinados por Terry, o que deixava o assassinato ainda mais assustador. Como alguém que trabalha diariamente com crianças é capaz de estuprar uma delas e mata-la, retirando partes do corpo em seguida? Terry é preso no meio de uma partida de baseball, na frente de seus atletas e de mais de mil espectadores que não faziam a menor ideia do que estava acontecendo ali, quando todos descobriram o motivo, o choque foi imediato.

Resenha: Creepshow

Título Original: Creepshow
Autores: Stephen King, Bernie Wrightson, Jack Kamen
Ano: 2017
Editora: Darkside
Páginas: 64
Amazon - Saraiva

Creepshow é originalmente um filme de 1982 dirigido por George A. Romero, de A Noite dos Mortos-Vivos, com o roteiro de Stephen King. No mesmo ano, o filme foi adaptado para uma graphic novel contendo as mesmas histórias curtas de terror, intituladas como: Dias dos Pais, A Solitária Morte de Jordy Verrill, A Caixa, Indo Com a Maré e por fim, Vingança Barata.

Diferentemente do filme, aqui não teremos a introdução já conhecida, onde Joe Hill, filho de Stephen King, interpreta Billy, a criança dona da HQ chamada Creepshow. Desta vez, nós seremos donos do famoso quadrinho. Deste modo, iremos partir diretamente para as cinco histórias horripilantes. Mas antes de tudo, conheceremos Creep, a peculiar figura morta-viva que irá nos conduzir por estas páginas de puro medo. Creep aparece sempre no início de cada história e ao final, nos apresentando a história e os mistérios que a rondam, uma ferramenta narrativa que conversa diretamente com o leitor e responsável por aguçar a nossa curiosidade com vários palpites ao longo das páginas do quadrinho. Garanto que Creep será uma ótima companhia durante a leitura.

"Jordy Verrill era o famoso "faz de tudo um pouco, mas não faz nada direito"... porém, mesmo sendo um camarada simplório, até que o Jordy se virava... ele conseguia, ali, no limite, unir corpo e alma... até aquela fatídica noite de verão em que ele olhou pro céu, por puro acaso, no momento certo... ou, quem sabe, no errado..."

Resenha: O Pistoleiro

Título Original: The Gunslinger
Autor: Stephen King
Ano: 2004
Editora: Suma das Letras
Páginas: 224

O ano é 1967 e, embora o garoto alto e revoltado, que andava pelas ruas com diversas histórias borbulhando em sua mente ainda não tivesse se transformado no fenômeno mundial conhecido por Stephen King, em seu coração ele sabia que suas histórias mereciam se materializar em formato de livro, fossem elas assustadoras, aclamadas pela crítica ou repletas de elementos fantásticos. 

Aos dezenove anos o garoto que ia contra a alta literatura e consumia todo o tipo de livros populares, se encantou com as aventuras e jornadas fantásticas criadas por Tolkien. Ele sabia que algum dia iria escrever sua própria aventura fantástica, esta, porém, em seus próprios termos, com sua marca pessoal e, com uma forte ligação com o mundo real. Assim nascia a semente do que hoje conhecemos pela série A Torre Negra.

Roland de Gilead, o último de toda uma legião de pistoleiros, encontra-se no meio do maior deserto que sua terra desolada já viu. O horizonte não esconde a falta de esperança que assombra o lugar, porém, sua força de vontade é maior. O personagem principal do primeiro capítulo da série A Torre Negra encontra-se em uma busca, uma perseguição cujo início e motivações sua memória já não é capaz de lembrar. Atravessando o deserto ele persegue, ou quem sabe seja conduzido, pelo misterioso Homem de Preto.


“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás. ”

Resenha: Belas Adormecidas

Título Original: Sleeping Beauties
Autores: Stephen King, Owen King
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 728

Menos de um mês após ser lançado nos Estados Unidos, estamos finalmente recebendo Belas Adormecidas, a nova novela de King e seu filho mais novo. Stephen King é o mestre do terror e continuará sendo por muitos anos, todos também conhecemos a capacidade do seu filho Joe Hill para a literatura e na sucessão do seu pai no gênero, mas em Belas Adormecidas somos apresentados a Owen King, que já lançou outros livros, mas nada tão expressivo como este que faz junto com seu pai. Nenhuma outra publicação fora traduzida para o português ainda e eu mesmo nem tinha conhecimento de que outro filho de King era escritor, saber deste lançamento, sem dúvidas, foi uma surpresa.

Belas Adormecidas falará sobre a Epidemia Aurora, uma doença inexplicável que faz mulheres adormecerem para sempre dentro de casulos. Os primeiros capítulos serão narrados intercalando o passado e o presente, ora entre as detentas do sistema prisional feminino de Dooling conversando, ora entre as cenas de um assassinato praticado por Evie Black. Na prisão, Evie se mostra uma detenta especial, ela consegue dormir e acordar, sem ser presa pelo sono profundo que faz as outras mulheres do mundo usarem todos os tipos de substância, legal ou proibida, para que não fechem os olhos eternamente. Clinton Norcross, psiquiatra da cadeia, é chamado pelo chefe da prisão para analisar o caso de Evie e descobrir se ela pode ou não, ser uma das principais chaves desta trama.

Enquanto isso as pessoas estão completamente foras de si e o caos fora instalado, mulheres usando drogas para não adormecerem e homens apavorados vendo suas esposas, filhas e mães sendo tomadas por uma membrana desconhecida, sem a menor ideia de se um dia poderão toca-las novamente. Com o desespero vários boatos surgem, dentre eles, algumas pessoas acreditam que caso queimem as mulheres adormecidas o vírus não seria propagado para as demais e assim começam a assassinar mulheres e diversos incêndios começam a acontecer pelo mundo. O conflito entre aqueles que desejam proteger suas mulheres contra a Brigada do Maçarico está quase iniciando uma guerra.

It: A Coisa - Crítica

It

Lançamento: 7 de setembro de 2017
Com: Bill Skarsgård; Jaeden Lieberher; Jeremy Ray Taylor; Sophia Lillis; Finn Wolfhard; Chosen Jacobs; Jack Dylan Grazer; Wyatt Oleff
Gênero: Terror; Suspense

A pacata cidade de Derry, localizada no estado do Maine, poderia facilmente ser classificada como a típica cidade norte americana. 

As crianças convivem em um ambiente seguro e livre o suficiente para andar de bicicleta pelas ruas. Os pais são típicos trabalhadores, preocupados com o futuro de seus filhos e dando o máximo para manter a união de sua família. Os adultos, como todo bom adulto, seguem uma vida de responsabilidades enquanto as crianças fazem o que a grande maioria das crianças norte americanas fazem de melhor: os mais velhos perseguem os mais novos, as amizades se fortalecem ao longo do verão, novos amigos são descobertos nos momentos mais inusitados e, às vezes, se o destino permitir, novas aventuras podem contar até mesmo com a presença de monstros assustadores.

Nossa pequena aventura começa durante um dia de chuva, quando as crianças são forçadas a redirecionar suas energias para qualquer tipo de tarefa chata e entediante. Ansioso por encontrar um pouco de distração nas ruas molhadas pela chuva, Georgie, irmão mais novo do atencioso e querido Bill, passa o tempo perseguindo seu barquinho de papel. A perseguição resulta em ótimas gargalhadas até o momento em que o objeto desce pela sarjeta e Georgie se vê frente a frente com uma figura peculiar, um misterioso palhaço que segura seu barquinho e estabelece um diálogo um tanto quanto bizarro com o pequeno garoto.

A Torre Negra - Crítica

The Dark Tower

Lançamento: 24 de agosto de 2017
Com: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor
Gênero: Fantasia, Aventura

A Torre Negra é baseado na série homônima do autor Stephen King, que coleciona adaptações de suas obras em seu curriculum.

Nesta fantasia urbana conheceremos Roland Deschain (Idris Alba), o último pistoleiro que jurou proteger o mundo da chegada das trevas. Porém, tomado pelo desejo de vingança, seu principal objetivo agora é perseguir o Homem de Preto pelo deserto que é seu mundo. Walter, (Matthew McConaughey) deseja destruir a Torre Negra e assim abrir o portal que separa e protege todos os mundos. Para que o seu plano tenha sucesso, ele precisa encontrar a criança certa, a única capaz de derrubar a torre. Jake Chambers (Tom Taylor) vem tendo sonhos estranhos desde a morte do seu pai. Nestes sonhos ele encontra O Pistoleiro, O Homem de Preto, crianças capturadas e uma torre incomum que vai até o céu. Confuso entre o real e o imaginário, Jake resolve ir atrás de respostas, mas antes que tenha a oportunidade, o perigo pode encontra-lo.

É importante dizer que minha crítica sobre o filme será baseada apenas na minha experiência com o próprio. Eu ainda não li os livros de Stephen King, portanto, não tenho como fazer algum tipo de comparação entre a obra e a adaptação. De qualquer forma, é coerente dizer que os fãs mais ferrenhos possam se sentir decepcionados com o longa, como é de praxe para a maioria das adaptações literárias. Porém, me surpreendi ao terminar de assistir o filme e perceber que me senti tão órfã como um fã poderia ficar.


Cujo | Stephen King

Título Original: Cujo
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 1981
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 373

Dentre tantos autores famosos, consagrados e destacados no mundo da literatura contemporânea - se é que tenho a permissão de classificar dessa forma – Stephen King sempre foi um entre aqueles que prometia um dia conhecer, mas que quando colocada à prova, nunca realmente me comprometi a concretizar a promessa. 

Quando, no meio do caos que foi o ano de 2016, uma nova oportunidade de conhecer a obra do autor surgiu, confesso que meus velhos hábitos não demoraram a aparecer. Foi preciso um empurrãozinho para que aquela leitora que não se surpreende facilmente decidisse, finalmente, descobrir o que existia de tão especial nas palavras pensadas por um autor que viu suas obras nas telas do cinema inúmeras vezes. 

Como pode vir a acontecer com a maioria dos novos leitores, quando deparados com a obra de um autor consagrado, cujo trabalho é publicado, republicado e lançado novamente em edições ainda mais bonitas que as anteriores, confesso que fiquei aflita. Não queria ser aquela a atirar pedras na obra de um autor que possuí uma legião de fãs para revidar. Não queria ser a leitora chata que desgosta de um autor famoso, que iria se arrepender após ter arriscado a leitura. Apesar de todas as dúvidas, de surpresas e um pouco de amargura, venho compartilhar com vocês minha primeira leitura do famoso Stephen King.

Cujo, apesar do que possam tentar te vender, trará uma história muito mais real, natural e até mesmo plausível, do que uma história com um pé no mundo sobrenatural. A trama se passa na cidade agradável de Castle Rock, localizada no estado do Maine, Estados Unidos. Considerando o aspecto adorável da cidade, você não imaginaria que aquela vizinhança, anos atrás, viu o horror transformado em pessoa.

Resenha: Achados e Perdidos

Título Original: Finders Keepers
Autor: Stephen King
Ano: 2016
Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Compre: Saraiva - Amazon

Segundo livro da série Bill Hodges, em Achados e Perdidos teremos a volta breve do conhecido investigador, que pretende ajudar um garoto que acaba de achar um tesouro perdido. Os manuscritos de um autor muito famoso e que fora assassinado.

Neste livro, iremos acompanhar cada capítulo alternando entre os anos e também entre as perspectivas dos personagens. Aos poucos, King entrelaça os pequenos elementos que ligam a história do primeiro livro, Mr. Mercedes (resenha) com o de Achados e Perdidos que se passa quatro anos após.

Em 1978, John Rothstein é conhecido como "gênio". Um autor consagrado por publicar a trilogia O Corredor, que tem como protagonista Jimmy Gold, personagem que inspirou gerações de fãs pelo mundo. Morris Bellamy é um apreciador da história e sua obsessão por Jimmy é digna de sua personalidade perturbada. Ele acredita que o autor não deu um final digno para o seu personagem preferido e por este motivo, resolve fazer justiça com as próprias mãos. Em um fatídico dia, uma visita mascarada acaba roubando todo o dinheiro e todos os manuscritos de Rothstein, histórias não lapidadas que um dia ganhariam atenção, mas agora não mais, pois o escritor estava morto. 

Anos após, em 2009, a família Saubers vê sua vida se complicar após Tom, o patriarca da família, ter sido atropelado pelo assassino da Mercedes, um dos protagonistas do livro anterior. Tom enfrenta problemas financeiros e físicos, além disso, suas brigas com a esposa Linda se tornam diárias, tudo por que está nas costas dela o sustento da família e ele se sente incomodado.

“Peter ficou deitado sem conseguir dormir por bastante tempo naquela noite. Pouco tempo depois, cometeu o maior erro de sua vida.”

Resenha: O Cemitério

Título Original: Pet Sematary
Autor: Stephen King
Ano: 2013
Editora: Suma de Letras
Páginas: 424
Compre: Saraiva - Amazon

Hey, Ho! Lets Go!

A família Creed acaba de se mudar para uma pequena cidade do Maine. O novo emprego de Louis, na universidade da cidade, possibilitou que ele, sua esposa Rachel, sua filha Ellie e seu caçula Cage se estabelecessem em uma bela casa colonial, porém, apenas com um pequeno problema, perto demais de uma rodovia perigosa.

Na primeira visita que a família faz pelos arredores da casa, eles conhecem seu simpático vizinho, o Sr. Jud Crandall. É este senhor que apresenta a família Creed, o "Simitério" de Bichos, um cemitério mantido há gerações por crianças da cidade. 

Mais a frente deste, existe um outro e antigo cemitério indígena que parece ter força própria e vontade. O local atrai pessoas fragilizadas pelo luto, com a promessa sedutora de trazer quem quer que tenha sido enterrado ali de volta a vida. Este segredo é contato pelo velho Crandall e para Louis, a história não parece nada além de uma velha história de terror de um senhor de idade, porém, após o gato de sua filha, Churchill, ser atropelado na rodovia, trazer o gato de volta a vida através do cemitério indígena acaba virando uma opção, tudo para que a filha não lide com a morte tão cedo.

A inspiração para tal obra, se fez através da experiência pessoal do autor com sua família, quando também se mudou para uma casa no Maine que beirava uma rodovia. Em uma mesma situação, o gato da família também fora atropelado e o mesmo foi enterrado em um cemitério para bichos das redondezas. Após isso, King escreveu o primeiro manuscrito de Pet Sematary para depois ficar engavetado por anos. 

" -O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis murmurou o moribundo. - Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou."

Resenha: Mr. Mercedes

Título Original: Mr. Mercedes
Autor: Stephen King
Ano: 2016
Editora: Suma de Letras
Páginas: 391
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Todos que acompanham um pouquinho aqui do Estante, sabem que eu adoro Stephen King. Sempre falei isso. Pensando um pouco sobre o assunto, acho que as minhas resenhas de livros dele, sempre iniciam dessa forma, e tem uma razão para isso. Eu simplesmente não consigo terminar de ler um de seus livros, sem ficar com isso na cabeça. Mas dessa vez vai ser diferente, por que dessa vez eu posso afirmar: Stephen King é meu autor preferido. Pode dar print aí, você nunca vai me ver escrever ou falar isso para outro autor, que não seja SK. 

Fiquei pensando: Meu Deus... que mente esse autor tem, SK (e eu já me considero íntima o bastante para dar um apelido, OK?) é um gênio ou, como ele mesmo diria, um maldito gênio.

Agora que declarei meu amor aos quatro ventos, vamos ao que interessa não é mesmo? Mr. Mercedes é o livro I da Trilogia Bill Hodges. Nos EUA o livro foi lançado em 2014, e só agora que o temos aqui! Mas tem um bom motivo para isso, o livro II, Achados e Perdidos, foi lançado lá fora em junho de 2015, e aqui, teremos essa belezinha a venda em maio de 2016! Exatamente! Recém saiu Mr. Mercedes e já teremos o próximo volume. Como se não fosse o bastante, o livro III, O Último Turno, será lançado em 07/06/16, e aqui o mês previsto é julho.

Na primeira parte do livro, somos apresentados a um grupo de desempregados, que numa noite fria e úmida de inverno, se amontoam em frente a um centro comercial, que no dia seguinte irá oferecer uma feira de empregos. Na fila, Augie conhece Janice, que vem enfrentando olhares recriminadores por ter trazido a pequena Patrícia junto com ela. Mas o que ela poderia fazer? Sem emprego para cuidar da filha, aquela era a sua melhor chance. Mal sabe ela, que levou a filha para a morte. Um carro da marca Mercedes, da cor cinza, é a última coisa que 8 pessoas daquela fila viram.

Resenha: Revival

Título Original: Revival
Autor: Stephen King 
Ano: 2015
Editora: Suma de Letras
Páginas: 371
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Quem acompanha um pouquinho das minhas resenhas aqui no blog, sabe que eu tenho uma série de autores, que eu simplesmente amo! Dentro eles, está o talentosíssimo, Stephen King. O último livro que li dele, foi o lançamento Revival que vem cheio de ingredientes que são marca registrada do autor, como uma pequena cidade no Maine, um viciado fracassado e muito sobrenatural, essa história não tinha como dar errado.

O autor disse em uma entrevista, sobre Revival: “A ideia para este livro está na minha cabeça desde que eu era criança. Frankenstein, de Mary Shelley, foi uma grande inspiração para mim. Eu queria criar uma história o mais humana possível, porque a melhor maneira de assustar o leitor é fazê-lo gostar dos personagens.” E ele conseguiu, obviamente. Fico pensando o seguinte: Se ele estava com essa história, na sua mirabolante cabecinha desde criança, sendo que já escreveu milhares de livros antes, o que mais nos aguarda? Isso me deixa muito feliz! Fico com medo que meus autores favoritos percam sua criatividade! Acho que posso ficar tranquila quanto ao King!

Revival conta a história da vida de Jamie Morton. Morava com os irmãos e os pais em uma cidadezinha da Nova Inglaterra, e tudo começa em 1962. Jamie é ainda uma criança de 6 anos, vivendo em uma família muito religiosa, ou melhor, em uma comunidade muito religiosa.

Resenha: Doutor Sono

Título Original: Dr. Sleep
Autor: Stephen King
Ano: 2014
Editora: Suma de Letras
Páginas: 480
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Quando garanti o meu exemplar de “Doutor Sono” antes da data de estreia, na feira do livro de Porto Alegre, nem acreditei. Vi aquela capa de longe, no meio de diversos livros, e quase não aguentei, na verdade, não aguentei mesmo! Dei um grito de felicidade! Com a continuação de “O Iluminado” em mãos, só o que eu queria era que me deixassem quieta no meu canto! Iniciei a história de Stephen, sabendo que algo grandioso estaria por vir, e obviamente (estamos falando de Stephen King pessoal!), estava certa.

O livro inicia narrando os anos subsequentes da vida de Danny Torrance, a tragédia do Hotel Overlook. O pequeno Danny é cheio de medos, e obviamente, diariamente ainda leva muito do Hotel Overlook consigo. Quando o medo parece tomar conta de tudo, e cada vez mais distante da mãe, Danny chama seu amigo do Overlook, Dick. O amigo ajudou Danny a pensar com clareza sobre fatos, que apenas os dois conheciam a sabiam ser reais. E mais importante que isso, ensinou Danny como deixar coisas indesejáveis, “trancadas” nos locais obscuros de sua mente.

Dan torna-se um homem de meia idade. E com o tempo, ele começa a perceber que a melhor maneira de esconder as coisas que ele não quer ver, antes que elas aconteçam, efetivamente, é bebendo. Tudo o que ele mais detestava no pai, está agora impregnado nele. Sem nada importante na vida, Dan passa de emprego em emprego, sem nunca permanecer muito tempo em nenhum lugar. Até um dia, após amanhecer na casa de uma desconhecida, vê que ali há um bebê, acordado, sozinho e muito próximo as drogas que eles usaram na noite passada. Ele tira o pó do alcance da criança mas rouba dinheiro da mãe, e vai embora. Deixando-o sozinho, à própria sorte.