A Assombração da Casa da Colina, lançada originalmente em 1959, é considerada uma das melhores histórias de fantasmas do século XX. Uma inspiração para muitos autores renomados da atualidade, Shirley Jackson colecionou feitos com sua quinta obra, como exemplo, o primeiro parágrafo de A Assombração da Casa da Colina é considerado um dos melhores começos de história de todos os tempos (confira aqui).
Mas do que se trata a história?
Em The Haunting of Hill House, nome original da obra, acompanharemos um grupo de indivíduos que participarão de um estudo paranormal em uma mansão supostamente mal-assombrada. Escalados por Dr. Montague, Eleanor, uma jovem solitária, Theodora, uma sensitiva, e Luke, o herdeiro da mansão, partem para suas hospedagens em Hill House. Lá, o que começa como uma divertida aventura, acaba tomando proporções maiores quando atividades paranormais acabam transformando o inocente experimento em algo bastante perigoso.
Com: Natalie Portman; Oscar
Isaac; Jennifer Jason Leigh; Gina Rodriguez; Tessa Thompson
Gênero: Ficção Científica, Drama
Por conta de divergências internas, além de um período difícil para filmes “cult”, de “difícil” compreensão cuja característica principal baseia-se em se tratarem de obras fortemente interpretativas, produzidos pela Paramount ao longo de 2017 – dentre eles podemos citar o maravilhoso Mother – Aniquilação somente estreia nas salas de cinema dos Estados Unidos, Canadá e China, sendo distribuído para o resto do mundo através de nossa querida Netflix. Mas, antes de seguir para os comentários dessa crítica, gostaria de ressaltar que, embora vendido para o serviço de streaming, este não é mais um filme "original" Netflix.
A adaptação do primeiro livro pertencente a trilogia Comando Sul, criada por Jeff VanderMeer, trata-se de uma ficção científica intrincada, cuja narrativa transporta o espectador por meio de dúvidas, incertezas e a necessidade constante de interpretação das imagens, discursos e símbolos que lhe são apresentados.
Sendo exatamente este tipo de filme, não é de surpreender que tenha me chamado a atenção e, embora ainda não tenha efetivado a leitura de cada um dos livros, confesso que toda a experiência com a adaptação serviu como incentivo para conhecer todo o universo criado por VanderMeer em sua famosa trilogia.
Com: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorg Lendeborg Jr.
Gênero: Drama, Comédia, Romance Adolescente
Com Amor, Simon é a adaptação da obra Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, escrita pela autora Beck Albertalli e lançada pela Intrínseca em 2016 aqui no Brasil.
Simon Spier (Nick Robinson) tem uma vida normal, uma família amorosa, um grupo de amigos queridos e a sua história se passa em uma típica escola de ensino médio. Sua vida é ótima, mas ele guarda um grande segredo. Ele é gay. Uma postagem assinada por alguém chamado Blue, muda toda a perspectiva de Simon em relação a sua vida e ambos começam a trocar mensagens sobre as dificuldades que precisam enfrentar para se assumirem. Esta troca de mensagens acaba caindo nas mãos de um chantagista que ameaça revelar seu grande segredo para todos e Simon não está nem um pouco preparado para isso.
O roteiro é assinado por Elizabeth Berger e Isaac Aptaker, discorre a partir das duas maiores questões que soldam Simon, revelar a sua família e amigos que é gay e descobrir, finalmente, quem é Blue, com quem ele compartilha este segredo. Esta é uma aventura divertida e completamente aterrorizante para um adolescente de dezessete anos, uma mudança definitiva e sem volta, mas que proporcionara diversos tipos de ensinamentos.
O ponto alto do longa é que tudo é tratado com muita naturalidade, até proporcionando diversão a uma questão bastante interessante no filme. O porquê de os gays precisarem realmente se assumirem, quando eles simplesmente são? A cena em questão rende um dos momentos mais hilários e sem dúvidas deve proporcionar muitas risadas. Com esta sutileza e com este bom humor, questões que sabemos ser mais delicadas em nossa sociedade, muito assombrada - ainda - pelos ensinamentos conservadores, são exploradas, revelando a jornada do personagem para suas descobertas e mudanças, estas que todos nós precisamos enfrentar para o amadurecimento.
Com:Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe
Gênero: Ação, Ficção Científica
Jogador Nº1 é a adaptação do livro homônimo do autor Ernest Cline, dirigido por Steven Spielberg. Comprados os direitos antes mesmo do lançamento do livro nos Estados Unidos, o longa chega aos cinemas neste ano, com o roteiro de Zak Penn e do próprio Cline.
O ano é 2045 e a realidade que conhecemos hoje já não é mais a mesma. A destruição e a pobreza modificaram a humanidade e agora todos preferem viver numa realidade virtual chamada OASIS. Um jogo onde a fonte de conhecimento é ilimitada, é possível trabalhar, interagir, estudar e até mesmo se divertir sem precisar sair de casa. Após a morte do criador James Halliday (Mark Rylance), que deixou para trás vários easter-eggs, chaves de um grande quebra-cabeças para quem puder herdar sua herança e consequentemente toda a OASIS, Wade Watts (Tye Sheridan) passou a dedicar seu tempo em busca de pistas, a chance que precisa para mudar de vida, encarar a realidade e também encontrar o amor.
Todas as pistas deixadas por Halliday são baseadas na cultura popular dos anos 80. Sendo assim, Jogador Nº1 é um conjunto de referências nostálgicas de diversos clássicos da época. No universo da Oasis tudo é possível, cada um pode ser quem quiser e como quiser, é um MMORPG capaz de conectar tudo a todos. Ao longo do filme, foram incontáveis as vezes que me vi surpresa por cada personagem, detalhe, nota sonora ou até mesmo pedaços de elementos já tão bem conhecidos que consegui visualizar ao longo das cenas. Steven Spielberg também não deixou de incluir elementos atuais, adequando o roteiro para a identificação dos jovens de hoje. Um destes novos elementos que mais me chamou a atenção na tela, foi a aparição de Tracer, personagem do jogo Overwatch da Blizzard.
Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins, Kristin Scott Thomas
Gênero: Aventura, Ação
Lara Croft já é uma velha conhecida para os consumidores de games em todo o mundo. Desde 1996, data de lançamento do primeiro jogo, Tomb Raider se transformou em um ícone da indústria por sua jogabilidade e por apresentar uma protagonista feminina, que mesmo na baixa qualidade de vídeo da época, já demonstrava características estereotipadas em cima de uma personagem mulher.
O formato seguiu-se assim até no lançamento da sua primeira adaptação para os cinemas, estrelado por nada mais do que Angelina Jolie, a personificação da personagem. Jolie apresentou tudo que esperávamos da personagem, atitude, atributos físicos e a personalidade da heroína, trabalho reconhecido em sua sequência, Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida. Não foi à toa que se transformou na maior bilheteria inspirada em um game.
Esta imagem de Lara Croft começou a dar os primeiros passos para a mudança em 2013, quando o game intitulado, apenas com Tom Raider fora lançado, definido para não fornecer qualquer ligação com os jogos anteriores, inclusive, apresentando uma Lara Croft mais humana em relação a suas atitudes e fisicalidade. É baseada nesta personagem e no enredo deste jogo que Alicia Vikander dá vida a Lara Croft em Tomb Raider - A Origem.
Lançamento: 18 de janeiro de 2018 Com: Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg Gênero: Romance; Drama
Me Chame Pelo Seu Nome é a adaptação do livro homônimo escrito pelo autor André Aciman, lançado no Brasil pela Intrínseca.
Elio (Timothée Chalamet) está passando as férias na casa de veraneio da família, no interior da Itália. A tranquilidade rotineira logo muda quando seu pai, interpretado por Michael Stuhlbarg, um especialista na cultura greco-romana, recebe a visita do acadêmico Oliver (Armie Hammer) e não demora muito para que ele e Elio acabem se aproximando.
Essencialmente, o enredo falará sobre o amadurecimento. Elio está descobrindo e explorando novas experiências. Também trata da relação entre os dois personagens e a intimidade criada por ambos. Aqui temos um romance que mescla momento de descobrimento, sensíveis, complicados e extremamente devastadores também. É uma trama muito intensa, que percorre extremos, mas que seduz o público disposto a acompanhar esta história.
Lançamento: 1 de março de 2018 Com: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons Gênero: Suspense, Espionagem
Depois de ter sua carreira como bailarina destruída e sem renda para os cuidados especiais da mãe, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence acaba cedendo à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto russo, para virar uma Sparrow. Uma agente treinada para usar a sedução na espionagem e seu corpo como uma arma.
A partir daí iremos acompanhar o treinamento de Dominika até sua primeira e derradeira missão, e, não há fração para falhar neste caso. Dominika precisa de aproximar de Nathaniel Nash (Joel Edgerton), o único agente da CIA que possui o nome de um dos maiores agentes duplos infiltrado na SVR. Porém, o casal pode estar se envolvendo afetivamente, o que pode colocar a vida de ambos em risco.
Novamente ao lado de Jennifer Lawrence, o diretor Francis Lawrence dá vida a adaptação do livro, Roleta Russa de Jason Matthews, originalmente lançado em 2014 pela editora Arqueiro. Ele imprime sua marca em diversas cenas durante o longa, muitas de forma semelhante ao que vi na série The Hungers Games. O porém é que o tom de Operação Red Sparrow é outro, regado de violência e ação do segundo ato para o fim, o filme conseguiu me fisgar desde o princípio, mesmo quando apresentou certas falhas.
Lançamento: 15 de fevereiro de 2018 Com: Carey Mulligan, Garrett Hedlund, Jason Clarke, Jason Mitchell e Mary J. Blige Gênero: Drama
Através de um convite feito pela Editora Arqueiro, o Estante Diagonal teve oportunidade de conferir a cabine de imprensa do filme Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi. Ele está indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Canção Original com previsão de estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de fevereiro.
O principal tema abordado em Mudbound é a segregação racial no Mississipi na década de 1940 através das relações familiares de uma família branca (McAllan) e uma família negra (Jackson). O filme começa com os irmãos McAllan enterrando o pai em um dia chuvoso. Naquele momento, os Jackson estão de saída da fazenda e recebem o pedido de Henry McAllan (Jason Clarke) para ajudar enterrar o Pappy (Jonathan Banks). Fica evidente que existe um clima de tensão entre os personagens, que nós só vamos entender voltando um pouco na história.
Após a morte de sua mãe, Henry McAllan decidiu mudar com sua família, esposa e duas filhas, para uma fazenda no Mississipi, já que agora ele se sentia responsável por cuidar do seu pai. Enquanto isso, o seu irmão mais novo, Jamie (Garrett Hedlund), foi convocado para servir na Segunda Guerra Mundial. No outro lado da história, Hap Jackson (Rob Morgan) planeja comprar a sua própria terra e tirar sua família da situação de submissão em que vivem em uma cidade com uma cultura racista forte. Na mesma época, o filho mais velho, Ronsel (Jason Mitchell), também foi convocado para a guerra. A história segue através do ponto de vista de cada um dos personagens apresentando as relações e situações que levaram até o ponto no começo do filme.
Com: Sally
Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg
Gênero: Drama,
Romance, Fantasia
Tudo
começou com a história de uma pequena princesa perdida no mundo real, uma
história capaz de demonstrar um mundo sombrio em que soldados marcham para
guerras sanguinárias, mães se casam com homens perversos, seres bizarros
existem em nossas mentes e em nossos mundos e, em meio ao caos, um adorável Fauno
pretende auxiliar a pequena princesa em sua jornada de volta para casa.
O Labirinto
do Fauno, muito mais do que um grande amor, trata-se do filme responsável pela
admiração que tenho para com a mente criativa de Guillermo del Toro. Como
muitos antes de mim, encontrei nas criações de Guillermo del Toro toda a
fantasia, obscuridade, amor e tristeza que meu coração deseja quando busca uma
narrativa única, aquele tipo de história capaz de tocar a alma com suas
mensagens e reflexões imersas em todo o encantamento que poucas mentes são
capazes de criar.
Eu tive a oportunidade de observar os acertos desse querido
diretor e criador de histórias, vi quando se arriscou nos mais diversos
projetos, quando perdeu a mão e os detalhes característicos que tanto amo em
projetos que talvez não fossem a melhor opção para seu olhar aguçado, mas em A
Forma da Água, percebi que aquela alma e mente criativa ainda existem e são
capazes de criar a mais bela história sobre o amor e o ser humano, com o típico
toque sombrio e fantástico que tanto adoro nos trabalhos do diretor.
Para uma criança, o início do período escolar nunca será fácil. É o momento onde o círculo social da criança deixa de ser exclusivo da família para ser composta também por completos desconhecidos. É nesta fase que crianças modelam seus comportamentos e é praticamente isso que iremos acompanhar em Extraordinário, porém com um detalhe a mais.
August "Auggie" Pullman já passou por vinte sete cirurgias plásticas, todas para repararem a deformação facial causada pela síndromeque nascera. Agora, com 10 anos de idade, ele está indo pela primeira vez para a escola. Nela Auggie deverá aprender a conviver com outras crianças além de lidar com aquela sensação de ser observado a todo instante. A forma como Auggie é julgado por todos a sua volta, será narrado ao público pela perspectiva do próprio menino.
Extraordinário é a adaptação do livro homônimo da autora R. J. Palacio, um dos queridinhos lançados em 2013 pela Intrínseca. Apesar de abordar temas tão complexos, como preconceito e bullying, o roteiro do drama também flerta com a comédia, equilibrando bem os gêneros e causando o conforto necessário para quem assiste. Com Julia Roberts e Owen Wilson no elenco interpretando os pais de Auggie, é garantido que existirá diversos momentos descontraídos entre família, mas sem tirar todo o peso da história. Não é à toa que os dois atores transitam entre os gêneros tão bem.
Lançamento: 16 de novembro de 2017 Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Ezra Miller, Ray Fisher, Jason Mamoa Gênero: Ação
Tempos escuros acompanham Metrópolis e isso é só um dos efeitos colaterais após morte do Superman. Depois de milhares de anos, três artefatos, protegidos pelas amazonas, atlantianos e humanos, despertaram e uma vez unidos o portador delas ganhara não só o poder de criar, mas também o de destruir. É assim que ressurge um grande vilão da humanidade. Diana Prince (Gal Gadot), assim como Bruce Wayne (Ben Affleck) sabem o mal que os espreitam e juntos, resolvem recrutar ajuda, unir um grupo de meta-humanos capazes de combater o perigo. Mas seriam Flash (Ezra Miller), Cyborg (Ray Fisher) e Aquaman (Jason Mamoa) suficientes para salvar o planeta de mais um ataque?
Comparações entre DC e Marvel são quase impossíveis de serem evitadas, o que fortalece ainda mais a divisão dos fandons atualmente. Porém, em minha crítica, devo dizer que tentar separar estes dois universos foi uma tarefa bastante difícil, visto que depois do afastamento do Zack Snyder, devido a problemas pessoas, mas que continua sendo creditado no filme, Liga da Justiça tenha recebido reforços de Joss Whedon, roteirista e diretor também de Vingadores e Thor - O Mundo Sombrio.
Após alguns tropeços da DC, finalmente o estúdio conseguiu entregar algum material digno aos seus fãs pós Mulher Maravilha, que na minha opinião, continua sendo o melhor filme do estúdio. De antemão, aviso que Liga da Justiça ainda tem muito a aprender com a fórmula criada pela Marvel, porém é com grande satisfação que digo que é possível ter uma nova perspectiva no futuro da DC. Créditos sem dúvidas de Joss, que trouxe (talvez) uma grande bagagem dos anos que trabalhou na Marvel.
Lançamento: 2 de fevereiro de 2017 Com: Matilda Lutz, Alex Roe, John Galecki, Bonnie Morgan Gênero: Terror
Para comemorar o Mês do terror, o Telecine disponibilizou em sua rede o filme O Chamado 3, que estreou em fevereiro desse ano nos cinemas. Infelizmente, talvez essa não seja a melhor escolha de filme para você.
Em O Chamado 3, os personagens vivem em meio as mais diversas tecnologias. Muito diferente da TV de tubo que a Samara saía no começo dos anos 2000. Celulares, TV de LED, pendrives permeiam esse novo universo. E, claro, que nossa menina do poço também teve que se adaptar. Praticamente como um vírus, o famoso vídeo da Samara, responsável pelas famosas mortes em 7 dias, está sendo passado de jovem para jovem dentro de uma universidade.
Já não temos mais Rachel ou Aidan (o menininho) que estrelaram os dois primeiros filmes. O Chamado 3 gira em torno de um jovem casal, Julia (Matilda Lutz) e Holt (Alex Roe) que se unirão para tentar salvar suas vidas da maldição da Samara (Bonnie Morgan). Até aí, okay. Até porque, poderia ser um pouco mais do mesmo, mas faria sentido. Só que além desse enredo, nós também acompanhamos a história - muito mal contada - do professor Gabriel (John Galecki). Ele é super envolvido com essa história da propagação do vídeo no campus da universidade e faz pesquisas sobre as atividades paranormais da Samara.
Com: Charlize Theron, Nicholas
Hoult, Christina Hendricks, Corey Stoll, Chloë Grace Moretz
Gênero: Suspense, Drama
Lugares
Escuros é mais uma adaptação cinematográfica que ganha vida graças as obras literárias de Gillian
Flynn. O livro de mesmo nome, publicado no Brasil pela Intrínseca,
apresenta ao leitor o talento da autora que já vendeu milhões de exemplares ao
redor do mundo, demonstra sua capacidade de criar histórias instigantes,
misteriosas, repletas de detalhes que se encaixam e se dispersam, nos confundem para criar um
padrão amplo e complexo de uma trama capaz de tirar o fôlego de leitores apaixonados
por um bom suspense. A adaptação conta com todo o suspense e mistério, marcas
registradas da autora, além de um elenco de peso. Hoje venho compartilhar com vocês as reflexões e
segredos deste filme!
Quando
Libby Day era apenas uma criança com um futuro de possibilidades à sua frente,
quando o mundo ainda não havia deixado sua marca e transformado a criança
alegre em mulher isolada e perdida, a garota vivia feliz com suas duas irmãs,
seu irmão mais velho e sua mãe na fazenda de seus avós. A mãe fazia o possível
para manter a fazenda, garantir a educação das crianças e afastar o ex-marido
sempre que este precisasse de dinheiro - o que não era um evento raro - ela também enfrentava as dificuldades e desafios de ser mãe solteira em uma cidade pequena. Porém, durante uma noite escura e sombria a vida
da família irá mudar drasticamente.
Oi pessoas! Esta semana a Izabelindicou três clássicos para ler em nosso canal do Youtube! Vocês já conhecem o nosso cantinho lá da plataforma? No vídeo ela vai falar um pouquinho sobre um dos maiores clássicos dentro do gênero do terror, um clássico nacional bastante conhecido e um da nossa querida Jane Austen. Todos são livros que já tiveram pelo menos uma adaptação para os cinemas e os livros são super-rápidos e fáceis de ler, o paraíso para todo leitor né? Confiram abaixo e não deixem de comentar!
Com: Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto, Ana de Armas, Sylvia Hoeks Gênero: Ficção Científica, Suspense, Ação
Trinta anos após os acontecimentos de O Caçador de Androides, encontramos uma Califórnia mais desenvolvida tecnologicamente, mas com a mesma atmosfera sombria e decadente. Após a Corporação Tyrell falir, resíduos do seu proposito foram resgatados pela empresa de Wallace (Jared Leto), criador de uma nova geração de replicantes, mais desenvolvidos e aparentemente mais leais aos humanos.
Os modelos foragidos que se revoltaram anos atrás, ainda são vistos como uma ameaça e precisam ser "aposentados" pela polícia de Los Angeles. K (Ryan Gosling) é um replicante desta nova geração e também um Blade Runner, um caçador. Enquanto cumpre seu dever, K se vê diante de um mistério que pode colocar em cheque sua dedicação com aos humanos. A segurança desse novo sistema pode ser abalada e quem sabe, também servir como fagulha para reavivar o fogo de uma nova revolução.
Blade Runner, o Caçador de Androides é uma adaptação de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas, livro lançado em 1966 pelo autor e gênio, Philip K. Dick. Blade Runner 2049 é mais que um reboot, é uma sequência que recebe uma moldagem digna de ser revisitada. Por muitas vezes vimos, e ainda veremos, diretores e produtores falharem neste quesito por visarem apenas o lucro e a oportunidade, mas aqui, isso definitivamente não acontece e os fãs podem agradecerem por estarem diante de um clássico que recebeu tanto respeito ao ser reavivado.
Com: Nat Wolff, Lakeith Stanfield, Margaret Qualley, Willem Dafoe
Gênero: Policial, Suspense, Terror
Death Note é um filme estadunidense produzido e lançado pela Netflix no finalzinho de agosto e que fora dirigido por Adam Wingard. O longa é baseado na série de mangá homônima de origem japonesa que tem a autoria de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.
Light Turner, interpretado por Nat Wolff, é o garoto entediado que em certo dia encontra um peculiar objeto que cai do céu. Este estranho objeto é o Death Note. No caderno, o portador pode incluir o nome de qualquer pessoa que a mesma acabará morrendo. O responsável por estas mortes é Ruyk (Willem Dafoe), o deus da morte que dentro da história é chamado de shinigami e também proprietário do Death Note. Light passa a usar o caderno como um meio de eliminar criminosos e a onda de assassinatos faz com que ele passe a ser conhecido como Kira, porém a fama não vem sozinha e quem começa a investigar o súbito caso é o misterioso Detetive L, interpretado por Lakeith Stanfield.
Não recomendado para menores de 16 anos, Death Note dividiu opiniões entre os críticos e o público e no vídeo abaixo eu conto todas as minhas impressões sobre o filme e do porquê eu ter ficado tão frustrada.
Com: Bill Skarsgård; Jaeden
Lieberher; Jeremy Ray Taylor; Sophia Lillis; Finn Wolfhard; Chosen Jacobs; Jack
Dylan Grazer; Wyatt Oleff
Gênero: Terror; Suspense
A
pacata cidade de Derry, localizada no estado do Maine, poderia facilmente ser classificada
como a típica cidade norte americana.
As crianças convivem em um ambiente seguro e livre o suficiente para
andar de bicicleta pelas ruas. Os pais são típicos trabalhadores, preocupados com o futuro de seus filhos e dando o máximo para manter a união de sua família. Os adultos, como todo bom adulto, seguem uma vida de responsabilidades enquanto as crianças fazem o que a grande maioria das crianças norte
americanas fazem de melhor: os mais velhos perseguem os mais novos, as amizades se fortalecem
ao longo do verão, novos amigos são descobertos nos momentos mais inusitados e, às vezes, se o destino permitir, novas aventuras podem contar até mesmo com a
presença de monstros assustadores.
Nossa
pequena aventura começa durante um dia de chuva, quando as crianças são
forçadas a redirecionar suas energias para qualquer tipo de tarefa chata e entediante. Ansioso
por encontrar um pouco de distração nas ruas molhadas pela chuva, Georgie, irmão
mais novo do atencioso e querido Bill, passa o tempo perseguindo seu barquinho de papel. A
perseguição resulta em ótimas gargalhadas até o momento em que o objeto desce pela sarjeta e Georgie se vê frente a frente com uma figura peculiar,
um misterioso palhaço que segura seu barquinho e estabelece um diálogo um tanto
quanto bizarro com o pequeno garoto.
Com: Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella, Bill Skarsgård, John Goodman
Gênero: Ação, Espionagem
É 1989, final da Guerra Fria, dias antes da queda do Muro de Berlim. Este é cenário que Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma agente disfarçada do MI6, está sendo enviada para recuperar um dossiê muito importante, a lista de nomes com agentes duplos. Especialista em fuga e evasão, proficiência em coletar dados de inteligência e combate corpo a corpo, Lorraine conta com as melhores habilidades para executar sua missão.
Atômica é um filme de espionagem, que instiga, entretêm e alucina o público com todas suas cenas de ação bem executadas e coreografadas. Aliás, o longa conta com um dos melhores planos sequencias que já tive o prazer de prestigiar neste ano e tenho quase certeza que vai demorar até que outro filme desbanque isso. A direção é de David Leitch, que já trabalhou no ótimo John Wick e também como dublê durante anos. David sabe o que é ação e aqui ele conduz uma história complexa, mas cheia de facetas e surpreendente.
Com uma classificação indicativa de 16 anos, o longa é regado de violência e isso você percebe logo nos primeiros minutos quando vê isso estampado no corpo da protagonista. Tudo é muito visceral. Não pensem que estamos diante de outra Mulher Maravilha, pelo contrário, Lorraine apanha e muito, mas se levanta para bater também. É incrível como a personagem se vira com o que tem ao seu alcance para enfrentar homens que as vezes, aparentam ter o dobro do seu tamanho.
A Torre Negra é baseado na série homônima do autor Stephen King, que coleciona adaptações de suas obras em seu curriculum.
Nesta fantasia urbana conheceremos Roland Deschain (Idris Alba), o último pistoleiro que jurou proteger o mundo da chegada das trevas. Porém, tomado pelo desejo de vingança, seu principal objetivo agora é perseguir o Homem de Preto pelo deserto que é seu mundo. Walter, (Matthew McConaughey) deseja destruir a Torre Negra e assim abrir o portal que separa e protege todos os mundos. Para que o seu plano tenha sucesso, ele precisa encontrar a criança certa, a única capaz de derrubar a torre. Jake Chambers (Tom Taylor) vem tendo sonhos estranhos desde a morte do seu pai. Nestes sonhos ele encontra O Pistoleiro, O Homem de Preto, crianças capturadas e uma torre incomum que vai até o céu. Confuso entre o real e o imaginário, Jake resolve ir atrás de respostas, mas antes que tenha a oportunidade, o perigo pode encontra-lo.
É importante dizer que minha crítica sobre o filme será baseada apenas na minha experiência com o próprio. Eu ainda não li os livros de Stephen King, portanto, não tenho como fazer algum tipo de comparação entre a obra e a adaptação. De qualquer forma, é coerente dizer que os fãs mais ferrenhos possam se sentir decepcionados com o longa, como é de praxe para a maioria das adaptações literárias. Porém, me surpreendi ao terminar de assistir o filme e perceber que me senti tão órfã como um fã poderia ficar.
Título Original: The Goal: An Off Campus Novel Autor: Richard Kelly Ano: 2016 Editora: Darkside Páginas: 254 Amazon - Saraiva
Você me chamaria de maluca se eu confessasse que nunca tinha ouvido falar de Donnie Darko? Porque eu só consigo me enxergar dessa forma por nunca ter visto esse filme. Ambientado nos 1980, com uma trilha sonora de arrepiar, um roteiro muito inteligente e nada pretensioso, meu lado cinéfilo está chocado por eu não ter visto esse filme antes.
Antes de ler o livro, eu assisti ao filme. Afinal, o tradutor Antônio Tibau já começa falando que quem já viu, provavelmente, "não viu direito". Imagina eu? E foi vendo ao filme que algumas peças começaram a se encaixar em relação ao livro. O marcador de avião, o coelho, 28:06:42:12 e padrões psicodélicos que compõem o trabalho editorial de Christiano Menezes passaram a fazer todo o sentido. Mas já fica avisado que Donnie Darko não é nem de longe um filme que traz soluções óbvias e muito menos você encontra todas as respostas nesse livro.
Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um jovem problemático que está no colégio, apesar de ter uma base familiar e condições financeiras boas. Além de acordar em lugares estranhos, o menino passa a ter encontros noturnos com um coelho gigante bastante bizarro. Frank, o coelho, profetiza que o final do mundo está próximo e vai acontecer em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. A partir daí, Donnie passa a fazer tudo o que Frank manda fazer. Inclusive, influenciado pelo coelho, ele passa a investigar sobre teorias de viagem no tempo.
"Bem... talvez alguém esteja tipo... te dando uns remédios para sonhar. E o sonambulismo... seja alguém te mostrando o caminho." - Gretchen (Jena Malone)