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O Mundo Sombrio de Sabrina | 1° Temporada

Criado por: Roberto Aguirre-Sacasa
Com: Kiernan Shipka; Ross Lynch; Lucy Davis; Miranda Otto; Chance Perdomo; Michelle Gomez; Tati Gabrielle
Gênero: Fantasia; Terror; Drama
Duração: 10 episódios – 55 minutos

Inspirado na história em quadrinhos Sabrina the Teenage Witch, publicada pela Archie Comics, O Mundo Sombrio de Sabrina interliga ocultismo, satanismo e bruxaria à dramas adolescentes e temáticas atuais fortemente debatidas nos mais diversos meios de comunicação. Ainda que apresente pequenos deslizes ao longo da construção de sua narrativa, muitos deles justificados ou revertidos quando observamos o avanço dos episódios, coisa que muitas séries adolescentes não é capaz de realizar, a nova aposta da Netflix, elaborada pelos mesmos produtores de Riverdale, acerta muito mais do que erra e, por seu clima sombrio claramente inspirado em clássicos do terror, ela não poderia deixar de aparecer no Estante Diagonal.

A premissa é muito simples: uma jovem garota, cujo sangue integra características mortais e bruxas, ao completar dezesseis anos deve decidir por abdicar ou não de sua vida entre os humanos normais. Caso ela decida abandonar seus amigos e colegas de escola, seu namorado e sua militância feminista em meio aos desafios enfrentados por mulheres mortais – pois sim, o seriado possui um discurso muito interessante em favor da igualdade e equidade – ela deverá assinar seu nome no “Livro da Besta” e jurar lealdade a ninguém mais, ninguém menos do que o capiroto em pessoa.

Blindspot | 1° Temporada


Criado por: Martin Gero
Com: Sullivan Stapleton; Jaimie Alexander; Rob Brown; Audrey Esparza; Ashley Johnson; Luke Mitchell
Gênero: Policial; Suspense; Drama
Duração: 23 episódios – 42 minutos

Durante uma noite caótica, movimentada e luminosa, como tantas outras noites antes desta, a famosa Times Square presencia aquele que pode vir a ser considerado um dos eventos mais bizarros e misteriosos de sua história. Em determinado momento um homem desconhecido abandona uma grande mala de lona, em seguida, as forças policiais são contatada e cercam o perímetro desta bagagem peculiar, acreditando tratar-se de uma bomba plantada por terroristas. O que ninguém esperava era que uma mulher nua, com o corpo coberto por tatuagens, saísse da mala sem o menor resquício de memória de como e por quais motivos ela foi parar ali.

Uma vez que em suas costas encontra-se tatuado o nome de Kurt Weller, importante agente do FBI, a misteriosa mulher, nomeada Jane Doe (denominação atribuída à indivíduos cuja verdadeira identidade é desconhecida) é levada para o quartel general da agência de investigações. A partir deste momento, dá-se início a uma série de direcionamentos que, além de revelarem corrupções drásticas e profundas ligadas a órgãos e o próprio governo dos Estados Unidos, descortina os planos de um grande grupo terrorista.

The Sinner | Crítica


Criado por: Derek Simonds
Com: Bill Pullman; Jessica Biel; Christopher Abbott; Dohn Norwood
Gênero: Drama; Policial; Mistério
Duração: 8 episódios – 45 minutos

O dia estava perfeito. O sol brilhava no céu e aquecia aqueles que se aventuravam para fora de suas casas. As nuvens eram poucas e alegravam qualquer um que ousasse voltar o olhar para cima, mesmo que por poucos minutos. Neste alegre e encantador dia de descanso as pessoas encontravam uma chance de esquecer as frustrações do trabalho, dificuldades da vida, problemas e fantasmas do passado para concentrar-se no convívio com seus familiares, amigos e amantes.

Foi neste dia, porém, que Cora Tannetti vê sua vida mudar drasticamente. Quando ouve a batida de uma música desconhecida por muitos, a esposa e mãe, que aproveitava o dia com aqueles que mais lhe eram importantes, segura firme entre as mãos uma faca de cozinha, direciona-se ao casal despreocupado à sua frente e, sem nenhum resquício de culpa ou consciência, apunhala diversas vezes um homem que, aparentemente, nunca conheceu em toda sua vida.

Após declarar-se culpada, uma vez que suas mãos tiraram a vida de um homem desconhecido, Cora é presa. O mistério por trás de sua ação, entretanto, permanece sem solução, aguçando a mente de Harry Ambrose, detetive pertencente ao corpo policial que, não se contentando em reconhecer sua culpa, busca os determinar os motivos que levaram essa mulher calma e coerente a assassinar um desconhecido na frente de uma porção de testemunhas.

O Exorcista | Crítica


Criado por: Rebecca Kirsch, Manny Coto, Jeremy Slater
Com: Alfonso Herrera, Ben Daniels, Geena Davis
Gênero: Drama; Terror
Duração: 12 episódios – 42 minutos

Lançada em 2016, a série O Exorcista retoma a história que ficou mundialmente conhecida como um dos filmes de terror mais lucrativos de todos os tempos. Em 1973 chegava aos cinemas a adaptação do livro homônimo do autor, produtor e roteirista William Peter Blatty. 

Levemente baseada na obra original, O Exorcista se enquadra como uma sequência da história, descartando a ideia de que a série de TV seria um remake. Aqui conheceremos Tomás Ortega (Alfonso Herrera), um jovem padre de uma pequena paroquia de Chicago. Do outro lado, temos Marcus Keane (Ben Daniels), um padre obcecado por sua missão religiosa e que atua nos cantos mais precários da Cidade do México. Os destinos de ambos se cruzam quando a Família Rance, que frequenta a paróquia de Tomás, apresenta, aparentemente, um caso de possessão demoníaca. Aqui inicia a jornada de dois padres, que nada possuem em comum, mas na luta contra o mal, precisarão unir forçar para salvar Casey Rance. 

Com 12 episódios, O Exorcista sabe envolver o público com um terror psicológico acurado. Nós já sabemos da existência do mal em sua pior face, como tornar isso ainda mais assustador? É desta forma que a série de TV consegue emplacar os primeiros episódios da temporada. Ao mesmo tempo conhecemos também os personagens e suas amenidades, e a rotina simples da jovem adolescente que não fez nada de ruim para merecer tamanho castigo. Sem dúvidas, Jeremy Slater soube dar corpo ao enredo, construindo episódio por episódio até o ápice da história.

Requiem - Única Temporada | Crítica

Criado por: Kris Mrksa
Com: Lydia Wilson; James Frecheville; Joel Fry; Tara Fitzgerald; Richard Harrington
Gênero: Suspense; Terror
Duração: 6 episódios – 58 minutos

No ano de 1994, nas proximidades de uma pequena cidade do interior da Inglaterra, uma garotinha desaparece sem deixar vestígios e, embora a força policial venha a realizar diversas investigações, o caso nunca é solucionado. Vinte três anos depois, deixando para trás as mais belas paisagens da pequena cidade, nos encontramos em Londres, acompanhando os passos da promissora violoncelista Matilda Gray. Prestes a dar início às apresentações que podem modificar os rumos de sua carreira, a jovem depare-se com o comportamento confuso e instável da mãe que, momentos depois, irá tirar a vida diante da própria filha.

Forçada a lidar com o choque, luto e solidão, Matilda segue para a casa da mãe. Lá ela encontra uma caixa repleta de recortes de jornal e fotografias antigas, vindo a descobrir o antigo e misterioso desaparecimento da garotinha e, muito mais do que questionar o possível estado mental e psicológico da mãe, a jovem reflete sobre o possível papel desempenhado pela mãe em meio aos eventos do passado. Deixando toda sua agenda de lado ela irá seguir para a pequena cidade onde, em meio a habitantes hostis e comentários confusos, irá deparar-se com algo mais sombrio do que o possível sequestro de uma garotinha.

O Estranho Mundo de Jack | Crítica

The Nightmare Before Christmas

Lançamento: 24 de dezembro de 1993
Com as vozes de: Chris Sarandon; Catherine O'Hara; William Hickey; Ken Page
Gênero: Animação; Fantasia

Lembro como se fosse ontem da noite em que, passando pelos pouquíssimos canais existentes na televisão de minha avó, me deparei com uma animação totalmente diferente de tudo aquilo que minha breve existência possuía conhecimento, ou poderia vir a compreender. Aquele filme que só viria a finalizar e aprender a amar anos no futuro, com todas as suas figuras sombrias, músicas curiosas e esqueletos falantes, deixou uma marca em minha mente, abrindo as portas para um mundo onde o assombro não precisa representar sentir medo, onde figuras sombrias recebem a oportunidade de contar sua história, onde seres diferentes tornam-se queridos e o estranho pode ser adorável.

Muito provavelmente você já ouviu falar, caso não seja uma daquelas pessoas que conhecem todos os detalhes da história, de um curioso e carismático esqueleto que, após deparar-se com um mundo completamente novo repleto de magia, cores, luzes e presentes, decide abandonar as festividades do Halloween e transformar o Natal em sua marca registrada.

Talvez você conheça os eventos que sucederam o encontro entre Jack e nosso querido Papai Noel, o caos que assolou a Terra do Natal quando seu mentor desaparece repentinamente, o assombro de crianças ao descobrir que seus presentes continham nada mais nada menos do que seus maiores pesadelos, ou mesmo, aquele admirável esqueleto que, à sua própria maneira, decide realizar uma tarefa única que, com boas intenções, acaba por transformar-se na pior noite na vida de muitas crianças.

O Preço do Amanhã – Crítica

In Time

Lançamento: 4 de novembro de 2011
Com: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Olivia Wilde e Vincent Kartheiser
Gênero: Ficção Científica, Ação

Faz um tempinho que queria trazer esta crítica ao blog, mas não somente por ser uma "crítica" sobre o filme, mas principalmente pela trama relativamente simples que representa. Basicamente, entre as camadas de o O Preço do Amanhã, falaremos sobre a morte, sobre quem merece morrer e porque a imortalidade é algo tão distante para nós, mesmo num realidade da ficção científica. 

O Preço do Amanhã é escrito e dirigido pelo renomado Andrew Niccol, idealizador de longas metragens originais do gênero de ficção científica como Gattaca (1997) e S1mOne (2002). O neozelandês também escreveu o filme de sucesso O Show de Truman e dirigiu O Terminal e O Senhor das Armas.

Na trama estrelada por Justin Timberlake (A Rede Social) e Amanda Seyfried (Mamma Mia!), todos deixam de envelhecer aos 25 anos. Passada essa idade, ficam com a mesma aparência. Definido em um futuro distante no qual os cenários e figurinos são relativamente contemporâneos, o filme se passa em uma cidade fictícia que se assemelha a Los Angeles (local onde foi filmado).

O eixo do roteiro do filme é arquitetado de maneira que o tempo é a moeda universal e substitui o dinheiro tradicional. A partir disso, toda trama se desenvolve e várias questões sociais e até mesmo filosóficas são apresentadas no enredo. Quando os 25 anos são completados, um relógio digital — presente no antebraço de todos os cidadãos — começa a correr e isso torna o futuro de cada pessoa dependente de sua determinada classe social: os mais ricos vivem quase eternamente o os mais humildes precisam batalhar para prolongarem seus respectivos futuros.

Homem-Formiga e a Vespa | Crítica

Ant-Man and the Wasp

Lançamento: 5 de julho de 2018
Com: Paul Rudd; Evangeline Lilly; Michael Peña; Hannah John-Kamen; Michelle Pfeiffer; Michael Douglas
Gênero: Ação; Aventura; Ficção científica

No ano de 2015, quando o filme solo do Homem-Formiga foi lançado pela Marvel Studios, percebi, não sem apresentar um pouco de receio ao afirmar estes pensamentos para qualquer pessoa que pedisse minha opinião, que o herói interpretado por Paul Rudd se destacava como uma aposta para arrebatar um público um pouco mais jovem que, por meio de aventuras adoráveis e desafios controlados, se deixaria encantar por um filme feito sob medida, que possibilitaria sua inserção em meio a este fantástico universo de super-heróis. 

Com o lançamento de Homem-Formiga e a Vespa, todos os pensamentos e conclusões que tirei do primeiro filme voltaram à tona e me vejo mais segura ao afirmar que, embora espectadores mais maduros possam aproveitar esse filme gracioso da mesma maneira, o pequeno grande herói da Marvel possuí em suas mãos a chance de direcionar novos e pequenos espectadores para o mundo dos superpoderes.

Neste filme iremos encontrar um Scott Lang limitado pelas regras da prisão domiciliar. Ao mesmo tempo em que oferece o seu melhor para manter a bela relação que possui com a filha, também direciona esforços para a construção de uma empresa de segurança e, para a infelicidade dos fãs, demonstra-se completamente distante do traje de Homem-Formiga. Enquanto Scott enfrenta as consequências de seus atos, Hope Van Dyne e Hank Pym encontram-se cada vez mais próximos da concretização de seus objetivos ao negociar os últimos elementos para a construção de um túnel quântico.

Seven Seconds | Crítica

Criado por: Veena Sud
Com: Clare-Hope Ashitey; Michael Mosley; David Lyons; Russell Hornsby; Beau Knapp; Regina King
Gênero: Drama; Policial
Duração: 10 episódios – 60 minutos

Cidade de Jersey, dias atuais, um policial recém transferido atravessa um parque deserto, coberto pela pacífica neve branca, seguindo o caminho mais rápido para o hospital onde sua mulher grávida realiza exames. A alta velocidade e falta de atenção impedem que este oficial da lei perceba a presença de um garoto negro, andando de bicicleta, que segue pelo mesmo caminho, resultando assim em seu atropelamento.

Ao contrário do que se espera de qualquer ser humano decente, o jovem policial realiza uma ligação para seus novos colegas, oficiais que, como ele, deveriam prezar pela segurança e bem-estar dos cidadãos da cidade. O grupo decide ocultar o evento, fazer desaparecer as provas do atropelamento, ignorando a essência da vida que aos poucos desprendia-se do corpo do inocente garoto largado em uma vala, no meio do frio e neve.

Durante o período da noite, após o desespero ter invadido a residência e corações dos pais, amigos e conhecidos do garoto, descobre-se seu corpo no local onde fora abandonado, dando início a uma investigação que, para além de abranger a corrupção de membros da polícia, levanta questões de preconceito e perseguição da população negra de um país que ainda está aprendendo a ser humano.

Deadpool 2 - Crítica

Deadpool 2

Lançamento: 17 de maio de 2018
Com: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Zazie Beetz
Gênero: Ação, Comédia, Aventura

Segundo o próprio Deadpool, este é um filme de família, mesmo classificado para maiores de 18 anos. O filme chega hoje nos cinemas (17/05) de todos o Brasil. A cota de ironia, referências a cultura pop, piadas e a querida quebra da quarta parede permanecem e expandem a fórmula inigualável de Deadpool, algo que, provavelmente, só funcionará, tão bem com este personagem e com Ryan Reynolds como interprete.

O filme inicia com muita ação, deboche e, claro, violência. Mesmo assim, há espaço para facetas mais sensíveis do personagem equilibrado por seu tom cômico constante. Wade Wilson agora lida melhor com sua nova aparência e começa a pensar em construir uma família com Vanessa (a brasileira, Morena Baccarin) porém, seus planos mudam drasticamente quando Cable (Josh Brolin), um super soldado, volta do futuro para dar fim a uma grande ameaça, o garoto mutante Russel (Julian Dennison), que tem um poder destruidor e quase incontrolável. Juntos, Cable e Russel entram na vida de Deadpool, que pela primeira vez, irá enfrentar dilemas que o colocarão a prova, mas sem nunca perder a personalidade do personagem.

Este é um filme debochado, onde ninguém sai ileso, nem mesmo o universo X-Men, do qual Deadpool faz parte, nem mesmo os outros filmes da Marvel, da Fox - tem melhor frase para definir seu estúdio do que a "do mesmo estúdio que matou o Wolverine"? - ou até da sombria DC. Nada sai ileso pela boca do personagem, nem mesmo as interpretações do próprio ator.


Vingadores: Guerra Infinita | Crítica

Avengers: Infinity War

Lançamento: 26 de abril de 2018
Com: Robert Downey Jr; Chris Hemsworth; Mark Ruffalo; Chris Evans; Scarlett Johansson
Gênero: Ação; Aventura; Fantasia

Há dez anos acompanhamos os desafios, dores, conquistas, aventuras e amadurecimento de heróis cujos poderes são tão únicos e peculiares quanto o próprio universo. Ao longo de uma década a Marvel Studios surpreendeu e conquistou uma legião de fãs que, em sua diversidade, ressalta o poder de uma história de super-herói. Após compreendermos as características e personalidades de cada personagem, conectarmos suas histórias, permitindo a interação e interferência no destino um do outro, finalmente atingimos o clímax, o momento em que Thanos, talvez o maior vilão do universo Marvel, finaliza sua busca pelas gemas do infinito.

Embora interligue de maneira flexível e habilidosa a trajetória de uma quantidade considerável de personagens, a maior constante, o ponto central de Vingadores: Guerra Infinita encontra-se na figura de Thanos, o grande titã. O passado do vilão vem à tona em diversos momentos do longa, sua relação conflituosa com a filha Gamora é explorada de forma tocante, as escolhas e motivações do personagem destacam a inegável dualidade, ou talvez irracionalidade racional, de suas ações, tencionando a justificar sua busca e desejo pela reunião e posse de todas as gemas do infinito.

Thanos, e aqui me aproprio e amplio as palavras da criadora do Estante Diagonal, não se trata de outro vilão, de um desafio a ser enfrentado pelos heróis que salvam o dia, mas é, definitivamente, um personagem cuja profundidade e características o transformam em figura de destaque para todos os eventos que irão se desenrolar a partir deste filme. Este filme é dele e sobre ele.


Aniquilação - Crítica

Annihilation

Lançamento: 12 de março de 2018
Com: Natalie Portman; Oscar Isaac; Jennifer Jason Leigh; Gina Rodriguez; Tessa Thompson
Gênero: Ficção Científica, Drama

Por conta de divergências internas, além de um período difícil para filmes “cult”, de “difícil” compreensão cuja característica principal baseia-se em se tratarem de obras fortemente interpretativas, produzidos pela Paramount ao longo de 2017 – dentre eles podemos citar o maravilhoso Mother – Aniquilação somente estreia nas salas de cinema dos Estados Unidos, Canadá e China, sendo distribuído para o resto do mundo através de nossa querida Netflix. Mas, antes de seguir para os comentários dessa crítica, gostaria de ressaltar que, embora vendido para o serviço de streaming, este não é mais um filme "original" Netflix.

A adaptação do primeiro livro pertencente a trilogia Comando Sul, criada por Jeff VanderMeer, trata-se de uma ficção científica intrincada, cuja narrativa transporta o espectador por meio de dúvidas, incertezas e a necessidade constante de interpretação das imagens, discursos e símbolos que lhe são apresentados.

Sendo exatamente este tipo de filme, não é de surpreender que tenha me chamado a atenção e, embora ainda não tenha efetivado a leitura de cada um dos livros, confesso que toda a experiência com a adaptação serviu como incentivo para conhecer todo o universo criado por VanderMeer em sua famosa trilogia.


Com Amor, Simon - Crítica

Love, simon

Lançamento: 05 de abril de 2017
Com: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorg Lendeborg Jr.
Gênero: Drama, Comédia, Romance Adolescente

Com Amor, Simon é a adaptação da obra Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, escrita pela autora Beck Albertalli e lançada pela Intrínseca em 2016 aqui no Brasil.

Simon Spier (Nick Robinson) tem uma vida normal, uma família amorosa, um grupo de amigos queridos e a sua história se passa em uma típica escola de ensino médio. Sua vida é ótima, mas ele guarda um grande segredo. Ele é gay. Uma postagem assinada por alguém chamado Blue, muda toda a perspectiva de Simon em relação a sua vida e ambos começam a trocar mensagens sobre as dificuldades que precisam enfrentar para se assumirem. Esta troca de mensagens acaba caindo nas mãos de um chantagista que ameaça revelar seu grande segredo para todos e Simon não está nem um pouco preparado para isso.

O roteiro é assinado por Elizabeth Berger e Isaac Aptaker, discorre a partir das duas maiores questões que soldam Simon, revelar a sua família e amigos que é gay e descobrir, finalmente, quem é Blue, com quem ele compartilha este segredo. Esta é uma aventura divertida e completamente aterrorizante para um adolescente de dezessete anos, uma mudança definitiva e sem volta, mas que proporcionara diversos tipos de ensinamentos. 

O ponto alto do longa é que tudo é tratado com muita naturalidade, até proporcionando diversão a uma questão bastante interessante no filme. O porquê de os gays precisarem realmente se assumirem, quando eles simplesmente são? A cena em questão rende um dos momentos mais hilários e sem dúvidas deve proporcionar muitas risadas. Com esta sutileza e com este bom humor, questões que sabemos ser mais delicadas em nossa sociedade, muito assombrada - ainda - pelos ensinamentos conservadores, são exploradas, revelando a jornada do personagem para suas descobertas e mudanças, estas que todos nós precisamos enfrentar para o amadurecimento.


Jogador Nº1 - Crítica

Ready Player One

Lançamento: 29 de março de 2017
Com:  Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe 
Gênero: Ação, Ficção Científica

Jogador Nº1 é a adaptação do livro homônimo do autor Ernest Cline, dirigido por Steven Spielberg. Comprados os direitos antes mesmo do lançamento do livro nos Estados Unidos, o longa chega aos cinemas neste ano, com o roteiro de Zak Penn e do próprio Cline. 

O ano é 2045 e a realidade que conhecemos hoje já não é mais a mesma. A destruição e a pobreza modificaram a humanidade e agora todos preferem viver numa realidade virtual chamada OASIS. Um jogo onde a fonte de conhecimento é ilimitada, é possível trabalhar, interagir, estudar e até mesmo se divertir sem precisar sair de casa. Após a morte do criador James Halliday (Mark Rylance), que deixou para trás vários easter-eggs, chaves de um grande quebra-cabeças para quem puder herdar sua herança e consequentemente toda a OASIS, Wade Watts (Tye Sheridan) passou a dedicar seu tempo em busca de pistas, a chance que precisa para mudar de vida, encarar a realidade e também encontrar o amor. 

Todas as pistas deixadas por Halliday são baseadas na cultura popular dos anos 80. Sendo assim, Jogador Nº1 é um conjunto de referências nostálgicas de diversos clássicos da época. No universo da Oasis tudo é possível, cada um pode ser quem quiser e como quiser, é um MMORPG capaz de conectar tudo a todos. Ao longo do filme, foram incontáveis as vezes que me vi surpresa por cada personagem, detalhe, nota sonora ou até mesmo pedaços de elementos já tão bem conhecidos que consegui visualizar ao longo das cenas. Steven Spielberg também não deixou de incluir elementos atuais, adequando o roteiro para a identificação dos jovens de hoje. Um destes novos elementos que mais me chamou a atenção na tela, foi a aparição de Tracer, personagem do jogo Overwatch da Blizzard.


Alias Grace | Crítica

Criado por:
Com: Sarah Gadon; Edward Holcroft; Rebecca Liddiard; Zachary Levi; Anna Paquin
Gênero: Drama; Suspense
Duração: 6 episódios – 45 minutos

The Handmaid’s Tale, série baseada em O Conto da Aia, obra literária de maior sucesso da autora canadense Margaret Atwood, transformou-se em fenômeno da crítica, conquistando diversos prêmios por onde passou, além do coração de espectadores espalhados pelos mais diversos pontos do globo. Devido a popularidade do seriado produzido pela Hulu, a Netflix, demonstra cada vez mais possuir um tino especial para perceber as tendências de mercado, ocupou-se em dar vida a mais uma história da autora, nos presenteando com a forte e delicada mini série Alias Grace.

Composta por apenas 6 episódios de aproximadamente 45 minutos, a mini série esconde dentro de sua premissa simples uma profundidade belamente costurada entre os eventos de uma narrativa que, com seus recortes temporais, retomada de situações passadas e segredos escondidos, pretende, para além de indagar o espectador acerca da inocência da bela e quieta protagonista, destacar a trajetória de uma mulher que, assim como tantas em situações semelhantes e adversas, sofreram a crueldade e tristeza de um mundo que fechava os olhos para sua existência como indivíduos.

Tomb Raider | A Origem - Crítica

Tomb Raider

Lançamento: 15 de março de 2018
Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins, Kristin Scott Thomas
Gênero: Aventura, Ação

Lara Croft já é uma velha conhecida para os consumidores de games em todo o mundo. Desde 1996, data de lançamento do primeiro jogo, Tomb Raider se transformou em um ícone da indústria por sua jogabilidade e por apresentar uma protagonista feminina, que mesmo na baixa qualidade de vídeo da época, já demonstrava características estereotipadas em cima de uma personagem mulher.

O formato seguiu-se assim até no lançamento da sua primeira adaptação para os cinemas, estrelado por nada mais do que Angelina Jolie, a personificação da personagem. Jolie apresentou tudo que esperávamos da personagem, atitude, atributos físicos e a personalidade da heroína, trabalho reconhecido em sua sequência, Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida. Não foi à toa que se transformou na maior bilheteria inspirada em um game. 

Esta imagem de Lara Croft começou a dar os primeiros passos para a mudança em 2013, quando o game intitulado, apenas com Tom Raider fora lançado, definido para não fornecer qualquer ligação com os jogos anteriores, inclusive, apresentando uma Lara Croft mais humana em relação a suas atitudes e fisicalidade. É baseada nesta personagem e no enredo deste jogo que Alicia Vikander dá vida a Lara Croft em Tomb Raider - A Origem. 

Me Chame Pelo Seu Nome - Crítica

Call Me By Your Name

Lançamento: 18 de janeiro de 2018
Com: Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg
Gênero: Romance; Drama

Me Chame Pelo Seu Nome é a adaptação do livro homônimo escrito pelo autor André Aciman, lançado no Brasil pela Intrínseca.

Elio (Timothée Chalamet) está passando as férias na casa de veraneio da família, no interior da Itália. A tranquilidade rotineira logo muda quando seu pai, interpretado por Michael Stuhlbarg, um especialista na cultura greco-romana, recebe a visita do acadêmico Oliver (Armie Hammer) e não demora muito para que ele e Elio acabem se aproximando.

Essencialmente, o enredo falará sobre o amadurecimento. Elio está descobrindo e explorando novas experiências. Também trata da relação entre os dois personagens e a intimidade criada por ambos. Aqui temos um romance que mescla momento de descobrimento, sensíveis, complicados e extremamente devastadores também. É uma trama muito intensa, que percorre extremos, mas que seduz o público disposto a acompanhar esta história.

O Destino de Uma Nação - Crítica

Darkest Hour

Lançamento: 11 de janeiro de 2018
Com: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelshon.
Gênero: Histórico, Drama

Quem já leu algumas resenhas minhas aqui no ED, sabem que eu tenho dois grandes amores: Stephen King e filmes e livros que se passam dentro da Segunda Guerra Mundial. Quando estávamos dividindo os filmes para a semana do Oscar, logo pedi para fazer a crítica de O Destino de Uma Nação por ser deste assunto que tanto me fascina, mas também, pelo ator principal ser ninguém menos que Gary Oldman, um ator extremamente talentoso e versátil, além de ser um dos meus favoritos.

A trama de O Destino de Uma Nação gira em torno do Reino Unido em meados de maio de 1940. Situado exatamente na metade da II Guerra, foi um período extremamente difícil, em que a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini quase venceram a guerra. Enquanto os nazis aumentavam cada vez mais o seu território – derrotaram a Bélgica, Holanda e com a França prestes a se render – o Reino Unido atravessa uma crise política. O atual Primeiro Ministro, Neville Chamberlain (Ronald Pickup) foi pressionado a renunciar e ele e o Rei George IV (Ben Mendelsohn) chegam a conclusão que apenas um político pode assumir o cargo, uma vez que é o único que tem o mínimo de aprovação da oposição: Winston Churchill (Gary Oldman). E são justamente nesses dias iniciais de Churchill no cargo de Primeiro Ministro que se passam o filme.

Antes de assumir o cargo, já temos um vislumbre do que é a personalidade de Churchill, viciado em excessos, cigarros e bebidas, mostra-se antipático e impaciente – fato que comprova-se pela maneira como trata a sua mais nova datilógrafa Elizabeth Layton (Lily James). A moça chega a pensar em desistir do cargo, mas retorna, e acaba tornando-se bastante próxima do primeiro ministro.

Trama Fantasma - Crítica

Phantom Thread

Lançamento: 22 de fevereiro de 2018
Com: Vicky Krieps; Daniel Day-Lewis; Lesley Manville
Gênero: Romance; Drama

Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) é um renomado estilista da encantadora Londres dos anos 50. Suas clientes pertencem a famílias abastadas; suas criações transmitem beleza, segurança e luxo para as mulheres poderosas ou inseguras que as usam; sua residência é espaçosa e requintada; suas costureiras são fiéis e, essa personalidade fictícia conta ainda com a presença da irmã Cyril (Lesley Manville), a mente aguçada por trás de toda a organização, manejo, contatos e sucesso do irmão.

O gênio criativo do estilista é inegável, suas criações conquistam o imaginário das mulheres, porém, sua solteirice incurável e relações conturbadas estão em constante atrito com seu processo criativo. Após descartar – pelos mesmos motivos mesquinhos e ordinários de sempre – a mais recente amante, Woodcock retira-se para os domínios de sua casa de campo, os ares calmos e puros do interior da Inglaterra, a paisagem natural capaz de acalmar sua mente. 

Uma vez presente nos domínios do campo, o estilista de meia idade encontra na garçonete Alma (Vicky Krieps), sua nova musa, inspiração, modelo ideal e amante, dando início a uma relação entre uma jovem moça e um estilista de personalidade peculiar. Partindo deste contexto, a princípio simples, inicia-se a trama mais adorável, repleta de caos e atrito, que poderíamos receber em uma narrativa do gênero.

Dunkirk - Crítica

Dunkirk

Lançamento: 27 de julho de 2017
Com: Fionn Whitehead, Tom Hardy, Mark Rylane, Harry Styles
Gênero: Guerra, Histórico, Drama

Dirigido por Christopher Nolan, diretor muito conhecido por Batman Begins, Dunkirk é um filme que divide opiniões. Eu particularmente gosto de filmes com temática da Segunda Guerra Mundial e achei incrível o resultado.

Em Dunkirk conheceremos a operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, onde soldados aliados, durante o início da Segunda Guerra, são sitiados pelo exército alemão. A tarefa é resgatar estes soldados ao longo de uma violenta batalha. A partir daí temos três perspectivas diferentes para acompanhar - um roteiro tríptico.

No litoral de Dunkirk - Dunquerque em português -, na França, acompanhamos o soldado britânico Tommy (Fionn Whitehead) tentando embarcar de volta para casa entre 400 mil soldados que tinham a esperança de fugir vivos dos ataques dos alemães. Pelo "ar", os pilotos, entre eles Farrier (Tom Hardy) dão apoio aéreo aos soldados que estão na praia e eles precisam lidar tanto com os ataques do inimigo, tanto com a quantidade de combustível. A terceira perspectiva se dá através do mar, único modo de evacuar todos esses soldados, de onde vinham barcos particulares requisitados pela Marinha Real para ajudar na evacuação. Nisso acompanhamos Sr. Dawson (Mark Rylane), seu filho mais novo e o amigo do menino, que utiliza do seu pequeno barco de passeio para ir ajudar no resgate dos soldados.