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Com Amor, Simon - Crítica

Love, simon

Lançamento: 05 de abril de 2017
Com: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorg Lendeborg Jr.
Gênero: Drama, Comédia, Romance Adolescente

Com Amor, Simon é a adaptação da obra Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, escrita pela autora Beck Albertalli e lançada pela Intrínseca em 2016 aqui no Brasil.

Simon Spier (Nick Robinson) tem uma vida normal, uma família amorosa, um grupo de amigos queridos e a sua história se passa em uma típica escola de ensino médio. Sua vida é ótima, mas ele guarda um grande segredo. Ele é gay. Uma postagem assinada por alguém chamado Blue, muda toda a perspectiva de Simon em relação a sua vida e ambos começam a trocar mensagens sobre as dificuldades que precisam enfrentar para se assumirem. Esta troca de mensagens acaba caindo nas mãos de um chantagista que ameaça revelar seu grande segredo para todos e Simon não está nem um pouco preparado para isso.

O roteiro é assinado por Elizabeth Berger e Isaac Aptaker, discorre a partir das duas maiores questões que soldam Simon, revelar a sua família e amigos que é gay e descobrir, finalmente, quem é Blue, com quem ele compartilha este segredo. Esta é uma aventura divertida e completamente aterrorizante para um adolescente de dezessete anos, uma mudança definitiva e sem volta, mas que proporcionara diversos tipos de ensinamentos. 

O ponto alto do longa é que tudo é tratado com muita naturalidade, até proporcionando diversão a uma questão bastante interessante no filme. O porquê de os gays precisarem realmente se assumirem, quando eles simplesmente são? A cena em questão rende um dos momentos mais hilários e sem dúvidas deve proporcionar muitas risadas. Com esta sutileza e com este bom humor, questões que sabemos ser mais delicadas em nossa sociedade, muito assombrada - ainda - pelos ensinamentos conservadores, são exploradas, revelando a jornada do personagem para suas descobertas e mudanças, estas que todos nós precisamos enfrentar para o amadurecimento.


Jogador Nº1 - Crítica

Ready Player One

Lançamento: 29 de março de 2017
Com:  Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe 
Gênero: Ação, Ficção Científica

Jogador Nº1 é a adaptação do livro homônimo do autor Ernest Cline, dirigido por Steven Spielberg. Comprados os direitos antes mesmo do lançamento do livro nos Estados Unidos, o longa chega aos cinemas neste ano, com o roteiro de Zak Penn e do próprio Cline. 

O ano é 2045 e a realidade que conhecemos hoje já não é mais a mesma. A destruição e a pobreza modificaram a humanidade e agora todos preferem viver numa realidade virtual chamada OASIS. Um jogo onde a fonte de conhecimento é ilimitada, é possível trabalhar, interagir, estudar e até mesmo se divertir sem precisar sair de casa. Após a morte do criador James Halliday (Mark Rylance), que deixou para trás vários easter-eggs, chaves de um grande quebra-cabeças para quem puder herdar sua herança e consequentemente toda a OASIS, Wade Watts (Tye Sheridan) passou a dedicar seu tempo em busca de pistas, a chance que precisa para mudar de vida, encarar a realidade e também encontrar o amor. 

Todas as pistas deixadas por Halliday são baseadas na cultura popular dos anos 80. Sendo assim, Jogador Nº1 é um conjunto de referências nostálgicas de diversos clássicos da época. No universo da Oasis tudo é possível, cada um pode ser quem quiser e como quiser, é um MMORPG capaz de conectar tudo a todos. Ao longo do filme, foram incontáveis as vezes que me vi surpresa por cada personagem, detalhe, nota sonora ou até mesmo pedaços de elementos já tão bem conhecidos que consegui visualizar ao longo das cenas. Steven Spielberg também não deixou de incluir elementos atuais, adequando o roteiro para a identificação dos jovens de hoje. Um destes novos elementos que mais me chamou a atenção na tela, foi a aparição de Tracer, personagem do jogo Overwatch da Blizzard.


Tomb Raider | A Origem - Crítica

Tomb Raider

Lançamento: 15 de março de 2018
Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins, Kristin Scott Thomas
Gênero: Aventura, Ação

Lara Croft já é uma velha conhecida para os consumidores de games em todo o mundo. Desde 1996, data de lançamento do primeiro jogo, Tomb Raider se transformou em um ícone da indústria por sua jogabilidade e por apresentar uma protagonista feminina, que mesmo na baixa qualidade de vídeo da época, já demonstrava características estereotipadas em cima de uma personagem mulher.

O formato seguiu-se assim até no lançamento da sua primeira adaptação para os cinemas, estrelado por nada mais do que Angelina Jolie, a personificação da personagem. Jolie apresentou tudo que esperávamos da personagem, atitude, atributos físicos e a personalidade da heroína, trabalho reconhecido em sua sequência, Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida. Não foi à toa que se transformou na maior bilheteria inspirada em um game. 

Esta imagem de Lara Croft começou a dar os primeiros passos para a mudança em 2013, quando o game intitulado, apenas com Tom Raider fora lançado, definido para não fornecer qualquer ligação com os jogos anteriores, inclusive, apresentando uma Lara Croft mais humana em relação a suas atitudes e fisicalidade. É baseada nesta personagem e no enredo deste jogo que Alicia Vikander dá vida a Lara Croft em Tomb Raider - A Origem. 

Operação Red Sparrow - Crítica

Red Sparrow

Lançamento: 1 de março de 2018
Com: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons
Gênero: Suspense, Espionagem

Depois de ter sua carreira como bailarina destruída e sem renda para os cuidados especiais da mãe, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence acaba cedendo à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto russo, para virar uma Sparrow. Uma agente treinada para usar a sedução na espionagem e seu corpo como uma arma.

A partir daí iremos acompanhar o treinamento de Dominika até sua primeira e derradeira missão, e, não há fração para falhar neste caso. Dominika precisa de aproximar de Nathaniel Nash (Joel Edgerton), o único agente da CIA que possui o nome de um dos maiores agentes duplos infiltrado na SVR.  Porém, o casal  pode estar se envolvendo afetivamente, o que pode colocar a vida de ambos em risco.

Novamente ao lado de Jennifer Lawrence, o diretor Francis Lawrence dá vida a adaptação do livro, Roleta Russa de Jason Matthews, originalmente lançado em 2014 pela editora Arqueiro. Ele imprime sua marca em diversas cenas durante o longa, muitas de forma semelhante ao que vi na série The Hungers Games. O porém é que o tom de Operação Red Sparrow é outro, regado de violência e ação do segundo ato para o fim, o filme conseguiu me fisgar desde o princípio, mesmo quando apresentou certas falhas.

A Forma da Água - Crítica

The Shape of Water

Lançamento: 1 de fevereiro de 2018
Com: Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg
Gênero: Drama, Romance, Fantasia

Tudo começou com a história de uma pequena princesa perdida no mundo real, uma história capaz de demonstrar um mundo sombrio em que soldados marcham para guerras sanguinárias, mães se casam com homens perversos, seres bizarros existem em nossas mentes e em nossos mundos e, em meio ao caos, um adorável Fauno pretende auxiliar a pequena princesa em sua jornada de volta para casa. 

O Labirinto do Fauno, muito mais do que um grande amor, trata-se do filme responsável pela admiração que tenho para com a mente criativa de Guillermo del Toro. Como muitos antes de mim, encontrei nas criações de Guillermo del Toro toda a fantasia, obscuridade, amor e tristeza que meu coração deseja quando busca uma narrativa única, aquele tipo de história capaz de tocar a alma com suas mensagens e reflexões imersas em todo o encantamento que poucas mentes são capazes de criar. 

Eu tive a oportunidade de observar os acertos desse querido diretor e criador de histórias, vi quando se arriscou nos mais diversos projetos, quando perdeu a mão e os detalhes característicos que tanto amo em projetos que talvez não fossem a melhor opção para seu olhar aguçado, mas em A Forma da Água, percebi que aquela alma e mente criativa ainda existem e são capazes de criar a mais bela história sobre o amor e o ser humano, com o típico toque sombrio e fantástico que tanto adoro nos trabalhos do diretor.

A Múmia - Crítica

The Mummy

Lançamento: 08 de junho de 2017
Com: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis
Gênero: Fantasia, Aventura, Terror

A Múmia, da nova franquia Dark Universe, vem com uma proposta um tanto diferente do antigo filme de aventura/comédia de mesmo título (A Múmia, com Brendan Fraser, de 1999). A Dark Universe será dedicada a recriar os monstros clássicos da Universal Studios e a A Múmia é a primeira adaptação que estreia. Neste novo cenário, o longa remeterá a muita ação, terror, drama e um pouco de comédia, e toda essa mistura, infelizmente, não foi benéfica ao filme.

Há séculos atrás, na antiga Mesopotâmia, Ahmanet recebe um grande poder. Para que possam governar juntos, ela está decidida a invocar Set, o Deus da Morte, nem que para isso precise assassinar seu pai e irmão em um ritual. Ahmanet é perseguida e aprisionada prestes a concluir seu plano. Condenada a mumificação, ela recebe o pior dos castigos, tranca-la numa tumba e aprisiona-la para sempre é o único modo de anular seu poder. Nos dias atuais, os caçadores de recompensas Nick e Chris e a pesquisadora Jenny, investigam um estranho artefato e assim o grupo acaba despertando Ahmanet, ela encontra em Nick a chance de reinar novamente.


A Cura - Crítica

The Cure for Wellness

Lançamento: 16 de fevereiro de 2017
Com: Mia Goth, Dane Dehaan e Jason Isaacs
Gênero: Terror Psicológico

Depois do grande sucesso do começo dos anos 2000, "O Chamado", Gore Verbinski volta com um novo filme de terror psicológico: "A Cura". Mais uma vez envolvendo água e poços, o diretor tenta inovar ambientando a história em uma espécie de sanatório de luxo.

Lockhart (Dane DeHaan) é o personagem principal e o estereótipo de Wall Street. Um jovem esgotado por sua própria ambição que trabalha para uma grande empresa de negócios em Nova York. Ele é incumbido da tarefa de ir atrás do diretor da empresa (CEO) que está em um retiro terapêutico em um spa nos alpes suíços. A volta dele para Nova York é primordial para a empresa. Lockhart se vê encurralado por seus superiores a completar essa tarefa com sucesso. Ainda focado no trabalho, ele parte para Suíça tendo em mente que tudo isso seria muito fácil.

Aos poucos mudamos do cenário moderno para entrar em um vilarejo com construções antigas, muito verde e um castelo no topo de uma colina. Entre a estação de trem e o castelo, Lockhart não demonstra nenhum interesse na conversa fiada do motorista até o seu notebook parar de funcionar. O motorista revela que a cidade é cheia de histórias, que o local onde atualmente funciona o spa, já tinha sido de um barão há 200 anos e que os aldeões incendiaram em retaliação.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar - Crítica

John Wick - Chapter Two

Lançamento: 16 de fevereiro de 2017
Com: Keanu Reeves, Common, Laurence Fishburne, Ricardo Scamarcio
Gênero: Ação

Tiros, lutas corpo a corpo, muita ação e nomes de peso. John Wick: Um Novo Dia Para Matar, traz tudo isso para as telas. A sequência do filme de 2014, inicia exatamente onde o primeiro parou.

O filme traz Keanu Reeves mais uma vez no papel do personagem que dá nome ao filme, John Wick, um assassino tentando se aposentar, mas com dificuldades para sair desta vida, já que sempre parece ter algo que o puxa de volta para a matança. Desta vez, John Wick precisa saldar sua dívida com Santino D'Antonio (Ricardo Scamarcio) para enfim, ter sua liberdade de volta, porém, sua nova missão em Roma, para acabar com uma organização internacional secreta, se revela uma verdadeira armadilha e agora sua cabeça foi colocada a prêmio.

Além de Keanu, temos artistas que já contracenaram com ele em outros filmes, como Lawrence Fishburne (Morpheus em Matrix) e Peter Stormare (Lúcifer em Constantine). Outros atores consagrados como Ian McShane, o já citado Riccardo Scamarcio, Bridget Moynahan e John Leguizamo também colaboram com o longa juntamente com outros rostos conhecidos. O casting para o filme realmente ficou ótimo e é um dos pontos fortes.

Cinquenta Tons Mais Escuros - Crítica

Fifty Shades Darker

Lançamento: 9 de fevereiro de 2017
Com: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Bella Heathcote, Kim Basinger
Gênero: Romance, Drama, Erótico

E L James com apenas uma trilogia publicada se tornou uma das autoras mais rentáveis da atualidade. O estouro que foi a trilogia original, o sucesso que foi o primeiro filme e agora, a publicação da mesma história através da perspectiva de Grey, fazem com que a autora não largue a fórmula do sucesso. Mas será que o segundo filme da trilogia vai corresponder a todas as expectativas?

Desde o início, a polêmica de toda a franquia se estendeu quando a autora não deixou claro para seu público se o comportamento de Christian tem ou não a ver com uma preferência sexual. E esta questão pode resultar em enumeras discussões que vão desde a romantização de um relacionamento abusivo a forma errônea que a autora vem tratando o sadomasoquismo. Porém, este não é o ponto aqui, eu irei discutir o filme como a ficção que é, sem nenhum tipo de problematização.

Neste filme percebemos que Grey está muito mais inclinado a uma condição psicológica do que a de um adepto experiente do BDSM. Esta foi minha impressão, tanto no livro quanto no filme. Proposital ou não, E L James usou da polêmica e da crítica como uma forma de marketing que ajudou a alavancar ainda mais sua história. Agora, vamos ao filme.

Conforme os últimos acontecimentos de Cinquenta Tons de Cinza (crítica aqui), Anastacia Steele (Dakota Johnson) não compreende as necessidades de Christian Grey (Jamie Dornan) e decide dar um basta no relacionamento e focar em sua carreira profissional. Iniciaremos este filme com um Christian consternado com a situação, visivelmente abatido e sofrendo as consequências do término. Ele está disposto a tudo para tê-la de volta, inclusive se submeter a um relacionamento baunilha, como ele mesmo denomina. Porém as coisas não são bem assim, Christian, apesar de suas promessas, continua possessivo e controlador, principalmente tratando-se de Jack Hyde (Eric Johnson), atual chefe de Ana.


Armas na Mesa - Crítica

Miss Sloane

Lançamento: 2 de fevereiro de 2017
Com: Jessica Chastain, Mark Strong, John Lithgow
Gênero: Drama

Quão longe você iria para vencer no seu trabalho? Ética, honestidade, altruísmo, fariam você repensar suas ações?

Armas na Mesa trata de diversas questões, dentre elas, as apontadas acima. O foco do filme é sobre a influência que os lobistas têm sob os políticos e até onde eles vão para levar seus ideais ou campanhas até a vitória em uma votação. Claro, não temos como saber se todo este conflito de interesses, custe o que custar, que é retratado no filme de fato ocorre, mas podemos ter uma ideia de como funciona a política norte-americana.

No filme somos apresentados a Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma lobista com uma carreira em ascensão, viciada em trabalho e focada na vitória. Mais uma mulher retratada no cinema de forma forte, totalmente independente, sem nenhum tipo de pudor e aparentemente, desprovida de sentimentos. No papel da senhorita Sloane, Jessica tem uma atuação excelente, na maioria de suas cenas, consegue demonstrar todas as facetas da personagem, sem dispersar do foco do filme que é destacar a profissional estrategista que ela realmente é. 

Ainda sobre o elenco, o filme conta com atores de peso, dentre eles John Lithgow ganhador do Globo de Ouro por The Crown, Mark Strong que personificou Stewart Menzies em O Jogo da Imitação e também Sam Waterston, o eterno Jack McCoy da série Law and Order. Como bem sabemos, todos com atuações sublimes para o longa.

Quanto a trilha sonora e fotografia, o filme não brilha em nenhum dos dois pontos, mas também não é um problema, contribuem de forma regulada para as reviravoltas, direcionando o público para o foco principal do filme sempre quando solicitado. Particularmente, apesar dos pontos fortes da trama, o desfecho me pareceu um pouco previsível, mas para as 2 horas e 12 minutos, foi bem executado para uma ficção. Se é possível na vida real, isso deixo com vocês.

Assassin's Creed - Crítica

Assassin's Creed

Lançamento: 12 de janeiro de 2017
Com: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Ariane Labed
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica

Quando uma nova adaptação é anunciada, é impossível não criar expectativas, com muita pressão sobre os ombros, imagino que para os produtores também não seja uma tarefa muito fácil de ser executada. Além de fazerem um bom filme, é preciso também agradar os fãs, responsáveis, talvez, pela ascensão ou pela tragédia que uma adaptação pode virar. São muitos os maus exemplos disso no cinema, mas Assassin's Creed pode mudar isso.

Criada pela Ubisoft, Assassin's Creed é uma série de games de ação e aventura, com uma pitadinha de ficção científica, lançada em diversas plataformas, tornando-se a franquia mais vendida do estúdio. A adaptação, que chega aos cinemas no dia 12 de janeiro, contará uma história original que expande ainda mais a mitologia que envolve a série de games e livros. 

Callum Lynch (Michael Fassbender) é um homicida condenado a morte, que após sua sentença, acorda em Abstergo, uma empresa que serve como fachada para a ordem dos templários. O objetivo dos templários é encontrar um artefato sagrado chamado Maçã do Éden, criado pela primeira civilização para assegurar a submissão da humanidade. Para buscar o artefato, foi desenvolvido uma tecnologia revolucionária. A Animus é capaz de desbloquear memórias genéticas e a Dra. Sophia Rikkin (Marion Cotillard) tem em Callum, a última esperança de encontrar o artefato.

A Maça do Éden é protegida pela ordem dos assassinos e Aguilar de Nerha foi o último homem conhecido a possuir o artefato. Ancestral de Callum, Aguilar foi um assassino espanhol que viveu no século XV. Juntamente com outros assassinos, que juraram a vida pela proteção do artefato, eles trabalham para que a Maça do Éden não seja descoberta, para que não caia nas mãos dos templários que a querem para terminarem com o livre arbítrio.

Animais Fantásticos e Onde Habitam - Crítica

Fantastic Beasts and Where to Find Them

Lançamento: 17 de novembro de 2016
Com: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogle, Collin Farrell
Gênero: Fantasia, Aventura

Após 5 anos, novamente o mundo criado pela autora J.K Rowling ganha vida nas telas do cinema. É com muito entusiasmo, felicidade e com uma certa satisfação de fã incondicional, que hoje trago a crítica desse filme, que durante muito tempo foi mais do que aguardado, fez parte do sonho de ter este mundo mágico de novo, vivo na minha frente.

Infelizmente, temos que aceitar. Iremos nos despedir dos protagonistas, Harry, Hermione e Rony para voltar 70 anos antes. Passaremos o posto para Newt Scamander (Eddie Redmayne), ex-aluno de Hogwarts, que desembarca em Nova York para uma simples, mas complicada missão. Ele carrega uma maleta mágica, com várias das espécies fantásticas do mundo bruxo, criaturas que coletou durante anos de estudos. Por acidente, a maleta acaba sendo aberta e alguns desses animais acabam fugindo. Inicia-se aí a aventura de Newt, ele deve capturar estes animais rapidamente, antes que causem um mal para o mundo trouxa ou pior, antes que acabem machucados.

Não foi à toa que eu passei por todos os sintomas de um término de relacionamento. Depois de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, em 2011, eu não queria aceitar que aquele mundo mágico iria terminar. Talvez tenha sido por isso que até hoje, o último livro (que graças a deusa Rowling não é mais o último), ainda se encontra intocável na minha estante. Na minha cabeça, não virar a última página de Relíquias da Morte era garantir que aquele mundo estaria sempre vivo no meu coração.

O Lar das Crianças Peculiares - Crítica

Miss Peregrine's Home For Peculiar Children

Lançamento: 29 de setembro de 2016
Com: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson, Judi Dench, Ella Purnell
Gênero: Aventura, Família, Fantasia

Tim Burton volta aos cinemas através da adaptação da trilogia e bestseller de Ransom Riggs, O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. Quando digo trilogia, me refiro que o longa mostrará elementos de todos os livros e os leitores desavisados poderão ser surpreendidos com spoilers. 

A premissa da obra é o tipo de história que o diretor Tim Burton mais trabalha. Possui exatamente os elementos que retratam sua mente intrigante, estranha, sombria e creepy, versões bizarras do mundo e da fantasia. Quando saiu a notícia que seria Burton o responsável pela adaptação da obra de Riggs, sem dúvidas, fãs e apreciadores enalteceram a ideia, mas pode ser que tudo tenha sido uma grande decepção.

Depois do trágico acidente com seu avô, Jake (Asa Butterfield) está perturbado entre o real e as histórias que seu querido avô insistia em contar na sua infância, uma história sobre órfãos, uma protetora e as aventuras de Abe (Terence Stamp), aquele que os protegia. Disposto a descobrir a verdade e enfim colocar uma pedra sobre o assunto. Jake viaja para as ilhas de Gales, para vasculhar as ruínas do orfanato da Srta. Peregrine (Eva Green). É quando somos apresentados ao grupo de crianças, que continua vivendo onde o avô de Jake sempre dissera que estariam, agora, Jake é capaz de descobrir mais sobre a realidade destas crianças com poderes, o que são os hollows, seres que podem ameaça-los e de que forma ele está fortemente ligado a todos eles. 

Esta não é uma história de heróis, apesar de ser inegável o heroísmo do nosso protagonista Jake. Aqui teremos apenas crianças com suas peculiaridades, como a própria história faz questão de nos lembrar a todo momento. As habilidades especiais de cada criança são retratadas das mais diversas formas, e algumas bem típicas do trabalho de Burton.

Como Eu Era Antes de Você - Crítica

Me Before You

Lançamento: 16 de junho de 2016
Com: Emilia Clarke, Sam Claflin, Mattew Lewis, Charles Dance
Gênero: Drama, Romance

Esta semana tive a oportunidade de ver, em uma cabine de imprensa, a adaptação de Como eu era antes de você da autora Jojo Moyes. Estrelado por Emilia Clarke como Louisa e Sam Claflin como Will Traynor. Se você ainda não leu esta história, com certeza, já ouviu falar, o livro virou um bestseller mundial e ganhou ainda mais destaque assim que as filmagens começaram.

Neste caso, a grande sacada da autora foi recriar um tema marcante numa roupagem totalmente encantadora com personagens cativantes. 

Lou é uma pessoa acomodada, tem um namoro estável, apesar dos pesares, e tem poucos atributos. Sozinha sustenta sua família que atualmente enfrenta problemas financeiros, até que as coisas mudam, quando a cafeteria que ela trabalha, há anos, fecha as portas. Ela se vê obrigada a conseguir um novo emprego e o mais rápido possível. É quando ela consegue a vaga como cuidadora de um jovem rapaz que, há dois anos, ficara tetraplégico em um acidente, este jovem é Will Traynor e é aí que começa nossa história.

Sobre a fidelidade da obra com o filme, não poderíamos esperar nada, além de algo mais fiel possível, contando apenas com pequenos ajustes na narrativa. Ajustes estes, que pouco pesaram no rumo da história. Tal feito só seria possível tendo a própria autora como roteirista do filme, e foi o que ela fez nos presenteando com muitos diálogos do original. O filme começa exatamente onde o livro começa, e a cena em questão é igual como imaginei durante a leitura.

O Caçador e a Rainha de Gelo - Crítica

The Huntsman: Winter’s War

Lançamento: 21 de abril de 2016
Com: Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain, Emily Blunt
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

O Caçador e a Rainha de Gelo é e não é uma continuação de Branca de Neve e o Caçador. A primeira coisa que você deve saber é que você precisa ter assistido o primeiro filme antes, para se situar nesse segundo, um tanto quanto óbvio não? Desta vez, quatro anos depois do lançamento do primeiro, conheceremos a irmã de Ravenna (Charlize Theron), Freya (Emily Blunt) e como ela acaba despertando um poder jamais visto.

Acompanharemos como e por que Freya decide abandonar sua irmã e construir seu próprio reino. A partir desse ponto conheceremos também a origem de Eric (Chris Hemsworth), como ele se torna um caçador, e como conhece Sara (Jessica Chastain). Após esta parte introdutória, enfim voltamos para sete anos depois dos acontecimentos de Branca de Neve e o Caçador, quando a personagem de Kristen Stewart acaba ficando enferma, devido a presença do espelho em seu castelo. O Rei William (Sam Claflin fazendo uma pontinha) resolve mandar o espelho para um Santuário, local onde o poder do mesmo estará a salvo e contido.