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Armas na Mesa - Crítica

Miss Sloane

Lançamento: 2 de fevereiro de 2017
Com: Jessica Chastain, Mark Strong, John Lithgow
Gênero: Drama

Quão longe você iria para vencer no seu trabalho? Ética, honestidade, altruísmo, fariam você repensar suas ações?

Armas na Mesa trata de diversas questões, dentre elas, as apontadas acima. O foco do filme é sobre a influência que os lobistas têm sob os políticos e até onde eles vão para levar seus ideais ou campanhas até a vitória em uma votação. Claro, não temos como saber se todo este conflito de interesses, custe o que custar, que é retratado no filme de fato ocorre, mas podemos ter uma ideia de como funciona a política norte-americana.

No filme somos apresentados a Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma lobista com uma carreira em ascensão, viciada em trabalho e focada na vitória. Mais uma mulher retratada no cinema de forma forte, totalmente independente, sem nenhum tipo de pudor e aparentemente, desprovida de sentimentos. No papel da senhorita Sloane, Jessica tem uma atuação excelente, na maioria de suas cenas, consegue demonstrar todas as facetas da personagem, sem dispersar do foco do filme que é destacar a profissional estrategista que ela realmente é. 

Ainda sobre o elenco, o filme conta com atores de peso, dentre eles John Lithgow ganhador do Globo de Ouro por The Crown, Mark Strong que personificou Stewart Menzies em O Jogo da Imitação e também Sam Waterston, o eterno Jack McCoy da série Law and Order. Como bem sabemos, todos com atuações sublimes para o longa.

Quanto a trilha sonora e fotografia, o filme não brilha em nenhum dos dois pontos, mas também não é um problema, contribuem de forma regulada para as reviravoltas, direcionando o público para o foco principal do filme sempre quando solicitado. Particularmente, apesar dos pontos fortes da trama, o desfecho me pareceu um pouco previsível, mas para as 2 horas e 12 minutos, foi bem executado para uma ficção. Se é possível na vida real, isso deixo com vocês.