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Com Amor, Simon - Crítica

Love, simon

Lançamento: 05 de abril de 2017
Com: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorg Lendeborg Jr.
Gênero: Drama, Comédia, Romance Adolescente

Com Amor, Simon é a adaptação da obra Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens, escrita pela autora Beck Albertalli e lançada pela Intrínseca em 2016 aqui no Brasil.

Simon Spier (Nick Robinson) tem uma vida normal, uma família amorosa, um grupo de amigos queridos e a sua história se passa em uma típica escola de ensino médio. Sua vida é ótima, mas ele guarda um grande segredo. Ele é gay. Uma postagem assinada por alguém chamado Blue, muda toda a perspectiva de Simon em relação a sua vida e ambos começam a trocar mensagens sobre as dificuldades que precisam enfrentar para se assumirem. Esta troca de mensagens acaba caindo nas mãos de um chantagista que ameaça revelar seu grande segredo para todos e Simon não está nem um pouco preparado para isso.

O roteiro é assinado por Elizabeth Berger e Isaac Aptaker, discorre a partir das duas maiores questões que soldam Simon, revelar a sua família e amigos que é gay e descobrir, finalmente, quem é Blue, com quem ele compartilha este segredo. Esta é uma aventura divertida e completamente aterrorizante para um adolescente de dezessete anos, uma mudança definitiva e sem volta, mas que proporcionara diversos tipos de ensinamentos. 

O ponto alto do longa é que tudo é tratado com muita naturalidade, até proporcionando diversão a uma questão bastante interessante no filme. O porquê de os gays precisarem realmente se assumirem, quando eles simplesmente são? A cena em questão rende um dos momentos mais hilários e sem dúvidas deve proporcionar muitas risadas. Com esta sutileza e com este bom humor, questões que sabemos ser mais delicadas em nossa sociedade, muito assombrada - ainda - pelos ensinamentos conservadores, são exploradas, revelando a jornada do personagem para suas descobertas e mudanças, estas que todos nós precisamos enfrentar para o amadurecimento.


Jogador Nº1 - Crítica

Ready Player One

Lançamento: 29 de março de 2017
Com:  Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe 
Gênero: Ação, Ficção Científica

Jogador Nº1 é a adaptação do livro homônimo do autor Ernest Cline, dirigido por Steven Spielberg. Comprados os direitos antes mesmo do lançamento do livro nos Estados Unidos, o longa chega aos cinemas neste ano, com o roteiro de Zak Penn e do próprio Cline. 

O ano é 2045 e a realidade que conhecemos hoje já não é mais a mesma. A destruição e a pobreza modificaram a humanidade e agora todos preferem viver numa realidade virtual chamada OASIS. Um jogo onde a fonte de conhecimento é ilimitada, é possível trabalhar, interagir, estudar e até mesmo se divertir sem precisar sair de casa. Após a morte do criador James Halliday (Mark Rylance), que deixou para trás vários easter-eggs, chaves de um grande quebra-cabeças para quem puder herdar sua herança e consequentemente toda a OASIS, Wade Watts (Tye Sheridan) passou a dedicar seu tempo em busca de pistas, a chance que precisa para mudar de vida, encarar a realidade e também encontrar o amor. 

Todas as pistas deixadas por Halliday são baseadas na cultura popular dos anos 80. Sendo assim, Jogador Nº1 é um conjunto de referências nostálgicas de diversos clássicos da época. No universo da Oasis tudo é possível, cada um pode ser quem quiser e como quiser, é um MMORPG capaz de conectar tudo a todos. Ao longo do filme, foram incontáveis as vezes que me vi surpresa por cada personagem, detalhe, nota sonora ou até mesmo pedaços de elementos já tão bem conhecidos que consegui visualizar ao longo das cenas. Steven Spielberg também não deixou de incluir elementos atuais, adequando o roteiro para a identificação dos jovens de hoje. Um destes novos elementos que mais me chamou a atenção na tela, foi a aparição de Tracer, personagem do jogo Overwatch da Blizzard.


Tomb Raider | A Origem - Crítica

Tomb Raider

Lançamento: 15 de março de 2018
Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins, Kristin Scott Thomas
Gênero: Aventura, Ação

Lara Croft já é uma velha conhecida para os consumidores de games em todo o mundo. Desde 1996, data de lançamento do primeiro jogo, Tomb Raider se transformou em um ícone da indústria por sua jogabilidade e por apresentar uma protagonista feminina, que mesmo na baixa qualidade de vídeo da época, já demonstrava características estereotipadas em cima de uma personagem mulher.

O formato seguiu-se assim até no lançamento da sua primeira adaptação para os cinemas, estrelado por nada mais do que Angelina Jolie, a personificação da personagem. Jolie apresentou tudo que esperávamos da personagem, atitude, atributos físicos e a personalidade da heroína, trabalho reconhecido em sua sequência, Lara Croft: Tomb Raider - A Origem da Vida. Não foi à toa que se transformou na maior bilheteria inspirada em um game. 

Esta imagem de Lara Croft começou a dar os primeiros passos para a mudança em 2013, quando o game intitulado, apenas com Tom Raider fora lançado, definido para não fornecer qualquer ligação com os jogos anteriores, inclusive, apresentando uma Lara Croft mais humana em relação a suas atitudes e fisicalidade. É baseada nesta personagem e no enredo deste jogo que Alicia Vikander dá vida a Lara Croft em Tomb Raider - A Origem. 

Operação Red Sparrow - Crítica

Red Sparrow

Lançamento: 1 de março de 2018
Com: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons
Gênero: Suspense, Espionagem

Depois de ter sua carreira como bailarina destruída e sem renda para os cuidados especiais da mãe, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence acaba cedendo à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto russo, para virar uma Sparrow. Uma agente treinada para usar a sedução na espionagem e seu corpo como uma arma.

A partir daí iremos acompanhar o treinamento de Dominika até sua primeira e derradeira missão, e, não há fração para falhar neste caso. Dominika precisa de aproximar de Nathaniel Nash (Joel Edgerton), o único agente da CIA que possui o nome de um dos maiores agentes duplos infiltrado na SVR.  Porém, o casal  pode estar se envolvendo afetivamente, o que pode colocar a vida de ambos em risco.

Novamente ao lado de Jennifer Lawrence, o diretor Francis Lawrence dá vida a adaptação do livro, Roleta Russa de Jason Matthews, originalmente lançado em 2014 pela editora Arqueiro. Ele imprime sua marca em diversas cenas durante o longa, muitas de forma semelhante ao que vi na série The Hungers Games. O porém é que o tom de Operação Red Sparrow é outro, regado de violência e ação do segundo ato para o fim, o filme conseguiu me fisgar desde o princípio, mesmo quando apresentou certas falhas.

Três Anúncios Para Um Crime - Crítica

Three Billboards Outside Ebbing Missouri

Lançamento: 15 de fevereiro de 2018
Com:  Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell, John Hawkes
Gênero: Drama

Quando Três Anúncios Para Um Crime garantiu quatro prêmios das principais categorias no Globo de Ouro percebi que precisava prestar atenção neste filme e não me enganei. Por mais que os outros indicados a Melhor Filme deste ano sejam extremamente ótimos, muito dificilmente irão tirar a estatueta das mãos deste aqui

Todos os dias, Mildred Hayes (Frances McDormand) passa pelo local onde sua filha acabou morta e estuprada. Sem suspeitos ou pistas e há meses sem receber satisfações da polícia sobre a investigação, Mildred resolve alugar três outdoors para reavivar o caso, pressionando assim a polícia de Ebbin e chamando também a atenção da mídia. Seu ato acaba afetando a vida de várias pessoas da cidade, principalmente a do Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação, e a dela mesma.

Três Anúncios Para Um Crime é um filme de uma mãe em busca de justiça. Com um roteiro a princípio simples, assinado pelo também diretor Martin McDonagh, o longa recebeu sete indicações ao Oscar e é preferido para Melhor Filme. A trama se desenrola a partir dos anúncios de Mildred, sua luta em mantê-los por mais um mês e as consequências disso para quem lhe apoia e para quem não está nem um pouco satisfeito com sua atitude.


Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississipi - Crítica

MUDBOUND

Lançamento: 15 de fevereiro de 2018
Com: Carey Mulligan, Garrett Hedlund, Jason Clarke, Jason Mitchell e Mary J. Blige
Gênero: Drama

Através de um convite feito pela Editora Arqueiro, o Estante Diagonal teve oportunidade de conferir a cabine de imprensa do filme Mudbound - Lágrimas sobre o Mississipi. Ele está indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Canção Original com previsão de estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de fevereiro.

O principal tema abordado em Mudbound é a segregação racial no Mississipi na década de 1940 através das relações familiares de uma família branca (McAllan) e uma família negra (Jackson). O filme começa com os irmãos McAllan enterrando o pai em um dia chuvoso. Naquele momento, os Jackson estão de saída da fazenda e recebem o pedido de Henry McAllan (Jason Clarke) para ajudar enterrar o Pappy (Jonathan Banks). Fica evidente que existe um clima de tensão entre os personagens, que nós só vamos entender voltando um pouco na história. 

Após a morte de sua mãe, Henry McAllan decidiu mudar com sua família, esposa e duas filhas, para uma fazenda no Mississipi, já que agora ele se sentia responsável por cuidar do seu pai. Enquanto isso, o seu irmão mais novo, Jamie (Garrett Hedlund), foi convocado para servir na Segunda Guerra Mundial. No outro lado da história, Hap Jackson (Rob Morgan) planeja comprar a sua própria terra e tirar sua família da situação de submissão em que vivem em uma cidade com uma cultura racista forte. Na mesma época, o filho mais velho, Ronsel (Jason Mitchell), também foi convocado para a guerra. A história segue através do ponto de vista de cada um dos personagens apresentando as relações e situações que levaram até o ponto no começo do filme.


A Forma da Água - Crítica

The Shape of Water

Lançamento: 1 de fevereiro de 2018
Com: Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg
Gênero: Drama, Romance, Fantasia

Tudo começou com a história de uma pequena princesa perdida no mundo real, uma história capaz de demonstrar um mundo sombrio em que soldados marcham para guerras sanguinárias, mães se casam com homens perversos, seres bizarros existem em nossas mentes e em nossos mundos e, em meio ao caos, um adorável Fauno pretende auxiliar a pequena princesa em sua jornada de volta para casa. 

O Labirinto do Fauno, muito mais do que um grande amor, trata-se do filme responsável pela admiração que tenho para com a mente criativa de Guillermo del Toro. Como muitos antes de mim, encontrei nas criações de Guillermo del Toro toda a fantasia, obscuridade, amor e tristeza que meu coração deseja quando busca uma narrativa única, aquele tipo de história capaz de tocar a alma com suas mensagens e reflexões imersas em todo o encantamento que poucas mentes são capazes de criar. 

Eu tive a oportunidade de observar os acertos desse querido diretor e criador de histórias, vi quando se arriscou nos mais diversos projetos, quando perdeu a mão e os detalhes característicos que tanto amo em projetos que talvez não fossem a melhor opção para seu olhar aguçado, mas em A Forma da Água, percebi que aquela alma e mente criativa ainda existem e são capazes de criar a mais bela história sobre o amor e o ser humano, com o típico toque sombrio e fantástico que tanto adoro nos trabalhos do diretor.

The Post: A Guerra Secreta - Crítica

The Post

Lançamento: 25 de janeiro de 2018
Com: Meryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson, Bob Odenkirk
Gênero: Drama, Suspense

O que esperar por um filme protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks? O que esperar quando este mesmo filme é dirigido por Steven Spielberg?

É começo dos anos 70 e após a morte do marido, Kat Graham (Meryl Streep) acabou herdando o jornal The Washington Post. Iniciamos o filme com a tentativa de Kat em ganhar algum fôlego financeiro em sua empresa, lançando suas ações na Bolsa de Valores, a chance ideal para capitalizar a empresa, até então, privada. Ben Bradlee (Tom Hanks) é seu editor-chefe, que não mede esforços para conseguir uma boa manchete. Vale tudo no mercado jornalístico, ainda mais quando se tem como concorrente o New York Times. 

O cenário do jornal, e da vida de Kat, começa a mudar quando a New York Times publica uma série de denúncias contra governantes norte-americanos, relatando a verdade por trás da atuação do Estados Unidos da Guerra do Vietnã. Richard Nixon, atual presidente, decide processar o jornal, alegando que as denúncias têm como base documentos sigilosos e que conforme a Lei de Espionagem, não podem ser divulgadas. Logo a apelação é concedida pela justiça, mas de alguma forma, estes documentos acabam caindo nas mãos de Ben e sua equipe, que trava uma briga interna com Kat e seus assessores para também publicarem as denúncias e assim, manterem viva a liberdade de publicação da imprensa e o direito da população de saber a verdade.


Liga da Justiça - Crítica

Justice League

Lançamento: 16 de novembro de 2017
Elenco: Ben Affleck, Gal Gadot, Ezra Miller, Ray Fisher, Jason Mamoa
Gênero: Ação

Tempos escuros acompanham Metrópolis e isso é só um dos efeitos colaterais após morte do Superman. Depois de milhares de anos, três artefatos, protegidos pelas amazonas, atlantianos e humanos, despertaram e uma vez unidos o portador delas ganhara não só o poder de criar, mas também o de destruir. É assim que ressurge um grande vilão da humanidade. Diana Prince (Gal Gadot), assim como Bruce Wayne (Ben Affleck) sabem o mal que os espreitam e juntos, resolvem recrutar ajuda, unir um grupo de meta-humanos capazes de combater o perigo. Mas seriam Flash (Ezra Miller), Cyborg (Ray Fisher) e Aquaman (Jason Mamoa) suficientes para salvar o planeta de mais um ataque?

Comparações entre DC e Marvel são quase impossíveis de serem evitadas, o que fortalece ainda mais a divisão dos fandons atualmente. Porém, em minha crítica, devo dizer que tentar separar estes dois universos foi uma tarefa bastante difícil, visto que depois do afastamento do Zack Snyder, devido a problemas pessoas, mas que continua sendo creditado no filme, Liga da Justiça tenha recebido reforços de Joss Whedon, roteirista e diretor também de Vingadores e Thor - O Mundo Sombrio.

Após alguns tropeços da DC, finalmente o estúdio conseguiu entregar algum material digno aos seus fãs pós Mulher Maravilha, que na minha opinião, continua sendo o melhor filme do estúdio. De antemão, aviso que Liga da Justiça ainda tem muito a aprender com a fórmula criada pela Marvel, porém é com grande satisfação que digo que é possível ter uma nova perspectiva no futuro da DC. Créditos sem dúvidas de Joss, que trouxe (talvez) uma grande bagagem dos anos que trabalhou na Marvel.

Blade Runner 2049 | Crítica

Blade Runner 2049

Lançamento: 05 de outubro de 2017
Com: Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto, Ana de Armas, Sylvia Hoeks
Gênero: Ficção Científica, Suspense, Ação

Trinta anos após os acontecimentos de O Caçador de Androides, encontramos uma Califórnia mais desenvolvida tecnologicamente, mas com a mesma atmosfera sombria e decadente. Após a Corporação Tyrell falir, resíduos do seu proposito foram resgatados pela empresa de Wallace (Jared Leto), criador de uma nova geração de replicantes, mais desenvolvidos e aparentemente mais leais aos humanos.

Os modelos foragidos que se revoltaram anos atrás, ainda são vistos como uma ameaça e precisam ser "aposentados" pela polícia de Los Angeles. K (Ryan Gosling) é um replicante desta nova geração e também um Blade Runner, um caçador. Enquanto cumpre seu dever, K se vê diante de um mistério que pode colocar em cheque sua dedicação com aos humanos. A segurança desse novo sistema pode ser abalada e quem sabe, também servir como fagulha para reavivar o fogo de uma nova revolução.

Blade Runner, o Caçador de Androides é uma adaptação de Androides Sonham com Ovelhas Elétricas, livro lançado em 1966 pelo autor e gênio, Philip K. Dick. Blade Runner 2049 é mais que um reboot, é uma sequência que recebe uma moldagem digna de ser revisitada. Por muitas vezes vimos, e ainda veremos, diretores e produtores falharem neste quesito por visarem apenas o lucro e a oportunidade, mas aqui, isso definitivamente não acontece e os fãs podem agradecerem por estarem diante de um clássico que recebeu tanto respeito ao ser reavivado.


A Torre Negra - Crítica

The Dark Tower

Lançamento: 24 de agosto de 2017
Com: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor
Gênero: Fantasia, Aventura

A Torre Negra é baseado na série homônima do autor Stephen King, que coleciona adaptações de suas obras em seu curriculum.

Nesta fantasia urbana conheceremos Roland Deschain (Idris Alba), o último pistoleiro que jurou proteger o mundo da chegada das trevas. Porém, tomado pelo desejo de vingança, seu principal objetivo agora é perseguir o Homem de Preto pelo deserto que é seu mundo. Walter, (Matthew McConaughey) deseja destruir a Torre Negra e assim abrir o portal que separa e protege todos os mundos. Para que o seu plano tenha sucesso, ele precisa encontrar a criança certa, a única capaz de derrubar a torre. Jake Chambers (Tom Taylor) vem tendo sonhos estranhos desde a morte do seu pai. Nestes sonhos ele encontra O Pistoleiro, O Homem de Preto, crianças capturadas e uma torre incomum que vai até o céu. Confuso entre o real e o imaginário, Jake resolve ir atrás de respostas, mas antes que tenha a oportunidade, o perigo pode encontra-lo.

É importante dizer que minha crítica sobre o filme será baseada apenas na minha experiência com o próprio. Eu ainda não li os livros de Stephen King, portanto, não tenho como fazer algum tipo de comparação entre a obra e a adaptação. De qualquer forma, é coerente dizer que os fãs mais ferrenhos possam se sentir decepcionados com o longa, como é de praxe para a maioria das adaptações literárias. Porém, me surpreendi ao terminar de assistir o filme e perceber que me senti tão órfã como um fã poderia ficar.


Transformers: O Último Cavaleiro - Crítica

Transformes: The Last Knight

Lançamento: 20 de julho de 2017
Com: Mark Wahlberg; Isabela Moner; Anthony Hopkins; Laura Haddock 
Gênero: Ação; Ficção Cientfícia

Na última sexta-feira (14), o Estante Diagonal foi convidado para conferir a cabine do novo filme da série Transformers. Nessa sequência  temos um crossover - não sei se posso chamar assim - entre Cavaleiros da Távola Redonda e robôs alienígenas com a direção de Michael Bay.

Em O Último Cavaleiro, somos levados para Idade Média, até a época de Rei Arthur e seus cavaleiros, para conhecer a lenda sobre o cajado de Merlin e sua ligação com os autobots. Milhares de anos depois, seguindo a sequência do último filme, Optimus Prime já não está entre nós. Os Transformers são considerados inimigos dos humanos e inclusive é criada uma força tarefa mundial responsável por caçar e destruir os robôs. 

O restante do filme gira em torno de uma grande guerra que está prestes a eclodir na Terra podendo significar o fim de todo o nosso planeta. Só que se depender de um grupo um tanto improvável, eles não deixarão isso acontecer: o foragido Cade Yeager (Mark Wahlberg); uma garotinha órfã de 14 anos, Izabella (Isabela Moner); um lorde inglês (Anthony Hopkins); Vivian, uma professora da Universidade de Oxford (Laura Haddock); e claro, Bumblebee e outros Transformers unem suas forças nessa grande batalha.


Soundtrack - Crítica

Soundtrack

Lançamento: 06 de junho de 2017
Com: Selton Mello; Seu Jorge; Ralph Ineson
Gênero: Drama

Ao se deparar com o trailer de Soundtrack no YouTube, o espectador pode até estranhar. Título em inglês e falas também, um mix de atores estrangeiros e dois brasileiros no meio da neve. Somando tudo isso fica muito difícil chegar a conclusão de qual país é o filme. Dirigido pela dupla 300ml - mais conhecidos no mercado publicitário -, o longa é uma produção brasileiríssima e que foge bastante do que estamos acostumados no mercado do cinema nacional.

O roteiro gira em torno de uma estação de pesquisa polar para onde o fotógrafo interpretado por Selton Mello viaja. O objetivo de Cris é tirar selfies para uma exposição de arte que envolverá imagens e trilha sonora (por isso, o nome Soundtrack). Ele espera que através das fotos e das músicas, as pessoas possam sentir diferentes sensações. No entanto, ele se encontra em uma nova comunidade que não tem nada de artística. 

Cris divide um alojamento com Mark (Ralph Ineson), um cientista especializado em aquecimento global que não fica muito feliz com a chegada do novo colega. A estação ainda tem mais três integrantes: o botânico brasileiro Cao (Seu Jorge), o biólogo chinês Huang (Thomas Chaanhing) e o pesquisador dinamarquês Rafnar (Lukas Loughran).  Todos vivem focados em suas pesquisas, longe da família e praticamente isolados no meio da Antártica

A Múmia - Crítica

The Mummy

Lançamento: 08 de junho de 2017
Com: Tom Cruise, Sofia Boutella, Annabelle Wallis
Gênero: Fantasia, Aventura, Terror

A Múmia, da nova franquia Dark Universe, vem com uma proposta um tanto diferente do antigo filme de aventura/comédia de mesmo título (A Múmia, com Brendan Fraser, de 1999). A Dark Universe será dedicada a recriar os monstros clássicos da Universal Studios e a A Múmia é a primeira adaptação que estreia. Neste novo cenário, o longa remeterá a muita ação, terror, drama e um pouco de comédia, e toda essa mistura, infelizmente, não foi benéfica ao filme.

Há séculos atrás, na antiga Mesopotâmia, Ahmanet recebe um grande poder. Para que possam governar juntos, ela está decidida a invocar Set, o Deus da Morte, nem que para isso precise assassinar seu pai e irmão em um ritual. Ahmanet é perseguida e aprisionada prestes a concluir seu plano. Condenada a mumificação, ela recebe o pior dos castigos, tranca-la numa tumba e aprisiona-la para sempre é o único modo de anular seu poder. Nos dias atuais, os caçadores de recompensas Nick e Chris e a pesquisadora Jenny, investigam um estranho artefato e assim o grupo acaba despertando Ahmanet, ela encontra em Nick a chance de reinar novamente.


A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell - Crítica

Ghost in the Shell

Lançamento: 30 de março de 2017
Com: Scarlett Johansson; Pilou Asbæk; Takeshi Kitano; Juliette Binoche; Michael Pitt
Gênero: Ação; Ficção Científica; Cyberpunk

Baseado no mangá de Masamune Shirow, lançado em 1989, Ghost in the Shell ganhou inúmeras adaptações ao longo dos anos, como filmes, séries de televisão em animação e jogos eletrônicos. Devido ao seu grande sucesso, ele é considerado por muitos como um dos pilares para a popularização da animação japonesa no ocidente. E agora, em 2017, recebemos mais uma versão, dessa vez produzida pela Paramount.

O filme retrata um universo futurista, onde grande parte da população possui algum tipo de aprimoramento eletrônico, seja uma perna, um braço e até mesmo um implante cerebral. E é nesse universo que conhecemos a Major (Scarlett Johansson), a primeira pessoa que teve seu cérebro transplantado para um corpo completamente robótico. A personagem teve sua completa transformação em ciborgue realizada pela corporação Hanaka após um acidente que destruiu completamente o seu corpo.

A trama do filme começa quando o presidente da Hanaka tem o cérebro hackeado por Kuze, um hacker que aparentemente é contra a corporação e seus métodos científicos. Por trabalhar como comandante de um esquadrão no grupo governamental de contra-terrorismo, o Section 9, Major se torna uma das responsáveis por investigar esse caso.

A Cura - Crítica

The Cure for Wellness

Lançamento: 16 de fevereiro de 2017
Com: Mia Goth, Dane Dehaan e Jason Isaacs
Gênero: Terror Psicológico

Depois do grande sucesso do começo dos anos 2000, "O Chamado", Gore Verbinski volta com um novo filme de terror psicológico: "A Cura". Mais uma vez envolvendo água e poços, o diretor tenta inovar ambientando a história em uma espécie de sanatório de luxo.

Lockhart (Dane DeHaan) é o personagem principal e o estereótipo de Wall Street. Um jovem esgotado por sua própria ambição que trabalha para uma grande empresa de negócios em Nova York. Ele é incumbido da tarefa de ir atrás do diretor da empresa (CEO) que está em um retiro terapêutico em um spa nos alpes suíços. A volta dele para Nova York é primordial para a empresa. Lockhart se vê encurralado por seus superiores a completar essa tarefa com sucesso. Ainda focado no trabalho, ele parte para Suíça tendo em mente que tudo isso seria muito fácil.

Aos poucos mudamos do cenário moderno para entrar em um vilarejo com construções antigas, muito verde e um castelo no topo de uma colina. Entre a estação de trem e o castelo, Lockhart não demonstra nenhum interesse na conversa fiada do motorista até o seu notebook parar de funcionar. O motorista revela que a cidade é cheia de histórias, que o local onde atualmente funciona o spa, já tinha sido de um barão há 200 anos e que os aldeões incendiaram em retaliação.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar - Crítica

John Wick - Chapter Two

Lançamento: 16 de fevereiro de 2017
Com: Keanu Reeves, Common, Laurence Fishburne, Ricardo Scamarcio
Gênero: Ação

Tiros, lutas corpo a corpo, muita ação e nomes de peso. John Wick: Um Novo Dia Para Matar, traz tudo isso para as telas. A sequência do filme de 2014, inicia exatamente onde o primeiro parou.

O filme traz Keanu Reeves mais uma vez no papel do personagem que dá nome ao filme, John Wick, um assassino tentando se aposentar, mas com dificuldades para sair desta vida, já que sempre parece ter algo que o puxa de volta para a matança. Desta vez, John Wick precisa saldar sua dívida com Santino D'Antonio (Ricardo Scamarcio) para enfim, ter sua liberdade de volta, porém, sua nova missão em Roma, para acabar com uma organização internacional secreta, se revela uma verdadeira armadilha e agora sua cabeça foi colocada a prêmio.

Além de Keanu, temos artistas que já contracenaram com ele em outros filmes, como Lawrence Fishburne (Morpheus em Matrix) e Peter Stormare (Lúcifer em Constantine). Outros atores consagrados como Ian McShane, o já citado Riccardo Scamarcio, Bridget Moynahan e John Leguizamo também colaboram com o longa juntamente com outros rostos conhecidos. O casting para o filme realmente ficou ótimo e é um dos pontos fortes.

Cinquenta Tons Mais Escuros - Crítica

Fifty Shades Darker

Lançamento: 9 de fevereiro de 2017
Com: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Bella Heathcote, Kim Basinger
Gênero: Romance, Drama, Erótico

E L James com apenas uma trilogia publicada se tornou uma das autoras mais rentáveis da atualidade. O estouro que foi a trilogia original, o sucesso que foi o primeiro filme e agora, a publicação da mesma história através da perspectiva de Grey, fazem com que a autora não largue a fórmula do sucesso. Mas será que o segundo filme da trilogia vai corresponder a todas as expectativas?

Desde o início, a polêmica de toda a franquia se estendeu quando a autora não deixou claro para seu público se o comportamento de Christian tem ou não a ver com uma preferência sexual. E esta questão pode resultar em enumeras discussões que vão desde a romantização de um relacionamento abusivo a forma errônea que a autora vem tratando o sadomasoquismo. Porém, este não é o ponto aqui, eu irei discutir o filme como a ficção que é, sem nenhum tipo de problematização.

Neste filme percebemos que Grey está muito mais inclinado a uma condição psicológica do que a de um adepto experiente do BDSM. Esta foi minha impressão, tanto no livro quanto no filme. Proposital ou não, E L James usou da polêmica e da crítica como uma forma de marketing que ajudou a alavancar ainda mais sua história. Agora, vamos ao filme.

Conforme os últimos acontecimentos de Cinquenta Tons de Cinza (crítica aqui), Anastacia Steele (Dakota Johnson) não compreende as necessidades de Christian Grey (Jamie Dornan) e decide dar um basta no relacionamento e focar em sua carreira profissional. Iniciaremos este filme com um Christian consternado com a situação, visivelmente abatido e sofrendo as consequências do término. Ele está disposto a tudo para tê-la de volta, inclusive se submeter a um relacionamento baunilha, como ele mesmo denomina. Porém as coisas não são bem assim, Christian, apesar de suas promessas, continua possessivo e controlador, principalmente tratando-se de Jack Hyde (Eric Johnson), atual chefe de Ana.


Armas na Mesa - Crítica

Miss Sloane

Lançamento: 2 de fevereiro de 2017
Com: Jessica Chastain, Mark Strong, John Lithgow
Gênero: Drama

Quão longe você iria para vencer no seu trabalho? Ética, honestidade, altruísmo, fariam você repensar suas ações?

Armas na Mesa trata de diversas questões, dentre elas, as apontadas acima. O foco do filme é sobre a influência que os lobistas têm sob os políticos e até onde eles vão para levar seus ideais ou campanhas até a vitória em uma votação. Claro, não temos como saber se todo este conflito de interesses, custe o que custar, que é retratado no filme de fato ocorre, mas podemos ter uma ideia de como funciona a política norte-americana.

No filme somos apresentados a Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma lobista com uma carreira em ascensão, viciada em trabalho e focada na vitória. Mais uma mulher retratada no cinema de forma forte, totalmente independente, sem nenhum tipo de pudor e aparentemente, desprovida de sentimentos. No papel da senhorita Sloane, Jessica tem uma atuação excelente, na maioria de suas cenas, consegue demonstrar todas as facetas da personagem, sem dispersar do foco do filme que é destacar a profissional estrategista que ela realmente é. 

Ainda sobre o elenco, o filme conta com atores de peso, dentre eles John Lithgow ganhador do Globo de Ouro por The Crown, Mark Strong que personificou Stewart Menzies em O Jogo da Imitação e também Sam Waterston, o eterno Jack McCoy da série Law and Order. Como bem sabemos, todos com atuações sublimes para o longa.

Quanto a trilha sonora e fotografia, o filme não brilha em nenhum dos dois pontos, mas também não é um problema, contribuem de forma regulada para as reviravoltas, direcionando o público para o foco principal do filme sempre quando solicitado. Particularmente, apesar dos pontos fortes da trama, o desfecho me pareceu um pouco previsível, mas para as 2 horas e 12 minutos, foi bem executado para uma ficção. Se é possível na vida real, isso deixo com vocês.

Assassin's Creed - Crítica

Assassin's Creed

Lançamento: 12 de janeiro de 2017
Com: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Ariane Labed
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica

Quando uma nova adaptação é anunciada, é impossível não criar expectativas, com muita pressão sobre os ombros, imagino que para os produtores também não seja uma tarefa muito fácil de ser executada. Além de fazerem um bom filme, é preciso também agradar os fãs, responsáveis, talvez, pela ascensão ou pela tragédia que uma adaptação pode virar. São muitos os maus exemplos disso no cinema, mas Assassin's Creed pode mudar isso.

Criada pela Ubisoft, Assassin's Creed é uma série de games de ação e aventura, com uma pitadinha de ficção científica, lançada em diversas plataformas, tornando-se a franquia mais vendida do estúdio. A adaptação, que chega aos cinemas no dia 12 de janeiro, contará uma história original que expande ainda mais a mitologia que envolve a série de games e livros. 

Callum Lynch (Michael Fassbender) é um homicida condenado a morte, que após sua sentença, acorda em Abstergo, uma empresa que serve como fachada para a ordem dos templários. O objetivo dos templários é encontrar um artefato sagrado chamado Maçã do Éden, criado pela primeira civilização para assegurar a submissão da humanidade. Para buscar o artefato, foi desenvolvido uma tecnologia revolucionária. A Animus é capaz de desbloquear memórias genéticas e a Dra. Sophia Rikkin (Marion Cotillard) tem em Callum, a última esperança de encontrar o artefato.

A Maça do Éden é protegida pela ordem dos assassinos e Aguilar de Nerha foi o último homem conhecido a possuir o artefato. Ancestral de Callum, Aguilar foi um assassino espanhol que viveu no século XV. Juntamente com outros assassinos, que juraram a vida pela proteção do artefato, eles trabalham para que a Maça do Éden não seja descoberta, para que não caia nas mãos dos templários que a querem para terminarem com o livre arbítrio.