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A Pequena Caixa de Gwendy | Stephen King e Richard Chizmar

Título Original: Gwendy's Button Box
Autores: Stephen King e Richard Chizmar
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168
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Gwendy Peterson é uma pequena garota de 12 anos, moradora de Castle Rock, ela vive lá com a família e apesar da vida feliz ao lado deles e de sua melhor amiga, as coisas nem sempre são fáceis no seu colégio. Como uma pré-adolescente, existem coisas que lhe incomodam e entristecem.

Em uma bela noite, enquanto estava indo para Castle View, subindo as conhecidas Escadas Suicidas, Gwendy escuta um homem lhe chamando, em um canto escuro do parque pelo qual ela caminhava, ora não seria muito inteligente uma garota de 12 anos, sozinha, à noite, no escuro, atender o chamado de um homem que ela nunca havia visto na sua vida. Mas o Sr. Ferris, o homem misterioso, apenas desejava lhe presentear com uma caixa, ainda mais misteriosa que ele. Ela possuía sete botões, seis deles ligados a continentes, todos com cores diferentes, e o último, o sétimo, preto, e que, segundo Ferris, nunca deveria ser apertado. Além dos botões a caixa tinha alavancas que davam moedas antigas ou doces de chocolates com formato de animais.

Que criança não ficaria tentada em pegar aquela caixa? Obviamente a menina aceita o presente e o esconde em sua casa, começa a se divertir puxando suas alavancas e as coisas na sua vida, com a sua família, amigos e até mesmo no mundo em geral começam a ficar desastrosas. Os desastres acontecem justamente nos mesmos dias em que ela tem vontade de interagir com algo proibido da caixa, seria ela a culpada por tudo de ruim que está acontecendo? Teria a caixa, algo haver com todos esses problemas ou seria apenas uma terrível coincidência?

21 Lições para o Século 21 | Yuval Noah Harari

Título Original: 21 Lessons for the 21st Century
Autor: Yuval Noah Harari
Tradução: Paulo Geiger
Ano: 2018
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 441
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Yuval Noah Harari, nascido em Israel, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e ph.D em história pela Universidade de Oxford, tornou-se mundialmente reconhecido por seu primeiro livro, Sapiens, publicado em mais de 35 países e localizado entre uma das obras mais vendidas na lista de livros internacionais. 

Em seu primeiro livro, por meio de uma escrita bem-humorada, acessível e inegavelmente contextualizada, o autor delineia a trajetória humana, explora as nuances nunca exploradas ao longo do ensino formal, detalha nossos erros e acertos, mas, principalmente, firma uma teoria que, embora trabalhada por outros autores antes dele, nunca se delimitou de forma tão fundamentada quanto em Sapiens. Ao perceber a habilidade intrinsecamente humana de criar histórias, consolidar ficções e compartilhar narrativas, Harari interliga os primórdios da natureza humana e sua expansão por entre os limites da terra ao ato de contar histórias e basear-se em ficções. Assim criamos impérios, religiões, dinheiro, governos e toda uma gama de elementos ficcionais capazes de dar ordem à realidade.

“Para o bem ou para o mal, a ficção está entre os instrumentos mais eficazes na caixa de ferramentas da humanidade”

Ao longo de Homo Deus, seu segundo livro publicado, o autor reflete acerca dos caminhos humanos e como todo e cada elemento de nossa trajetória enquanto espécie pode vir a aniquilar promissores quadros futuros. Interligando tendências atuais observadas em pesquisas científicas e tecnológicas ao conhecimento de todos os erros humanos e tragédias provocadas por mãos humanas, além de uma habilidade reflexiva que por vezes se associa às melhores obras de ficção científica, o autor debate cenários futuros racionalmente e fortemente passiveis de materializarem-se como destino da humanidade.

Espere Agora pelo Ano Passado | Philip K. Dick

Título Original: Now Wait for Last Year
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 293
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No contexto fictício de um futuro distante a humanidade descobriu-se descendente de uma raça alienígena que muitos anos no passado precisou pousar e, devido à imprevistos e possíveis falhas mecânicas, deixar para trás algumas de suas naves neste fabuloso e constantemente ignorado planeta. 

Os espécimes abandonados pouco a pouco se modificaram, transformando-se neste animal bípede, razoavelmente racional e nem sempre fofinho conhecido por ser humano. Nossos problemas – que já não eram poucos – elevam seu nível de grandeza quando, ao estabelecer contato com uma quantidade considerável de raças alienígenas, a humanidade alia-se ao lado errado em uma guerra que só lhe causa dores de cabeça e prejuízos.

É neste contexto que encontramos Eric Sweetscent, um médico capaz de retirar, em questão de minutos, órgãos humanos que não funcionam mais e em seu lugar implantar órgãos artificiais capazes de ampliar drasticamente a expectativa de vida de seus pacientes. Eric trabalha como médico particular de um dos mais importantes nomes da indústria terráquea, contudo, ele frequentemente se questiona se seu planeta escolheu o lado correto na guerra intergaláctica que enfrentam desde que sua aliança foi firmada; encontra-se em um casamento conturbado em que a bela esposa também se classifica como inegável viciada em drogas e, quando sua vida parecia não esconder nada mais de novo sob o sol, lhe será oferecida uma proposta irrecusável.

“Os seres humanos sempre se esforçaram para reter o passado, para conservá-lo de forma convincente; não há nada de errado nisso. Sem isso, não temos nenhum senso de continuidade, temos apenas o momento”

Dublinenses | James Joyce

Título Original: Dubliners
Autor: James Joyce
Tradução: Caetano W. Galindo
Ano: 2018
Editora: Penguin Companhia
Páginas: 277
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James Joyce - irlandês nascido no ano de 1882 e autor da renomada obra Ulysses - teve sua produção literária elaborada e publicada entre os anos de 1907 e 1939. Embora a leitora que vos fala reconhecesse a existência do escritor e, como muitos devem saber, possui grande amor por obras e autores clássicos, até o momento em que me foi atribuída a oportunidade de realizar a leitura de Dublinenses, eu não possuía o menor conhecimento ou expectativa do que poderia me aguardar ao longo das páginas escritas por este autor.

Neste sentido, uma vez que estamos abordando um livro de contos e um primeiro contato entre a escrita de um autor consagrado e uma leitora que não sabia o que esperar de sua produção literária, considero importante ressaltar que esta não será uma resenha padrão. Minha intenção com este texto está muito mais voltada às impressões de leitura, aos pensamentos com relação ao estilo de escrita e aos pontos positivos desta obra do que relatar o que encontraremos em cada breve história criada pelo autor.
“Por que será que palavras como essas me parecem tão apagadas e tão frias? Será porque não há palavra que seja terna o bastante para ser teu nome? ”

Celular | Stephen King

Título Original: Cell
Autor: Stephen King
Tradução: Fabiano Morais
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 384
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Clay Riddell é um adulto de meia idade que tenta emplacar nas bancas sua primeira história em quadrinhos. Bem no dia em que ele sai pelas ruas de Boston, ele começa a ver coisas estranhas acontecerem: o ouvido de uma mulher começa a sangrar enquanto ela falava ao telefone, outra pessoa começa a ter um comportamento estranho e muda sua fisionomia bem na frente dele, ficando com a aparência de um zumbi. 

No começo é difícil de entender o que está acontecendo, mas logo ele descobre a explicação para aquilo: de alguma maneira, os celulares estão fazendo as pessoas enlouquecerem. 

Riddell não sabe o que fazer até que encontra mais dois companheiros de luta, Tom McCourt e a jovem de apenas quinze anos Alice Maxwell. Os três não sabem como estão suas famílias, estão sozinhos e não sabem se existem mais pessoas infectadas fora de Boston. Clay, por exemplo, havia deixado sua família no Maine e não sabe se a epidemia chegou até lá.

Celular é daqueles livros com o terror bem característico de King, cenas fortíssimas, mortes para todo lado, coisas fantasiosas acontecendo, mas devido a construção de seus cenários, com uma enorme dose de realidade.

Sobre a realidade que King consegue passar para o livro, trago a você uma história muito bacana. Em setembro eu fui para Boston, a trabalho e um dos livros que levei para ler durante as viagens de avião foi Celular, sem saber que ele se passava em Boston. E ele foi minha companhia na viagem de o retorno ao Brasil, imaginem só, você saindo de um lugar que gostou muito de conhecer, lendo um livro que se passa, com os mínimos detalhes, nas ruas que você havia acabado de conhecer. Foi uma das melhores sensações, a qualidade da descrição das cenas, com os personagens passando exatamente nas ruas mais importantes da cidade, pelas quais eu também havia passado, a impressão de estar dentro do livro era real e muito especial.

Os Números do Amor | Helen Hoang

Título Original: The Kiss Quotient
Autor: Helen Hoang
Tradução: Alexandre Boide
Ano: 2018
Editora: Paralela
Páginas: 280
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Stella Lane está seguramente estável em seus números e tabelas. A vida pra ela sempre foi uma ciência exata, onde tudo pode ser calculado ou previsto. Suas assertivas a tornaram a melhor em seu ramo profissional. Ela é bem sucedida, tem a casa que sempre sonhou, e veste com orgulho o terninho de ótima qualidade feito sob medida para o seu belo corpo. Um corpo que nunca foi tocado pelas mãos de um homem que ela tivesse realmente gostado. 

Na verdade, os números não conseguem ajudá-la se o assunto é o sexo oposto e quando sua mãe continua pressionando-a para enfim apresentar um namorado, ela toma a primeira e mais lógica decisão em que consegue pensar: Stella contrata alguém para treiná-la. Se tem uma coisa que ela sabe bem, é que a prática leva a perfeição, e é por isso que ela está mais do que disposta a usar todo o dinheiro que possui para se tornar a mulher dos sonhos de qualquer cara. No entanto, quando ela se depara com Michael Phan, o acompanhante profissional contratado, ela só consegue pensar em fugir. Stella não tem certeza se conseguirá se concentrar na tarefa quando um homem tão lindo como ele a olha daquela maneira, como se conseguisse ver a garota de verdade por trás da fachada fria e recatada.

O tema já é velho, mas talvez nunca tenha sido abordado dessa forma. É comum encontrarmos dentro do gênero romance erótico, livros onde nos são apresentadas garotas de programa que acabam por se envolver romanticamente com seus clientes. Há certo fetiche na situação e já conseguimos notar que esse tipo de coisa vende. Encontramos a proposta também na leitura de Os Números do Amor, mas em um formato totalmente novo e interessante, que tenho certeza, você vai adorar conhecer.

Fogo e Sangue | George R. R. Martin

Título Original: Fire and Blood #1
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Regiane Winarski e Leonardo Alves
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 600
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Estamos em Westeros, no ano 0 DC, nos primórdios das grandes casas dos sete reinos, trezentos anos antes do início das histórias contadas em A Guerra dos Tronos, primeiro livro da aclamada série de literatura fantástica As Crônicas de Gelo e Fogo.

Guerra dos Tronos foi lançado originalmente em 1996 e era para ser apenas uma trilogia, porém seu escritor, George R. R. Martin, decidiu esticar um pouco a série e já definiu que serão sete volumes, cinco deles já lançados. O último deles tem o título de A Dança dos Dragões e foi lançado no longínquo ano de 2011. Os próximos dois livros já têm títulos e se chamarão “The Winds of Winter” e “A Dream of Spring”. Os livros são calhamaços de letras miúdas, daquelas leituras que você precisa maratonar para terminar logo, mas valem a pena cada segundo debruçado sobre suas páginas.

Essa enorme obra de sucesso virou uma série de televisão transmitida pelo canal de TV à cabo HBO, e alcançou tanto ou mais sucesso que sua vertente literária. Mas como todos nós sabemos que livros são sempre infinitamente melhores do que qualquer adaptação cinematográfica ou televisiva, preferimos a leitura dessa infinidade de histórias de traição, sexo, mortes e muito sangue.

Mas não é só da série principal que vive George R. R. Martin, muitos fãs de GOT (sigla da série Game Of Thrones) chegam a dizer que ele não termina os volumes que faltam porque passa muito tempo escrevendo ramificações da obra. GOT tem um universo tão bem criado e com tantos detalhes que gera histórias a parte, que são escritas obedecendo fielmente os dados históricos da obra principal. George R. R. Martin abusa disso, sua série já conta inclusive com uma trilogia chamada de Contos de Dunk e Egg, onde são contadas as histórias de um cavaleiro e seu escudeiro, e com a série de mais cinco livros chamada pelo próprio Martin de História Falsa, que também já conta com cinco obras (dentre livros e novelas) e que ganhará mais um volume. É nesta última ramificação que se encaixa Fogo e Sangue – Volume I, o mais novo livro do mestre da fantasia.

A Caçadora de Dragões | Kristen Ciccarelli

Título Original: Iskari #1 - The Last Namsara 
Autora: Kristen Ciccarelli 
Tradução: Eric Novello 
Ano: 2018 
Editora: Seguinte 
Páginas: 384 

Nesse primeiro volume da trilogia Iskari, conhecemos Asha, a filha do Rei de Firgaard, um lugar onde os dragões são atraídos e fortalecidos por histórias. Quando era criança, Asha era atormentada por pesadelos, e sua mãe viu como única saída contar histórias para acalmá-la. Mas esse hábito acabou atraindo Kozu, o primeiro dragão, o mais feroz de todos, que destruiu a cidade e matou milhares de pessoas, e deixou a própria Asha com uma enorme culpa e cicatrizes que a marcaram para sempre. 

Por causa dessa tragédia, Asha cresce e se torna uma caçadora de dragões habilidosa, que jura acabar com todos os dragões. Ela é conhecida como Iskari, que nas lendas antigas foi criada pelo Antigo e amaldiçoada quando se voltou contra ele. Essas lendas fazem parte das histórias proibidas porque atraem os dragões, mas no começo da história, Asha precisa voltar a conta-las em segredo, já que está ficando cada vez mais difícil atrair os dragões para mata-los. 

Durante uma caçada em que acaba ferida com o tóxico fogo de dragão, Asha é chamada de volta por seu pai, que faz uma proposta para libertá-la do noivado com Jarek, o odioso comandante do exército. Mas antes de atender ao chamado do rei, ela vai tratar da queimadura e acaba conhecendo Torwin, um escravo skral que pertence a Jarek, mas que não se comporta como nenhum outro escravo, despertando a curiosidade de Asha. A Iskari aceita a proposta de seu pai, de matar o primeiro dragão e se redimir com o povo, mas essa tarefa vai revelar mais sobre a história do mundo e da própria Asha do que ela imagina. 

"Os heróis antigos eram chamados de namsara em homenagem ao amado deus. Mas sua filha seria iskari — como a deusa letal."

A Rainha Vermelha - Edição de Colecionador | Victoria Aveyard

Título Original: Red Queen
Autora: Victoria Aveyard
Tradução: Cristian Clemente
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Páginas: 448
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Foi em 2015 que conheci pela primeira vez a história de Mare Barrow, que conheci a história de A Rainha Vermelha. Neste mundo, conheceremos uma sociedade dividida pelo sangue: o vermelho e o prateado.

Os mais pobres e os sem poderes, são os vermelhos. Existem apenas para servir, seja na casa de prateados ou na guerra. Os poderes que os prateados possuem, sejam eles de qualquer origem, os tornam quase deuses. É neste contexto que conheceremos nossa protagonista que vê seu destino traçado, sem esperanças de uma vida melhor para si, ou para sua família. Porém, como um golpe do destino Mare consegue um emprego no palácio real, ao lado do rei, da rainha, do príncipe mais novo e do príncipe herdeiro, Cal. No palácio Mare descobre possuir também poderes, mas como se ela é uma vermelha?

Como disse acima, li A Rainha Vermelha há três anos e agora, com esta releitura, posso trazer novamente esta resenha para vocês desta história incrível e que conquistou meu coração. Tenho certeza que a história de Mare e as consequências de suas ações vão te conquistar, fazer com que você deseje conhecer mais sobre o Reino de Norta e da resistência chamado a Guarda Escarlate que ainda luta para acabar com a soberania dos prateados.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica | Hank Green

Título Original: An Absolutely Remarkable Thing 
Autor: Hank Green 
Tradução: Lígia Azevedo 
Ano: 2018 
Editora: Seguinte 
Páginas: 343

April May é uma designer de 23 anos, moradora da cidade de Nova York, que trabalha para uma startup e divide um apartamento com Maya, sua namorada. Um dia, ao sair de madrugada do trabalho, April se depara com o que parece uma enorme escultura de um robô. Fascinada com aquilo que assemelha-se a uma obra de arte, a garota liga para seu melhor amigo, Andy, e juntos eles gravam um vídeo do robô, que ela vai carinhosamente apelidar de Carl

O que April não esperava é que seu vídeo iria viralizar e da noite para o dia, ela se tornaria famosa. Porém, mais do que isso, April não sabia que Carl não é único e que iguais a ele, existem 64 espalhados por todo mundo. Ninguém sabe como eles foram parar ali e suas propriedades físicas e químicas chocam a vários estudiosos. Com isso, teorias de que estes robôs são uma espécie extraterrestre, começam a se espalhar e provavelmente, April foi a primeira humana a fazer contato com eles. Em meio a uma confusão de sentimentos com relação ao que Carl é de verdade e o que isso significa, a jovem se vê ainda, tentando lidar e fracassando com relação a fama e as consequências decorrentes disso. 

“Em geral, o poder significa uma vida mais fácil. Isso está tão entranhado na gente que a maioria nem percebe quanto poder tem.” 

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o livro de estreia do autor Hank Green, irmão do nosso querido John Green. Hank é YouTuber e dono dos famosos canais Vlogbrothers, Crash Course e SciShow. Se arriscando no mercado editorial, Hank fugiu das temáticas de seu irmão e apostou na ficção científica. O livro foi lançado aqui no Brasil em setembro de 2018, pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras.

A Máquina do Tempo | H. G. Wells

Título Original: The Time Machine
Autor: H. G. Wells
Tradução: 
Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168

Imagine que um pesquisador do século XIX se lançasse em meio a uma empreitada para desvendar os mistérios relacionados à dimensão temporal. Imagine também que a ânsia deste pesquisador possibilite a reunião dos conhecimentos necessários para construir uma máquina do tempo que, verdadeiramente, permita a translocação de uma pessoa para os pontos mais longínquos do passado ou futuro da humanidade. O que este bravo explorador poderia encontrar ao longo de suas viagens? Seria o futuro da humanidade algo tão magnífico e promissor quanto muitos de nós dispõem-se a acreditar?

O viajante do tempo retorna de sua fascinante jornada com nada mais do que um olhar desolado, aspecto debilitado, roupas rasgadas e sujas, pequenas e belas flores guardadas em seus bolsos e uma história que muitos ousariam afirmar ser nada mais do que alucinações de um cientista louco! No futuro, segundo seu relato, encontraremos os graciosos e pacíficos Eloi, ruínas de uma civilização próspera, descanso e apreciação da natureza, mas também os misteriosos e sombrios Morlocks, que guardam os segredos de um futuro que pode não ser tão magnífico, promissor e agradável quanto suas aparências nos fazem acreditar.

“Fiquei abatido ao pensar em como o sonho do intelecto humano havia sido breve. Tinha cometido suicídio”

Queria Que Você Me Visse | Emery Lord

Título Original: When We Collided
Autora: Emery Lord
Tradução: Lígia Azevedo
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Páginas: 349

Uma jovem que só quer sentir. Isso mesmo, simples assim, sentir. Sentir a vida pulsar em suas veias, sentir o vibrar da gargalhada se formando em sua garganta, sentir o arrepio na pele diante de um desafio, da beleza da cor em cada nuance do lugar em que está. Sentir e tão somente sentir, sem medo de ousar, de errar, de arriscar. A vida para ela é algo tão precioso e único que precisa ser vivida ao seu máximo, com intensidade, sem limites.

Vivi é essa jovem audaciosa, entregue e apaixonada. Que onde chega erradia luz, cor, sons, uma força da natureza, um pequeno furacão que por onde passa deixa sua marca. Mas engana-se quem pensa que é somente isso. Por trás de toda impetuosidade, existem segredos, temores, eu diria até que arrependimentos, problemas não tão fáceis se serem resolvidos, ultrapassados, principalmente por alguém tão jovem e com tanto para descobrir e aprender.

“(...) Mas a vida nos surpreende. Ela nos diz para fechar os olhos e assoprar as velinhas, mas às vezes enfia o bolo na nossa cara antes do pedido. E às vezes — só às vezes — você consegue o que queria.”

Jonah Daniels carrega sobre os ombros muitas responsabilidades, algumas que não deveriam pesar sobre ele, mas que diante das circunstâncias não restaram alternativas. Seu pai faleceu a seis meses, deixando seis filhos e uma viúva que não consegue superar o luto. A vida que antes parecia leve, cheia de sonhos e planos precisou entrar em pausa, dando lugar para dor, renúncia e preocupações. Inteligente, forte, talentoso, esse jovem é notável, generoso, carinhoso e tudo que mais desejamos no decorrer das páginas é poder abraça-lo, pegar em sua mão e dizer que tudo ficará bem. Mas uma pessoa consegue fazer isso por nós – Vivi.

Em Pedaços | Lauren Layne

Título Original: Broken
Autor: Lauren Layne
Tradução: Lígia Azevedo
Ano: 2018
Editora: Paralela
Páginas: 247
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Aos vinte e dois anos, Olivia leva uma vida de novela. Linda, loira e muito rica, é a herdeira de uma fortuna e sempre se viu cercada por famílias importantes, cheia de privilégios e benefícios que só o dinheiro pode proporcionar. Perfeita aos olhos dos outros e muito querida por todos. Porém, existe algo a atormentando, tirando a sua paz e despertando em seu íntimo a necessidade de fugir desse meio ao qual sempre viveu e é justamente por isso que ela larga a faculdade, e aceita um emprego “desafiador”. 

Irá se mudar para uma cidade pequena e se dedicará aos cuidados de um ex-soldado que recém retornou da guerra. Tal feito a coloca ainda mais em evidência, as pessoas começam a enxergá-la como um ser altruísta, quando na verdade suas motivações são egoístas, Olivia está buscando por redenção.

Paul só quer paz, viver como um recluso, longe de tudo e todos. O sentimento que predomina em seu coração é a raiva. Raiva do mundo, do seu pai, de si mesmo, raiva de tudo que presenciou e viveu na guerra, raiva de suas perdas, de sua impotência, das sequelas, feridas físicas e emocionais que sempre irá carregar. Porém, seu pai parece não ser capaz de compreender tudo que ele passou, sua necessidade de isolamento e insiste em mandar um cuidador atrás do outro, como se milagrosamente tudo fosse mudar e impiedosamente Paul os afastas, uma briga que parece longe do fim, até que... Olivia chega.

“É que, lá no fundo, sei que a razão pela qual vim pra cá foi a noção inocente de que ajudar Paul acabaria me ajudando. Que, de alguma forma, eu poderia consertar o que estivesse quebrado e podre dentro de mim.”

Um Artista do Mundo Flutuante | Kazuo Ishiguro

Título Original: An Artist of the Floating World
Autor: Kazuo Ishiguro
Tradução: 
José Rubens Siqueira
Ano: 2018
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 225

Masuji Ono, em sua juventude promissora, repleta de sonhos, planos e ideologias, enfrentou os preconceitos e aspirações do pai comerciante para seguir carreira como pintor. As dificuldades do ofício, carência de acomodações de qualidade e cobrança por quantidade de quadros produzidos não foram capazes de reduzir a paixão e talento do jovem que, perseverante, recebe uma oferta para unir-se ao grupo de aprendizes de um renomado pintor local.

A notoriedade de suas obras e o contato com pensamentos nacionalistas logo direcionam o foco de Masuji Ono para a defesa do governo Imperial, da mesma forma, funcionam como forte propaganda para os ideais que permeavam o imaginário japonês no contexto dos acontecimentos que influenciaram ou vieram a determinar as consequências sofridas pelo Japão após o término da Segunda Guerra Mundial.

“Hoje em dia vejo isso o tempo todo ao meu redor; alguma coisa mudou no caráter da geração mais nova de uma forma que não compreendo inteiramente, e certos aspectos dessa mudança são inegavelmente perturbadores.”

Agora aposentado, com uma filha casada e tendo iniciado as negociações para o casamento de sua segunda filha, o velho pintor recorda o passado com carinho, desconfiança e reflexão, contrapondo os pensamentos de sua geração com aqueles pertencentes aos jovens japoneses. Com frequência retoma a influência que possuiu enquanto lecionou artes na Universidade da cidade, relembra os ideais debatidos e difundidos juntamente a seus discípulos, indaga-se sobre o destino de tantos japoneses que conheceu ao longo dos anos e questiona-se sobre a forma com que os eventos do passado são capazes de influenciar o desenrolar do presente.

A Parte Que Falta | Shel Silverstein

Título Original: The Missing Piece
Autor: Shel Silverstein
Tradução: Alípio Correa de Franca Neto
Ano: 2018
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 112
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A Parte Que Falta de Shel Silverstein tem uma história e traços bem simples. Publicado originalmente em 1976, o Grupo Companhia das Letras trouxe através do selo Companhia das Letrinhas esse ano para o Brasil. Mas se engana quem pensa que esse livro foi feito só para crianças. Apesar de ser publicado por um selo infantil, ele é recomendado para todas as idades e para todos que se sentem perdidos em sua jornada através da vida. 

Acompanhamos a incessante busca de um ser, pela parte que lhe falta. Ao longo do caminho, ele encontra diversas barreiras, um caminho cheio de altos e baixos e tenta encaixar diferentes formas nessa parte que lhe falta, sem perder a chance de conhecer o universo ao seu redor, as pequenas coisas que lhe deixam feliz. Porém, ao longo de seu caminho, nenhuma parte que ele encontra parece encaixar direito. Pelo menos até o dia que ele encontra a parte que lhe parece ser perfeita.

Quem olha sem atenção pode achar que se trata apenas de uma historinha sobre uma bolinha rolando por aí. Na realidade, é uma fábula moderna que questiona o sentimento de realização. Apesar de muitas pessoas apenas associarem a realização no sentido amoroso - a velha frase "em busca da outra metade da laranja" -, eu vejo esse livro para algo que vai muito além da dependência amorosa.   

"Não sou a parte que te falta. Não sou parte de ninguém. Sou parte completa."

A Hora do Lobisomem | Stephen King

Título Original: The Cycle of the Werewolf
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 152
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Lançado originalmente em 1983, A Hora do Lobisomem, de Stephen King, ganhou em 2017 uma nova edição pela Editora Suma. O novo livro compõe a coleção Biblioteca Stephen King que vêm relançando clássicos do autor que há muito saíram de circulação.

Dividido em doze capítulos, um para cada mês do ano. Nós acompanharemos a história da pequena cidade de Tarker's Mill. Porém a calmaria da cidade parece comprometida quando terríveis assassinatos começam a acontecer. Um certo padrão é estabelecido e todo mês, em toda lua cheia, alguém é brutalmente assassinado. A primeira vítima fora um sinaleiro de ferrovia, a segundo, uma mulher, que fora atacada em sua própria casa. Quem será o próximo?

Particularmente, se eu tivesse que indicar um livro que servisse de porta de entrada para um leitor, que deseja conhecer Stephen King, eu indicaria A Hora do Lobisomem. De todas as leituras que fiz do autor, esta foi que mais me cativou. Aqui a característica prolixa de King fica de lado, dando espaço para a objetividade da trama, com ritmo e uma fluidez acertada para a leitura. Porém, se você espera uma história extraordinária sobre lobisomens, aqui, talvez você se decepcione. Para mim não foi problema algum, pois vi na simplicidade da história mais uma faceta do autor, o renomado e intitulado como mestre do terro que conseguiu me convencer.

"O Ciclo do Lobisomem começou."

Muito Além do Amor | Camila Moreira

Título Original: Muito Além do Amor
Autora: Camila Moreira
Ano: 2018
Editora: Paralela
Páginas: 328
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Após um acidente que quase tirou sua vida, Diego Ferraz perdeu parte da memória. O impacto de não ter mais certeza sobre si, mudou por completo seus sonhos, desejos e até mesmo o relacionamento com uma ruiva estonteante que tenta a todo custo reconquistar as preciosas memórias de ambos. Apesar de não ter certeza sobre alguns fatos do passado, ele sente que a nova carreira que vem seguindo não poderia lhe trazer mais satisfação, mesmo que, às vezes, seja preciso lidar com a frustração. Um homem que possui um forte senso de justiça e que luta diariamente na promotoria para defender mulheres vítimas de abuso doméstico, se vê perdido em meio à um redemoinho de dúvida e paixão quando uma doce e fragilizada jovem lhe sorri em meio a dor.

Larissa foi ao inferno e voltou diversas vezes. A única coisa capaz de fazê-la levantar da cama todos os dias pela manhã, é o amor que sente pela filha Malu. Duas almas feridas pela maldade humana e que vivem na sombra de um passado cruel, tentam desesperadamente se curar enquanto reconstroem os cacos de um coração destruído. Uma criança que foi silenciada pelo desespero e uma mulher machucada demais para voltar a confiar, encontram em um oficial de justiça a esperança que só poderiam almejar em sonho. 

Quando Larissa atende mais uma mesa em seu trabalho como garçonete, carrega no rosto o sorriso educado de sempre, ela só não esperava encontrar um par de olhos tão profundos e enigmáticos quanto aquele. Medo, primeiro ela sentiu medo e achou que só haveria isso em si mesma para dar a outro alguém. Mas essa não seria a última vez que veria Diego Ferraz, e essas duas pessoas com tantos obstáculos entre si poderiam ser a tão esperada salvação um do outro.

"É engraçado como as pessoas julgam relacionamentos como o que tive. Para elas, terminar seria a solução mágica. Depois disso, tudo ficaria bem, não é mesmo? Acontece que elas não sabem que somos envenenadas durante anos. Pequenas doses de abusos e agressões que demoram para fazer efeito, mas que nos matam para o mundo. Depois do fim temos que lidar com nossa mente fragmentada e um coração doente. Não nos recuperamos depois do fim. A verdade é que continuamos, por um bom tempo, reféns de todo terror que um dia vivemos."

Céu Sem Estrelas | Iris Figueiredo

Título Original: Céu Sem Estrelas
Autora: Iris Figueiredo
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Páginas: 360
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Em o Céu Sem Estrelas, Cecília acabou de entrar na faculdade de Desenho Industrial na UFF e está trabalhando numa livraria, seu primeiro emprego depois de ter saído da escola. Ela nunca conheceu o pai e tem um relacionamento muito conflituoso com a mãe, que a faz sentir muitas inseguranças e se cobrar. Somado a isso, ela não consegue enxergar o seu espaço no mundo por ser uma garota gorda e fora dos padrões.

Após uma briga feia com a mãe, Cecília resolve sair de casa e dessa vez recorre a melhor amiga Iasmin, ao invés de ficar na casa de sua vó. Eis que, Bernardo entra em cena na história. Ela sempre teve um crush enorme pelo irmão mais velho da amiga e agora eles passam a conviver debaixo do mesmo teto.

Por sua vez, Bernardo também tem o seu espaço na narrativa. Ele precisa lidar com problemas em casa que envolvem o relacionamento péssimo dos pais. Talvez o dinheiro compense um pouco as coisas, mas ainda assim ele se sente muito frustrado em ter que lidar com a "fachada de família perfeita". A chegada de Cecília em sua casa acaba abrindo os seus olhos para menina que ele viu crescer ao lado da sua irmã e que agora tinha se tornado uma mulher linda.

"Tudo que conseguia lembrar era do céu sem estrelas."

Graça e Fúria | Tracy Banghart

Título Original: Grace and Fury
Autora: Tracy Banghart
Tradução: Isadora Prospero
Ano: 2018
Editora: Seguinte
Páginas: 304
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Aqui temos duas protagonistas. Cada uma com seu jeito de agir e pensar. Uma conformada com seu destino e a outra não querendo aceitar o sistema. Porém, aquela garota conformada acaba se vendo em uma situação difícil. Ela vai ter que lutar para sobreviver. O universo dessa história se passa em Viridia, com uma sociedade dominada pelos homens. As mulheres aqui não tem vez e nem voz. Não podem ler e nem escrever, não tem acesso a nenhum conhecimento. Não passam de meras peças nesse universo masculino. Não é à toa que não existem reis, mas sim superiores. Que não existem rainhas, mas sim graças.

Serina e Nomi são duas irmãs bem opostas. Desde o seu nascimento, Serina foi ensinada e preparada por sua mãe para ser uma graça: uma mulher que seria uma das muitas mulheres do superior. Ela deve ser bela, elegante e obediente. Enquanto Nomi foi criada para ser a aia de sua irmã. Em sua criação, Nomi acabou sendo um pouco negligenciada por sua mãe e seu pai, que não viram o quanto ela fugia às regras da sociedade em muitas ocasiões.

Agora Serina está com idade para ser uma das graças e pretende cuidar para que Nomi não fuja às regras e os outros descubram o seu maior segredo. Nesse ano, será o herdeiro que escolherá suas primeiras três graças e Serina acaba sendo escolhida como uma das finalistas. Ela vai para o palazzo com sua irmã e está confiante que o herdeiro a escolherá quando ela é a única mulher que ele chama para dançar. No entanto, é Nomi que ele escolhe em seu lugar.

"Não. Não é uma escolha quando você não tem a liberdade de dizer não."

O Elefante Desaparece | Haruki Murakami

Título Original: Zo No Shometsu
Autor: Haruki Murakami
Tradução: Lica Hashimoto
Ano: 2018
Editora: Alfaguara
Páginas: 314

Depois do meu primeiro contato com os escritos de Haruki Murakami através do livro Ouça a canção do vento | Pinball, 1973 e Romancista como Vocação, retomo novamente a minha leitura do autor com a coletânea de dezessete contos intitulada O Elefante Desaparece - homônimo do último conto desse livro. 

Todos os contos tratam de alguma forma sobre relacionamentos, mas ao invés de retratar das grandes histórias de amor, Haruki Murakami se detém nas miudezas que envolvem o “ordinário” (comum) das relações, sempre dando um toque de extraordinário. Para não deixar a resenha muito grande, vou destacar os meus favoritos.

Em Mensagem do Canguru, um homem que trabalha na seção de controle de qualidade de produtos de uma loja de departamentos, se sente atraído por uma cliente que relatou uma situação em que não conseguiu trocar um CD errado. Enquanto olhava os cangurus no zoológico, ele começa respondendo a carta fugindo totalmente do protocolo da empresa. Parece que o conto não tem nada de mais, no entanto, ao se lançar um olhar mais subjetivo ao conto, Haruki Murakami fala sobre as imperfeições como forma de ser feliz. 

"Talvez você queira saber o que significa atingir um estado de máxima imperfeição — acho que realmente seria uma pergunta possível. O estado de máxima imperfeição, para resumir, é quando uma pessoa perdoa a outra. Por exemplo: eu perdoo os cangurus, os cangurus perdoam você e você me perdoa."