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A Pequena Caixa de Gwendy | Stephen King e Richard Chizmar

Título Original: Gwendy's Button Box
Autores: Stephen King e Richard Chizmar
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168
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Gwendy Peterson é uma pequena garota de 12 anos, moradora de Castle Rock, ela vive lá com a família e apesar da vida feliz ao lado deles e de sua melhor amiga, as coisas nem sempre são fáceis no seu colégio. Como uma pré-adolescente, existem coisas que lhe incomodam e entristecem.

Em uma bela noite, enquanto estava indo para Castle View, subindo as conhecidas Escadas Suicidas, Gwendy escuta um homem lhe chamando, em um canto escuro do parque pelo qual ela caminhava, ora não seria muito inteligente uma garota de 12 anos, sozinha, à noite, no escuro, atender o chamado de um homem que ela nunca havia visto na sua vida. Mas o Sr. Ferris, o homem misterioso, apenas desejava lhe presentear com uma caixa, ainda mais misteriosa que ele. Ela possuía sete botões, seis deles ligados a continentes, todos com cores diferentes, e o último, o sétimo, preto, e que, segundo Ferris, nunca deveria ser apertado. Além dos botões a caixa tinha alavancas que davam moedas antigas ou doces de chocolates com formato de animais.

Que criança não ficaria tentada em pegar aquela caixa? Obviamente a menina aceita o presente e o esconde em sua casa, começa a se divertir puxando suas alavancas e as coisas na sua vida, com a sua família, amigos e até mesmo no mundo em geral começam a ficar desastrosas. Os desastres acontecem justamente nos mesmos dias em que ela tem vontade de interagir com algo proibido da caixa, seria ela a culpada por tudo de ruim que está acontecendo? Teria a caixa, algo haver com todos esses problemas ou seria apenas uma terrível coincidência?

Espere Agora pelo Ano Passado | Philip K. Dick

Título Original: Now Wait for Last Year
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 293
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No contexto fictício de um futuro distante a humanidade descobriu-se descendente de uma raça alienígena que muitos anos no passado precisou pousar e, devido à imprevistos e possíveis falhas mecânicas, deixar para trás algumas de suas naves neste fabuloso e constantemente ignorado planeta. 

Os espécimes abandonados pouco a pouco se modificaram, transformando-se neste animal bípede, razoavelmente racional e nem sempre fofinho conhecido por ser humano. Nossos problemas – que já não eram poucos – elevam seu nível de grandeza quando, ao estabelecer contato com uma quantidade considerável de raças alienígenas, a humanidade alia-se ao lado errado em uma guerra que só lhe causa dores de cabeça e prejuízos.

É neste contexto que encontramos Eric Sweetscent, um médico capaz de retirar, em questão de minutos, órgãos humanos que não funcionam mais e em seu lugar implantar órgãos artificiais capazes de ampliar drasticamente a expectativa de vida de seus pacientes. Eric trabalha como médico particular de um dos mais importantes nomes da indústria terráquea, contudo, ele frequentemente se questiona se seu planeta escolheu o lado correto na guerra intergaláctica que enfrentam desde que sua aliança foi firmada; encontra-se em um casamento conturbado em que a bela esposa também se classifica como inegável viciada em drogas e, quando sua vida parecia não esconder nada mais de novo sob o sol, lhe será oferecida uma proposta irrecusável.

“Os seres humanos sempre se esforçaram para reter o passado, para conservá-lo de forma convincente; não há nada de errado nisso. Sem isso, não temos nenhum senso de continuidade, temos apenas o momento”

Celular | Stephen King

Título Original: Cell
Autor: Stephen King
Tradução: Fabiano Morais
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 384
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Clay Riddell é um adulto de meia idade que tenta emplacar nas bancas sua primeira história em quadrinhos. Bem no dia em que ele sai pelas ruas de Boston, ele começa a ver coisas estranhas acontecerem: o ouvido de uma mulher começa a sangrar enquanto ela falava ao telefone, outra pessoa começa a ter um comportamento estranho e muda sua fisionomia bem na frente dele, ficando com a aparência de um zumbi. 

No começo é difícil de entender o que está acontecendo, mas logo ele descobre a explicação para aquilo: de alguma maneira, os celulares estão fazendo as pessoas enlouquecerem. 

Riddell não sabe o que fazer até que encontra mais dois companheiros de luta, Tom McCourt e a jovem de apenas quinze anos Alice Maxwell. Os três não sabem como estão suas famílias, estão sozinhos e não sabem se existem mais pessoas infectadas fora de Boston. Clay, por exemplo, havia deixado sua família no Maine e não sabe se a epidemia chegou até lá.

Celular é daqueles livros com o terror bem característico de King, cenas fortíssimas, mortes para todo lado, coisas fantasiosas acontecendo, mas devido a construção de seus cenários, com uma enorme dose de realidade.

Sobre a realidade que King consegue passar para o livro, trago a você uma história muito bacana. Em setembro eu fui para Boston, a trabalho e um dos livros que levei para ler durante as viagens de avião foi Celular, sem saber que ele se passava em Boston. E ele foi minha companhia na viagem de o retorno ao Brasil, imaginem só, você saindo de um lugar que gostou muito de conhecer, lendo um livro que se passa, com os mínimos detalhes, nas ruas que você havia acabado de conhecer. Foi uma das melhores sensações, a qualidade da descrição das cenas, com os personagens passando exatamente nas ruas mais importantes da cidade, pelas quais eu também havia passado, a impressão de estar dentro do livro era real e muito especial.

Fogo e Sangue | George R. R. Martin

Título Original: Fire and Blood #1
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Regiane Winarski e Leonardo Alves
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 600
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Estamos em Westeros, no ano 0 DC, nos primórdios das grandes casas dos sete reinos, trezentos anos antes do início das histórias contadas em A Guerra dos Tronos, primeiro livro da aclamada série de literatura fantástica As Crônicas de Gelo e Fogo.

Guerra dos Tronos foi lançado originalmente em 1996 e era para ser apenas uma trilogia, porém seu escritor, George R. R. Martin, decidiu esticar um pouco a série e já definiu que serão sete volumes, cinco deles já lançados. O último deles tem o título de A Dança dos Dragões e foi lançado no longínquo ano de 2011. Os próximos dois livros já têm títulos e se chamarão “The Winds of Winter” e “A Dream of Spring”. Os livros são calhamaços de letras miúdas, daquelas leituras que você precisa maratonar para terminar logo, mas valem a pena cada segundo debruçado sobre suas páginas.

Essa enorme obra de sucesso virou uma série de televisão transmitida pelo canal de TV à cabo HBO, e alcançou tanto ou mais sucesso que sua vertente literária. Mas como todos nós sabemos que livros são sempre infinitamente melhores do que qualquer adaptação cinematográfica ou televisiva, preferimos a leitura dessa infinidade de histórias de traição, sexo, mortes e muito sangue.

Mas não é só da série principal que vive George R. R. Martin, muitos fãs de GOT (sigla da série Game Of Thrones) chegam a dizer que ele não termina os volumes que faltam porque passa muito tempo escrevendo ramificações da obra. GOT tem um universo tão bem criado e com tantos detalhes que gera histórias a parte, que são escritas obedecendo fielmente os dados históricos da obra principal. George R. R. Martin abusa disso, sua série já conta inclusive com uma trilogia chamada de Contos de Dunk e Egg, onde são contadas as histórias de um cavaleiro e seu escudeiro, e com a série de mais cinco livros chamada pelo próprio Martin de História Falsa, que também já conta com cinco obras (dentre livros e novelas) e que ganhará mais um volume. É nesta última ramificação que se encaixa Fogo e Sangue – Volume I, o mais novo livro do mestre da fantasia.

O Tempo Desconjuntado | Philip K. Dick

Título Original: Time Out of Joint
Autor: Philip K. Dick
Tradução: Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 267

Ragle Gumm levanta da cama todos os dias, desce os degraus da escada e direciona-se para a cozinha com o intuito de fazer um forte café preto. Em seguida, volta-se para a entrada da adorável residência que divide com a irmã, o cunhado e o filho do casal, localizada no subúrbio de uma pacata cidadezinha de um Estados Unidos de 1959. Após respirar o ar fresco da manhã ele pega o jornal do dia em suas mãos e volta para dentro, iniciando assim mais um dia de reflexões, análise de padrões, recolhimento de dados e preenchimento dos formulários correspondentes às respostas para o concurso do jornal, o qual é vencedor consecutivo desde que consegue se lembrar.

A rotina diária de Ragle Gumm poderia manter-se para sempre livre de grandes oscilações ou alterações, não fosse por uma sensação incômoda de que algo está acontecendo diante de seus olhos, porém, estes permanecem obscurecidos por uma fina camada de desconhecimento. Quando objetos reais insistem em desmaterializar-se, deixando para trás pequenos pedaços de papel com nada além de seu nome; no momento em que a opressão causada pelo sentimento de que, caso deixe de responder ao concurso do jornal, algo terrível irá acontecer; quando revistas são encontradas e ninguém parece conhecer os nomes dos filmes e atores famosos, este curioso personagem iniciará um processo sem volta de questionamento da própria realidade.

“As pistas que estamos obtendo não nos dão uma solução, mas nos mostram o alcance dessa impressão de coisa errada”

Uma vez que a pacata cidade demonstra não possuir qualquer resposta para a infinidade de perguntas que se formam em sua mente, configurando-se em nada mais do que um beco sem saída, um caminho circular que o leva sempre para o mesmo lugar, Ragle une-se ao cunhado em uma aventura para além dos limites da cidade. Juntos, dirigindo pelas imensas e sempre retas rodovias em um caminhão roubado, os dois irão descobrir uma realidade muito mais sombria, confusa e complexa do que suas mentes alienadas jamais poderiam imaginar.

A Máquina do Tempo | H. G. Wells

Título Original: The Time Machine
Autor: H. G. Wells
Tradução: 
Braulio Tavares
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 168

Imagine que um pesquisador do século XIX se lançasse em meio a uma empreitada para desvendar os mistérios relacionados à dimensão temporal. Imagine também que a ânsia deste pesquisador possibilite a reunião dos conhecimentos necessários para construir uma máquina do tempo que, verdadeiramente, permita a translocação de uma pessoa para os pontos mais longínquos do passado ou futuro da humanidade. O que este bravo explorador poderia encontrar ao longo de suas viagens? Seria o futuro da humanidade algo tão magnífico e promissor quanto muitos de nós dispõem-se a acreditar?

O viajante do tempo retorna de sua fascinante jornada com nada mais do que um olhar desolado, aspecto debilitado, roupas rasgadas e sujas, pequenas e belas flores guardadas em seus bolsos e uma história que muitos ousariam afirmar ser nada mais do que alucinações de um cientista louco! No futuro, segundo seu relato, encontraremos os graciosos e pacíficos Eloi, ruínas de uma civilização próspera, descanso e apreciação da natureza, mas também os misteriosos e sombrios Morlocks, que guardam os segredos de um futuro que pode não ser tão magnífico, promissor e agradável quanto suas aparências nos fazem acreditar.

“Fiquei abatido ao pensar em como o sonho do intelecto humano havia sido breve. Tinha cometido suicídio”

A Incendiária | Stephen King

Título Original: Firestarter
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 448
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Andy McGee era apenas um adolescente em busca de alguns trocados, quando conheceu Vicky e se voluntariou para um experimento científico da organização governamental clandestina, chamada a Oficina. A consequência de terem o Lote Seis aplicado em suas veias foi o surgimento de poderes psíquicos, mas o fato de terem desenvolvido estes "doms" poderia ser ainda piore caso a Oficina descobrisse que Andy e Vicky se apaixonaram e tiveram uma filha.

Charlie foi ensinada, desde muito pequena, que usar o seu poder era errado. Seu poder é massivo e destruidor, ainda mais sob o pouco controle que a pequena menina parece possuir. O poder de Charlie é a pirocinética, ou seja, ela pode criar fogo apenas com sua pequena e infantil mente. Por este motivo, sempre foi ensinada que criar fogo era uma "coisa ruim" e que ela deveria evitar isso o quanto pudesse.

A paz da pacata família é ameaçada quando a pequena Charlie é descoberta e começa a ser perseguida pelo governo para poderem utilizarem o seu poder como uma arma militar. É desta forma que Andy e Charlie passam a percorrer o país em fuga, porém, cada vez mais, os poderes de Charlie parecem ser a única arma que eles próprios possuem para saírem ilesos disso. Ela deve usar a "coisa ruim"?

A narrativa percorre entre o presente e o passado, mostrando a atual situação do pai e filha e o passado quando ainda eram felizes em família. Desta forma, iremos descobrindo como ambos chegaram até ali e que fim levou Vicky. A Incendiária retrata a fuga desesperada de um pai tentando de todas as formas salvar sua pequena filha. Por este motivo que, após a leitura, vejo que a trama se trata muito mais do amor paternal e do desejo de Andy em querer protege-la, do que da própria menina e seu poder de fato.

A Hora do Lobisomem | Stephen King

Título Original: The Cycle of the Werewolf
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 152
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Lançado originalmente em 1983, A Hora do Lobisomem, de Stephen King, ganhou em 2017 uma nova edição pela Editora Suma. O novo livro compõe a coleção Biblioteca Stephen King que vêm relançando clássicos do autor que há muito saíram de circulação.

Dividido em doze capítulos, um para cada mês do ano. Nós acompanharemos a história da pequena cidade de Tarker's Mill. Porém a calmaria da cidade parece comprometida quando terríveis assassinatos começam a acontecer. Um certo padrão é estabelecido e todo mês, em toda lua cheia, alguém é brutalmente assassinado. A primeira vítima fora um sinaleiro de ferrovia, a segundo, uma mulher, que fora atacada em sua própria casa. Quem será o próximo?

Particularmente, se eu tivesse que indicar um livro que servisse de porta de entrada para um leitor, que deseja conhecer Stephen King, eu indicaria A Hora do Lobisomem. De todas as leituras que fiz do autor, esta foi que mais me cativou. Aqui a característica prolixa de King fica de lado, dando espaço para a objetividade da trama, com ritmo e uma fluidez acertada para a leitura. Porém, se você espera uma história extraordinária sobre lobisomens, aqui, talvez você se decepcione. Para mim não foi problema algum, pois vi na simplicidade da história mais uma faceta do autor, o renomado e intitulado como mestre do terro que conseguiu me convencer.

"O Ciclo do Lobisomem começou."

A Assombração da Casa da Colina | Shirley Jackson

Título Original: The Haunting of Hill House
Autora: Shirley Jackson
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 240
Amazon - Saraiva

Em uma tentativa de sair da minha zona de conforto e ler algo de um gênero que eu nunca tinha lido antes, acabei solicitando A Assombração da Casa da Colina, em parceria com a Suma.

Queria ler um livro de terror, daqueles de sentir medo mesmo, e quando li a sinopse desse achei interessante. O livro é sobre uma expedição organizada pelo Dr. Montague, um homem fascinado pelo sobrenatural que deseja a todo custo presenciar uma atividade envolvendo aparições. Ele fica sabendo sobre a Casa da Colina, um lugar que fica nas colinas de uma cidadezinha pequena, bem distante. Muitas pessoas já tentaram morar nessa casa, mas acabaram se mudando devido a fenômenos inexplicáveis. O Dr. Montague faz uma seleção e escolhe quatro pessoas que já passaram por alguma espécie de evento sobrenatural para acompanhá-lo na expedição. A partir daí, começa a estadia dos personagens na casa. No começo todos estão apenas curiosos e acham a situação até divertida, mas depois começam a perceber que a casa tem um efeito estranho nas pessoas que a habitam.

Antes de ler esse livro eu não sabia nada sobre a autora, até porque esse gênero nunca foi o foco do meu interesse. Mas descobri que Shirley Jackson é considerada a "mãe do terror", muito elogiada, inclusive, por Stephen King. De fato, a escrita da autora é muito envolvente, a propósito, o primeiro parágrafo desse livro é considerado um dos melhores começos de história de todos os tempos.

Outsider | Stephen King

Título Original: Outsider
Autor: Stephen King
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 528

Outsider é o mais novo livro do mestre do terror Stephen King. Lançado nos Estados Unidos no final do mês de maio, o livro chegou ao Brasil, pela Suma, menos de um mês depois de o seu lançamento oficial.

Neste novo livro, King sai do seus cenários preferidos no estado do Maine e chega a uma pequena cidade do Texas, perto da fronteira com o México. A cidade pacata vê seus moradores entrarem em desespero quando um cachorro, durante seu passeio matinal,  encontra com seu dono o corpo de um jovem, conhecido da maioria dos moradores por entregar os jornais em suas casas. Aos 11 anos de idade, o menino estava agora entre arbustos, com o corpo com sinais de estupro e com alguns órgãos faltando. Depois de uma rápida investigação forense e de colher depoimentos das principais testemunhas do caso, todos os caminhos levavam ao mesmo suspeito, ao treinador Terry. Diversas testemunhas viram ele com uma van branca em frente ao parque, outras, inclusive, viram ele colocando a bicicleta de Frank, o menino assassinado, dentro da van e indo embora. 

Ele era o treinador do time de baseball do colégio da cidade, era inconfundível, noventa por cento dos morados conheciam ele, sabiam onde trabalhava e quem era sua família. Grande parte desses mesmos moradores tinham seus filhos treinados por Terry, o que deixava o assassinato ainda mais assustador. Como alguém que trabalha diariamente com crianças é capaz de estuprar uma delas e mata-la, retirando partes do corpo em seguida? Terry é preso no meio de uma partida de baseball, na frente de seus atletas e de mais de mil espectadores que não faziam a menor ideia do que estava acontecendo ali, quando todos descobriram o motivo, o choque foi imediato.

Resenha: O Destino de Tearling

Título original: The Fate of the Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 358

Nos primeiros capítulos da Trilogia de Tearling, descobrimos um reino em ruínas, abandonado por seus governantes, desolado pela pobreza, assombrado por um acordo validado pela opressão que somente um império poderoso e cruel seria capaz de implantar. Em meio a falta de esperança, observamos o surgimento de uma princesa perdida. 

Acompanhando a guerra que se espalha, o inimigo que se aproxima e as consequências de boas intenções tomadas sem qualquer reflexão acerca das consequências, encontramos a princesa perdida, hoje Rainha de Tearling, refém do temível império de Mostmesne.

Todas as escolhas, ações impensadas, conselhos não ouvidos, contextos ignorados, assombram Kelsea Glynn. Trancafiada nos calabouços do castelo da Rainha Vermelha, a pobre garota deseja retomar o poder que somente a magia é capaz de oferecer. Agora ela busca forças para sobreviver enquanto em sua mente traça planos para salvar o futuro de seu reino e, embora ainda não tenha conhecimento,  prepara-se para enfrentar uma força maligna que, assim como a grande parte dos acontecimentos desta história, se viu liberta graças a mais uma de suas ações impensadas.

"... e pelo resto da vida Katie jamais esqueceria aquele momento: o homem alto sorrindo para ela, a colina e o rio ao fundo, o sol vermelho-sangue ainda no céu."

Interferências | Connie Willis

Título original: Crosstalk
Autora: Connie Willis
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 463

Imagine-se em um futuro não tão distante, um ponto específico no espaço-tempo, na trajetória vacilante da humanidade, onde o estágio atual da tecnologia encontra terreno fértil para progredir, avançar, desenvolver-se em aparatos, máquinas e conceitos que, hoje, ousam avançar em breves e pequenos passos. 

Imagine uma sociedade absurdamente conectada, onde o acesso ao meio virtual é regra e o mercado cria, a todo o momento, novas necessidades tecnológicas, novos aparatos cujas funções facilitaram sua vida, permitindo maior conexão com o ambiente virtual, maiores possibilidades de contato. Agora, imagine que, na busca por estabelecer conexões e necessidades, o mercado lhe ofereça um dispositivo capaz de elevar a empatia entre casais, permitir que você, ser apaixonado, sinta as emoções de seu parceiro, elevando, portanto, a conexão entre si.

É em meio a esse contexto de absurda conexão, comunicação constante proporcionada pelo milagre da internet, que conhecemos Briddey, funcionária de destaque em uma empresa de dispositivos móveis, smartphones, aparelhos eletrônicos que, provavelmente, você não precisa em sua vida. A bela, ruiva, cem por cento irlandesa e nada esperta Briddey, é convidada por Trent, seu namorado e chefe, para instalar um EED, aquele dispositivo bacana que eleva a empatia entre casais, permitindo o estabelecimento de uma conexão ainda maior entre os apaixonados de plantão.

A cirurgia é realizada, Briddey aguarda na sala de recuperação – mas estamos falando de uma obra cujo pano de fundo interliga-se aos domínios da ficção científica, portanto, não demora muito para que a adorável e estritamente confiável tecnologia apresente seu princípio de imprevisibilidade, resultando em uma Briddey assustada, confusa, andando pelos corredores do hospital e, como se não bastasse, ouvindo a voz de um colega de trabalho em sua mente.

Resenha: A Floresta Sombria

Título original: The Dark Forest
Autor: Cixin Liu
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 470

A Floresta Sombria, segundo volume da trilogia de Cixin Liu, para além de mera continuação, trata-se de uma verdadeira expansão da narrativa apresentada ao longo de O Problema dos Três Corpos.

Apesar de cada ação possuir relevância, das histórias e desafios de personagens terem peso para a compreensão do leitor, relacionando assim à tudo aquilo que vimos no primeiro livro, o segundo capítulo desta narrativa se desprende das amarras daquele que lhe deu origem, nos apresentando novos personagens, novos desafios e o rumo da humanidade, ao mesmo tempo em que se aproveita de todo o contexto do primeiro livro para elevar o nível da obra que nos é apresentada.

Com toda a frota de Trissolaris seguindo em sua direção, além da terrível presença dos sófons, pequenas partículas lançadas pelo inimigo, capazes de transmitir informações atualizadas para os líderes trissolarianos, da mesma forma com que limita o desenvolvimento do conhecimento humano, a Terra percebe-se em estado de guerra com uma nação que nunca antes viu, cuja história sabe pouquíssimo e, cuja tecnologia é muito mais avançada do que qualquer humano poderia, um dia, vir a imaginar.

Em um contexto onde o inimigo recebe todas as informações em tempo real, sendo capaz de ouvir cada conversa, ler cada documento e observar cada nova tecnologia desenvolvida, grandes organizações mundiais se unem para lançar o Projeto Barreira, uma das poucas esperanças para o futuro da humanidade.

"A infinitude do espaço acolheu a nova humanidade sombria em seus braços sombrios."

Resenha: A Invasão de Tearling

Título Original: The Invasion of the Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 395

Kelsea Glynn foi educada desde pequena para ser capaz de compreender as nuances que formam a política de um reino. Foi aconselhada a ouvir, descobriu detalhes da história do Tearling, cada mito e possível segredo mágico que transformou a nação promissora em uma obra em ruínas, cercada pelos mais temíveis inimigos. 

Com apenas dezenove anos a garota conquistou duas safiras cujos poderes inimagináveis vão muito além de nossa compreensão, tomou o trono de Tearling para si, derrotou um sistema de escravidão e desafiou a própria Rainha VermelhaAs ações precipitadas de Kelsea não demoram a apresentar suas terríveis consequências. Agora o exército de Mortmesne avança com toda a força na direção de seu castelo. A Rainha Vermelha volta seu olhar para as duas safiras penduradas orgulhosamente no pescoço daquela que é considerada a Rainha Verdadeira, as sombras se concentram ao redor do que pode vir a se materializar como o destino final do Reino de Tearling

Com os desafios do presente, nem mesmo as visitas ao passado, aquilo que poderíamos considerar como a mais nova atividade proporcionada pelas antigas safiras, pode salvar o reino da morte que se aproxima como uma grande tempestade no horizonte.

"A rainha não pensou nos soldados, só em princípios e princípios eram um consolo vazio para homens que iriam morrer."

A Invasão de Tearling constrói-se e desenvolve-se logo após os eventos finais do primeiro livro. Quando Kelsea Glynn proíbe e enfrenta o tratado firmado por sua mãe, que estabelecia o envio de escravos para o Reino Mort, toda a população do Tearling se transformará em alvo da vingança da misteriosa Rainha Vermelha, e, não será o pequeno exército de Kelsea quem irá impedir o avanço das forças Mort.

Resenha: O Pistoleiro

Título Original: The Gunslinger
Autor: Stephen King
Ano: 2004
Editora: Suma das Letras
Páginas: 224

O ano é 1967 e, embora o garoto alto e revoltado, que andava pelas ruas com diversas histórias borbulhando em sua mente ainda não tivesse se transformado no fenômeno mundial conhecido por Stephen King, em seu coração ele sabia que suas histórias mereciam se materializar em formato de livro, fossem elas assustadoras, aclamadas pela crítica ou repletas de elementos fantásticos. 

Aos dezenove anos o garoto que ia contra a alta literatura e consumia todo o tipo de livros populares, se encantou com as aventuras e jornadas fantásticas criadas por Tolkien. Ele sabia que algum dia iria escrever sua própria aventura fantástica, esta, porém, em seus próprios termos, com sua marca pessoal e, com uma forte ligação com o mundo real. Assim nascia a semente do que hoje conhecemos pela série A Torre Negra.

Roland de Gilead, o último de toda uma legião de pistoleiros, encontra-se no meio do maior deserto que sua terra desolada já viu. O horizonte não esconde a falta de esperança que assombra o lugar, porém, sua força de vontade é maior. O personagem principal do primeiro capítulo da série A Torre Negra encontra-se em uma busca, uma perseguição cujo início e motivações sua memória já não é capaz de lembrar. Atravessando o deserto ele persegue, ou quem sabe seja conduzido, pelo misterioso Homem de Preto.


“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás. ”

Resenha: Sempre Vivemos no Castelo

Título Original: We Have Always Lived in the Castle
Autora: Shirley Jackson
Ano: 2017
Editora: Suma das Letras
Páginas: 200

Mary Katherine Blackwood vive, juntamente de sua irmã Constance, seu tio Julian e seu adorável gato preto, na antiga e requintada mansão da família BlackwoodOs membros restantes, os responsáveis pela continuidade, segurança e fortuna da família, não mais respiram o mesmo ar ou dividem os mesmo cômodos da residência com aqueles que resistiram a noite sombria que levou consigo os pais das garotas e todos aqueles que dividiram a mesa com os Blackwood durante a fatídica noite.

A mansão da família localiza-se na clareira de um bosque fechado, cercado anos atrás, pelo pai das garotas, para impedir que todo e qualquer morador da cidade tivesse contato ou acesso a residência e aos membros da família. 

Por motivos desconhecidos, uma crença de que a família não trouxe qualquer benefício para a cidade se espalhou com o tempo, estabelecendo um sentimento de ódio extremamente arraigado ao coração de cada morador da cidade, resultando em perseguição para com os membros restantes. Por ser a única capaz de sair dos limites da residência, ter forças para enfrentar o caminho de ida e volta até a cidade e ultrapassar as cercas que os protegem, é Merricat quem sofre com os olhares, comentários e enfrentamento que os moradores da cidade lhe impõem todas as vezes que precisa fazer compras ou emprestar um livro na biblioteca. É através desse contexto que iremos conhecer os segredos, desafios, demônios e trajetória dos membros restantes da família Blackwood.

"Resolvi que escolheria três palavras fortes, palavras de proteção firme, e contando que essas palavras formidáveis nunca fossem ditas em voz altam nenhuma mudança ocorreria."

[Sorteio] Mês de Terror - Belas Adormecidas


Belas Adormecidas é o novo livro do autor Stephen King em parceria com seu filho mais novo, Owen King. Em parceria com a Editora Suma, estamos sorteando um exemplar para UM sortudo(a)! Para participar, comente na resenha que fizemos no livro e preencha o formulário abaixo!
Boa Sorte!

Resenha: Belas Adormecidas

Título Original: Sleeping Beauties
Autores: Stephen King, Owen King
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 728

Menos de um mês após ser lançado nos Estados Unidos, estamos finalmente recebendo Belas Adormecidas, a nova novela de King e seu filho mais novo. Stephen King é o mestre do terror e continuará sendo por muitos anos, todos também conhecemos a capacidade do seu filho Joe Hill para a literatura e na sucessão do seu pai no gênero, mas em Belas Adormecidas somos apresentados a Owen King, que já lançou outros livros, mas nada tão expressivo como este que faz junto com seu pai. Nenhuma outra publicação fora traduzida para o português ainda e eu mesmo nem tinha conhecimento de que outro filho de King era escritor, saber deste lançamento, sem dúvidas, foi uma surpresa.

Belas Adormecidas falará sobre a Epidemia Aurora, uma doença inexplicável que faz mulheres adormecerem para sempre dentro de casulos. Os primeiros capítulos serão narrados intercalando o passado e o presente, ora entre as detentas do sistema prisional feminino de Dooling conversando, ora entre as cenas de um assassinato praticado por Evie Black. Na prisão, Evie se mostra uma detenta especial, ela consegue dormir e acordar, sem ser presa pelo sono profundo que faz as outras mulheres do mundo usarem todos os tipos de substância, legal ou proibida, para que não fechem os olhos eternamente. Clinton Norcross, psiquiatra da cadeia, é chamado pelo chefe da prisão para analisar o caso de Evie e descobrir se ela pode ou não, ser uma das principais chaves desta trama.

Enquanto isso as pessoas estão completamente foras de si e o caos fora instalado, mulheres usando drogas para não adormecerem e homens apavorados vendo suas esposas, filhas e mães sendo tomadas por uma membrana desconhecida, sem a menor ideia de se um dia poderão toca-las novamente. Com o desespero vários boatos surgem, dentre eles, algumas pessoas acreditam que caso queimem as mulheres adormecidas o vírus não seria propagado para as demais e assim começam a assassinar mulheres e diversos incêndios começam a acontecer pelo mundo. O conflito entre aqueles que desejam proteger suas mulheres contra a Brigada do Maçarico está quase iniciando uma guerra.

Resenha: A Rainha de Tearling

Título Original: The Queen of  Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2017
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 351

Quando não passava de um bebê, uma mera criaturinha adorável incapaz de fazer mal a uma mosca, incapaz de compreender as tramas, traições e jogos de poder que aconteciam ao seu redor, a Princesa Kelsea, herdeira do trono de Tearling, é levada para longe de sua mãe e do castelo que por pouco tempo foi seu lar. Os cavaleiros da Guarda da Rainha a encaminham para um casal único, destinado a criar, ensinar e proteger a pequena princesa até o momento em que fosse seguro voltar para busca-la. 

Por dezoito longos anos a princesa é esquecida - muitos pensavam estar morta - mais uma vida que desapareceu em meio ao caos que se instalou no reino durante um tempo de guerra e desolação, período que levou consigo a vida de sua mãe. Enquanto o reino sucumbia à fome, pobreza e desolação propiciadas por um governo corrupto, a pequena garota aprendia história, boas maneiras, botânica e defesa pessoal.

Como em uma história encantada, seguindo os rumos de um conto de fadas, chega o momento em que a misteriosa princesa, a garota desaparecida, a futura rainha deve assumir seu lugar de direito, deve voltar ao trono, comandar seu exército e livrar seu povo do estado de desolação e sofrimento em que se encontra. Quando completa dezoito anos, a Guarda da Rainha - os poucos soldados de confiança que restaram – surgem na moradia em que o casal responsável pela criação de Kelsea morava. Com sua chegada eles anunciam a necessidade de que a garota volte para a capital de seu reino, seja coroada a nova rainha o mais rápido possível, uma vez que sua vida corre risco e sua jornada de volta não será fácil. 

"- Este reino não tem visto nada extraordinário, muito menos bom, há muito tempo – continuou Andalie. - O Tearling precisa de uma rainha. Uma Rainha Verdadeira. E, se viver, a rainha Kelsea será exatamente isso. Talvez até uma rainha lendária."

Resenha: O Problema dos Três Corpos

Título Original: The Three-Body Problem
Autor: Cixin Liu
Ano: 2016
Editora: Suma de Letras
Páginas: 320
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Em 1960, a China esta passando pela violenta e conturbada Revolução Cultural, paralelamente a isso, um grupo de militares, engenheiros e astrofísicos conceituados trabalham em um projeto secreto que envolverá a comunicação com extraterrestres através de ondas sonoras.

Após cinquenta anos, nos dias atuais, uma raça alienígena se encontra em declínio e prestes a ser extinta. Wang Miao é um especialista em nanomateriais e após um estranho acontecimento, Wang acaba conhecendo um jogo chamado Três Corpos, enquanto acompanhamos a narrativa de Wang em sua descoberta, voltamos para a narrativa de Ye Wenjie que teve sua família destroçada na década de 60.

Confira a resenha em vídeo desta ficção científica, bastante diferente, uma crônica sob o desenvolvimento humano em direção aos limites do universo em uma trama envolvente que revelará muito mais sobre a humanidade, mas também sobre os riscos que nos envolvem ao tentar explorar o desconhecido.


Resenha em Vídeo


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3. Fim da Morte