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A Incendiária | Stephen King

Título Original: Firestarter
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 448
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Andy McGee era apenas um adolescente em busca de alguns trocados, quando conheceu Vicky e se voluntariou para um experimento científico da organização governamental clandestina, chamada a Oficina. A consequência de terem o Lote Seis aplicado em suas veias foi o surgimento de poderes psíquicos, mas o fato de terem desenvolvido estes "doms" poderia ser ainda piore caso a Oficina descobrisse que Andy e Vicky se apaixonaram e tiveram uma filha.

Charlie foi ensinada, desde muito pequena, que usar o seu poder era errado. Seu poder é massivo e destruidor, ainda mais sob o pouco controle que a pequena menina parece possuir. O poder de Charlie é a pirocinética, ou seja, ela pode criar fogo apenas com sua pequena e infantil mente. Por este motivo, sempre foi ensinada que criar fogo era uma "coisa ruim" e que ela deveria evitar isso o quanto pudesse.

A paz da pacata família é ameaçada quando a pequena Charlie é descoberta e começa a ser perseguida pelo governo para poderem utilizarem o seu poder como uma arma militar. É desta forma que Andy e Charlie passam a percorrer o país em fuga, porém, cada vez mais, os poderes de Charlie parecem ser a única arma que eles próprios possuem para saírem ilesos disso. Ela deve usar a "coisa ruim"?

A narrativa percorre entre o presente e o passado, mostrando a atual situação do pai e filha e o passado quando ainda eram felizes em família. Desta forma, iremos descobrindo como ambos chegaram até ali e que fim levou Vicky. A Incendiária retrata a fuga desesperada de um pai tentando de todas as formas salvar sua pequena filha. Por este motivo que, após a leitura, vejo que a trama se trata muito mais do amor paternal e do desejo de Andy em querer protege-la, do que da própria menina e seu poder de fato.

A Hora do Lobisomem | Stephen King

Título Original: The Cycle of the Werewolf
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 152
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Lançado originalmente em 1983, A Hora do Lobisomem, de Stephen King, ganhou em 2017 uma nova edição pela Editora Suma. O novo livro compõe a coleção Biblioteca Stephen King que vêm relançando clássicos do autor que há muito saíram de circulação.

Dividido em doze capítulos, um para cada mês do ano. Nós acompanharemos a história da pequena cidade de Tarker's Mill. Porém a calmaria da cidade parece comprometida quando terríveis assassinatos começam a acontecer. Um certo padrão é estabelecido e todo mês, em toda lua cheia, alguém é brutalmente assassinado. A primeira vítima fora um sinaleiro de ferrovia, a segundo, uma mulher, que fora atacada em sua própria casa. Quem será o próximo?

Particularmente, se eu tivesse que indicar um livro que servisse de porta de entrada para um leitor, que deseja conhecer Stephen King, eu indicaria A Hora do Lobisomem. De todas as leituras que fiz do autor, esta foi que mais me cativou. Aqui a característica prolixa de King fica de lado, dando espaço para a objetividade da trama, com ritmo e uma fluidez acertada para a leitura. Porém, se você espera uma história extraordinária sobre lobisomens, aqui, talvez você se decepcione. Para mim não foi problema algum, pois vi na simplicidade da história mais uma faceta do autor, o renomado e intitulado como mestre do terro que conseguiu me convencer.

"O Ciclo do Lobisomem começou."

Cujo | Stephen King

Título Original: Cujo
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Ano: 1981
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 373

Dentre tantos autores famosos, consagrados e destacados no mundo da literatura contemporânea - se é que tenho a permissão de classificar dessa forma – Stephen King sempre foi um entre aqueles que prometia um dia conhecer, mas que quando colocada à prova, nunca realmente me comprometi a concretizar a promessa. 

Quando, no meio do caos que foi o ano de 2016, uma nova oportunidade de conhecer a obra do autor surgiu, confesso que meus velhos hábitos não demoraram a aparecer. Foi preciso um empurrãozinho para que aquela leitora que não se surpreende facilmente decidisse, finalmente, descobrir o que existia de tão especial nas palavras pensadas por um autor que viu suas obras nas telas do cinema inúmeras vezes. 

Como pode vir a acontecer com a maioria dos novos leitores, quando deparados com a obra de um autor consagrado, cujo trabalho é publicado, republicado e lançado novamente em edições ainda mais bonitas que as anteriores, confesso que fiquei aflita. Não queria ser aquela a atirar pedras na obra de um autor que possuí uma legião de fãs para revidar. Não queria ser a leitora chata que desgosta de um autor famoso, que iria se arrepender após ter arriscado a leitura. Apesar de todas as dúvidas, de surpresas e um pouco de amargura, venho compartilhar com vocês minha primeira leitura do famoso Stephen King.

Cujo, apesar do que possam tentar te vender, trará uma história muito mais real, natural e até mesmo plausível, do que uma história com um pé no mundo sobrenatural. A trama se passa na cidade agradável de Castle Rock, localizada no estado do Maine, Estados Unidos. Considerando o aspecto adorável da cidade, você não imaginaria que aquela vizinhança, anos atrás, viu o horror transformado em pessoa.