Autora: Cláudia Lemes
Ano: 2015
Editora: Empíreo
Páginas: 352
Eu realmente acreditei que finalizaria o ano de 2015 frustrada. A minha melhor leitura, até então, foi feita em janeiro. Eu já estava me adaptando a ideia de que este ano seria mediano em relação a leitura. Até que veio a oportunidade de ler Eu Vejo Kate e fui totalmente surpreendida.
De antemão é importante dizer que este livro não é para qualquer um, é um livro forte, pesado, intenso, chocante. Cláudia Lemes vai abordar assassinatos em série de uma forma tão íntima que é impossível não imaginar todas as cenas descritas nesse livro.
Nathan Bardel é um serial killer já executado e que de alguma forma foi atraído de volta a vida. Isso ocorre por que Kate Dwyer, uma jovem escritora, depois de um ano da execução de Nathan resolve escrever sua biografia. Kate se entrega para o projeto, ela vai tão a fundo que cria um santuário de Nathan, de seus crimes e de suas vítimas na parede de sua própria casa. É uma verdadeira cena de horror, o que deixa Nathan cada vez mais orgulhoso sobre o trabalho dela, e é claro do dele.
O trabalho a perturba, mas ela vai em frente, sempre indo atrás de novas informações para encorpar seu livro. Para muitas dessas informações seria necessário entrevistar muitas das pessoas envolvidas com o caso de Nathan, dentre elas Ryan Owen, profiler do FBI responsável pela prisão, confissão e execução de Nathan, um especialista.







